Alimentos

Redes agregam ingredientes regionais aos cardápios originais

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Restaurantes se mostram cada vez mais atentos às demandas do público local ao criarem produtos específicos

Sociólogo dos mais importantes no contemporâneo, o francês Pierre Bordieu escreveu verdadeiros tratados sobre o poder simbólico das coisas como instrumentos de particularização. A partir daí, ele chama de “personificação do gosto” essa distinção entre os povos baseada nessa pessoalidade do gostar. A comida aparece nesse contexto como sentido de distinção por excelência – uma vez que permite separar e unir pessoas e, consequentemente, constituir mercados – por que não?

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É que cada vez mais interessadas em atrair e tornar fiel o seu consumidor local, grandes restaurantes se empenham no desenvolvimento de produtos sob medida para aquele mercado. A rede estadunidense Outback Steakhouse, por exemplo, quando chegou ao Brasil, logo tratou de incluir a picanha entre os seus cortes. E mais, abriu mão do seu tempero especial (formatado com 17 condimentos) e passou a temperar esse corte específico apenas com sal grosso, mimetizando o hábito brasileiro.

Outra adaptação do cardápio da marca, que já tem 51 restaurantes no País, foi a inclusão da caipirinha na carta de drinques. E aí, por duas questões: procura do consumidor local, e dos turistas, que entendem o coquetel como símbolo etílico e já chegam procurando por ele. A abertura para a escolha do ponto da carne também tem dedinho brasuca.

Também multinacional, o McDonald’s, símbolo máximo do fast food no Ocidente, repensou sua postura globalizada e traduziu em alguns dos seus lanches nossas idiossincrasias. O sanduíche cheddar McMelt é um grande exemplo. Nasceu a partir de uma demanda local que pedia um sanduíche com o queijo e entrou de forma temporária no cardápio, do qual nunca mais saiu. Na seção do McCafé, somos o único País em que se vende pão de queijo e pão na chapa.

Segundo a socióloga Maria Alba Maranhão, cujas pesquisas estão nas relações de consumo, esse ajuste de produtos das multinacionais aos hábitos de um determinado mercado não é de agora. “Era bem comum nos anos 1980, mas o processo de globalização padronizou o consumo, elegendo ícones universais. No entanto, registra-se hoje cultural e gastronomicamente um momento ufanista, de valorização do que tempos de mais particular, levando à renuncia de modelos pré-estabelecidos”, explica.

JEITO RECIFENSE À MESA – Essa nova configuração colocada pela socióloga é amplificada no dia a dia. O restaurante português Rui Paula (que conta com duas unidades em Portugal e no ano passado abriu sua primeira filial fora daquele país justamente no Recife) precisou reajustar seus ponteiros no modo de servir as receitas. Primeiro, o chef e proprietário da casa, Rui Paula, fez uma pesquisa de ingredientes locais e os incorporou aos preparos. Mas o que surpreendeu a brigada do estabelecimento foram os pedidos de porções de arroz como acompanhamento. “Sem arroz no prato parece que o pernambucano não se satisfaz. Mesmo que já haja outro carboidrato na refeição”, conta Danielle Martins, portuguesa e uma das cozinheiras do recinto. Atualmente, grande parte dos pedidos já parte da cozinha com o cereal.

Quando abriu no Recife a primeira loja da Domino´s, rede de pizzarias norte-americana presente em 70 países com mais de 9,5 mil lojas, a empresária Paula Albuquerque passou por alguns contratempos. Primeiro, os clientes reclamaram porque a pizza sabor portuguesa não vinha com ovo cozido na cobertura. “Como não podemos acrescentar nenhum ingrediente, exceto hortifruti, que não venha da central de franquias, repassamos essa demanda, e eles teriam que encontrar um fornecedor nacional de ovos só para essa demanda”, explica Paula.

Como era algo específico de uma única praça, e o caminho era longo, a franqueada optou por avisar aos clientes na hora da compra que a portuguesa não vinha com ovo. “A maioria troca de sabor na hora, ainda bem que não desiste da compra”, conta. Se fornecedor de ovo, por conta da vulnerabilidade do produto, é complicado, de charque nem tanto. Uma unidade da Domino´s, em Fortaleza, conseguiu nacionalmente criar um sabor, o carne-seca. A carne vem desfiada sobre a massa com molho de tomate, mussarela e cream cheese. Licença rapidamente adotada pelas unidades da região Nordeste.

Outro caso curioso aconteceu na primeira semana de operação da marca na cidade. A central de distribuição, localizada no Rio de Janeiro, mandou uma quantidade de insumos que julgava necessário para a primeira semana. “Com dois dias, vimos que iria faltar frango. O consumo da ave que eles calcularam, por uma média nacional, foi três vezes menor do que a demanda. A nossa pizza de frango com requeijão é a 3ª mais vendida. Em nenhum lugar do Brasil é assim”, rubrica Paula. O discurso pró-frango é ratificado pelo empresário Fabrini Caetano, licenciado da marca pessoense Empadinhas Barnabé na capital pernambucana. “Em um universo de 14 sabores, o que leva frango é disparado o primeiro lugar aqui. Mais que o dobro do segundo posto. E em todas as outras praças, o camarão ocupa o topo do pódio”, contabiliza.

PICANHA – Em 2012, a Burger King desenvolveu exclusivamente para solo brasileiro um hambúrguer de picanha. A ideia era promover uma afinação com o consumidor tupiniquim de forma geral. O sanduíche, que hoje é um dos mais vendidos, foi, pela primeira vez na história da marca, desenvolvido no Brasil.

STARBUCKS – A marca americana de cafeterias escolheu o Brasil, país que mais bebe café no mundo, para formular, pela primeira vez, um produto fora da sede. Só nas 75 lojas brasileiras é possível comprar o Café Brasil Blend, líder de vendas nas lojas e está em vias de ter a receita exportada para os EUA.

Fonte: Folha PE

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GR passará a oferecer treinamentos em vídeo

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Olá leitor que acompanha frequentemente todo o conteúdo oferecido pela GR Gestão de Restaurantes. A partir do dia 27 de março de 2014  a GR disponibilizará um novo canal para seus leitores e clientes.

Um canal preparado para oferecer treinamento em vídeo a temas relacionados à gestão e operação de restaurantes.

Os vídeos de treinamento serão publicados semanalmente. No dia 27 de março estaremos de volta com nosso primeiro treinamento e outras novidades. Até lá.

 

10 Estratégias para Controle de custos dos alimentos

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Quem possui um restaurante sabe, ou pelo menos deveria saber que controle é a chave de tudo. Aqui estão 10 grandes estratégias que você pode usar para gerenciar os custos dos alimentos em seu restaurante :

1 – Faça compras com fornecedores mais próximos. Assim o seu poder de comparação de preços e negociação é maior.

2 -  Insista para que todas as entregas sejam verificadas. Cada item deve ser verificado quanto à quantidade descriminada na Nota Fiscal e qualidade.

3 – Faça sempre um levantamento completo do seu estoque antes de fazer seu pedido. Tentar adivinhar o que falta ou repetir a mesma compra anterior certamente vai levar a um excesso de estoque e de resíduos.

4 – Todos os pratos do cardápio devem ter receitas e procedimentos padrões de produção a serem seguidos.

5 – Controlar o consumo de refeição dos funcionários. Se os funcionários almoçam no buffet especifique os itens que podem ser consumidos do buffet. Itens mais caros podem ser pagos caso o funcionário deseje come-los. Se a refeição dos funcionários é servida nos refeitórios, atente-se para o volume produzido e se está havendo desperdício.

6 – Escale funcionários diferentes para o levantamento do estoque. Quando uma mesma pessoa faz o levantamento do estoque constantemente as chances de roubo são maiores.

7 – Utilize balanças para medir e porcionar alimentos. Evite medidas como xícaras, colheres e etc.

8 – Alimentos de alto custo devem ser observados mais de perto. Verifique o peso das porções para evitar excessos ou desvios por parte de funcionários

9 – Estipule uma meta de custo dos alimentos e  ofereça um bônus de 25% sobre a economia obtida.  Certifique-se de equilibrar isso com o fator de qualidade dos alimentos, para que o padrão de qualidade não caia..

10 – Compartilhar metas e números de desempenho com a sua equipe. O conhecimento é motivador.

Fonte: www.gestaoderestaurantes.com.br

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Procon-RJ interdita cozinha de churrascaria em Niterói e autua outras nove na Operação Boi Bandido

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A Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), por meio do Procon Estadual, iniciou nesta terça-feira (18/02) a Operação Boi Bandido, que vistoria churrascarias, suas instalações e o atendimento, além da validade dos produtos utilizados e as condições de armazenamento e preparo das carnes nos estabelecimentos. Neste primeiro dia da ação, foram fiscalizadas 15 estabelecimentos do Rio de Janeiro e de Niterói, dos quais apenas quatro não apresentaram irregularidades. Os outros foram autuados e serão multados. Mais de 170kg de produtos foram recolhidos e descartados.

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O caso mais grave foi daChurrascariaMocellin, uma das mais badaladas de Niterói, onde os fiscais interditaram parte da cozinha devido ao contato direto entre os alimentos preparados ali e os resíduos da obra realizada no estabelecimento. A área só será liberada quando for totalmente isolada acabando com o risco de contaminação. Na churrascaria também foram encontrados 19kg e 500g de produtos impróprios para consumo, como camarão cru, feijão fradinho cozido, frios, e maionese, entre outros.

Alguns produtos recolhidos surpreenderam pelo estado de putrefação e pelo aspecto ruim. Este foi o caso da carne esverdeada encontrada no Norte Grill de Engenho de Dentro, e a sobra de carne mofada banhada em gordura endurecida da Churrascaria Tchan, da Tijuca, que chegou a ser confundida com carne seca e abóbora pelos fiscais.

As churrascarias que não apresentaram irregularidades foram: Palace, de Copacabana; Barra Grill; Fogo de Chão, de Botafogo; Estrela do Sul, da Tijuca; e Verdana Grill, em Charitas, Niterói.

Balanço da Operação Boi Bandido:

1 – Estrela Gourmet, antiga Estrela do Sul (Praia de Botafogo, 490) – Produtos vencidos: 1kg e 600g de lula, 1kg de polvo, 500g de molho de manjericão, 1kg e 600g de champignon, 1 pacote de pão de forma Wickbold e seis cervejas Cerpa (350ml). Produtos sem especificação: 2kg de bacon nobre, 3kg de camarão e 6kg de restos de carne. Cobrança do valor de 2kg de comida em caso de perda da comanda, o que está em desacordo com o artigo 2°, Parágrafo Único, da Lei Estadual 4198/03. Alimentos estocados diretamente no chão, sem paletes.

2 – Querência Gaúcha (Av. Dr. Eugênio Borges, 1200 – Arsenal – São Gonçalo) – Produtos vencidos: 1kg e 150g de ovos de codorna e 84g de salada quinoa. Produtos sem especificação: 7kg de carne assada, 500gramas de cogumelos, 300g de requeijão cremoso e800g de milho em conserva.

3 – Norte Grill (Rua Gandavo, 25 – Engenho de Dentro) – Produtos vencidos: 1kg e 600g de bacon e cinco garrafas (200ml) de pimenta. Produtos sem especificação: 23 kg de frango, 6kg de carne com cor verde e aspecto ruim, uma bombona (200ml) de ketchup, 200g de brócolis cozido, 600g de muçarela de búfala, três brownies e 600g de carne. 2kg de massa de tomate com informações conflitantes sobre data de validade (uma delas já vencida). Três barris de chopp armazenados diretamente no chão.

4 – Tourão Grill (Praça São Perpétuo – Barra da Tijuca) – Produtos vencidos: 4kg de tomate seco, 350g de pasta cuberlândia e 400g de patê de fígado.

5 –ChurrascariaMocellin (Av Quintino Bocaiuva, 151- São Francisco – Niterói) – Produtos vencidos: 2kg e 200g de salmão; 3kg e 200g de pastel; 4kg de feijão fradinho cozido, além de couve e iogurte. Produtos sem especificação: 6kg e, 300kg de camarão cru, 2kg e 700g de presunto, 100g muzzarela em bola, 500g salame e 500g maionese. Na padaria em anexo os encontraram 1kg e 200g de pizza, 5kg de pão e 7kg de torradas, todos vencidos. Parte da cozinha foi interditada devido as obras, cuja poeira e detritos estão em contato direto com os alimentos. Os fiscais determinaram que aquela área só possa voltar a ser utilizada após o seu isolamento para evitar contaminação com os resíduos da obra.

6 –ChurrascariaTchan (Rua Deputado Soares Filho, 387 – Tijuca) – Produtos vencidos: 10 pacotes (400g) de Massa de pastel, 300g de linguiça de frango, 1kg de linguiça calabresa sadia, um pacote (320g) de pão árabe, 1kg e 800g de tremoços, 400g de goiabada, 400g de pimenta, 600g de calda de chocolate, 1kg de ponta de costela e 2kg e 120g de lombo salgado. Produtos sem especificação: 600g de pernil,1kg de salsicha Rigor, 1kg de pontas de carne, 2kg e 500g de ervilha, 900g de carne moída, 2kg de sobra de carne mofada com gordura endurecida e oito potes de mousse.

7 – Cruzeiro do Sul (Av. Repórter Nestor Moreira, s/n° – Botafogo) – Barril de 50 litros de chopp vencido. Produtos sem especificação: 83 sushis de salmão, 25 rolos de sushi Filadélfia, 1kg e 500g de polenta e 250g de carne moída.

8 – Baby beef (Av. das Américas, 1510 – Barra da Tijuca) – Um barril de 50 litros de chopp vencido. Produtos sem especificação: 530g de polpa de caju e 700g de polpa de maracujá.

9 – Brasa Columbia (Rua Haddock Lobo, 346 – Tijuca) – Produtos sem especificação: 29 caixas de frango inteiros, 22kg de bacalhau e 1kg de bacon. 13 barris de chopp armazenados em contato com o piso do estabelecimento

10 – Pampa Grill (Av. das Américas, 5150 – Barra da Tijuca) – Produtos vencidos: Um barril de 50 litros de chopp, 5kg e 700g de filé mignon vencido, 1kg e 500g de molho de alcaparra, 3kg de molho de siri e 4kg de farofa.

Fonte: Procon RJ

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A GR Gestão de Restaurantes lança novo site

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No último dia 29 de janeiro a GR Gestão de Restaurantes lançou seu novo portal. Além do novo design, mais leve e objetivo, o site oferece novas áreas para uma maior interação e comunicação com o cliente.

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No site é possível encontrar uma nova seção chamada “Você Pergunta” onde a GR responde às mais diversas perguntas dos leitores sobre Restaurantes e Bares.

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A seção de “Classificados” ganhou maior destaque, apresentando os últimos restaurantes à venda logo na página inicial.

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E para você que não quer perder nenhuma novidade no mercado de gastronomia a seção de “Feiras e Eventos” também ganhou destaque na página inicial do site.

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E não para por aí. Em 2014 a GR trará novidades e novos treinamentos para o setor.

Como garantir frituras de qualidade e ainda preservar sua fritadeira

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Alimentos fritos e crocantes são com certeza um pecado impossível de não cometer quando nos deparamos com um prato de batatas, peixes e bolinhos. Mas quem fornece estes petiscos diariamente deve manter certos cuidados para manter a qualidade dos alimentos e também prolongar a vida útil de sua fritadeira.

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Veja abaixo algumas dicas:

Conselhos Importantes – Antes da Fritura
- Em fritadeiras elétricas, cobrir a resistência com a gordura previamente líquida, antes de iniciar o aquecimento;
- Fritadeira não deve possuir partes de cobre ou ferro;
- Não posicionar o termostato na posição máxima;
- Escorrer o máximo possível a água dos alimentos, se possível enxugá-los;
- Em alimentos a milanesa, retirar o excesso de farinha de rosca;
- Com alimentos congelados, não deixar que descongelem, adicioná-los diretamente na fritadeira em porções menores para manter a temperatura de fritura;
- Regular o aquecimento, limpeza de bicos em fritadeiras a gás;
- Completar o nível de gordura na fritadeira;

Conselhos Importantes – Durante a Fritura
- Não utilizar temperaturas superiores a 200ºC;
- A quantidade de alimentos adicionada não deve baixar a temperatura em 10°C e o
sistema de aquecimento deve estar dimensionado para rápida recuperação da mesma;
- Remover os fragmentos dos alimentos, sempre que visível;
- Não utilizar utensílios de cobre ou ferro;
- Manter o nível de gordura na fritadeira;
- Não misturar gordura com óleo;
- Não adicionar sal diretamente na fritadeira ou no cesto de fritura;
- Regular a temperatura da gordura para 60 – 70ºC, enquanto não estiver fritando.

Conselhos Importantes – Após Fritura
- Filtrar a gordura com filtro mecânico, ou pano de algodão. Não usar palha de aço ou outros materiais que contenham ferro ou cobre;
- Lavar a fritadeira diariamente com água e detergente. Enxaguar até eliminar resíduos de detergente. Efetuar a mesma recomendação para o sistema de filtragem;
- Abastecer fritadeira com gordura nova e a gordura usada para completar o nível.

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Taxa de desperdício cobrada por restaurantes é ilegal e pode gerar multa de até R$ 7 mi

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Exigência descumpre artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor

A taxa de desperdício de alimentos é uma alternativa encontrada por muitos restaurantes do País para não permitir que clientes deixem sobras de comida no prato. O que poucos consumidores têm conhecimento é que essa prática vai contra o artigo 39 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), que configura esse tipo de cobrança como abusiva. As multas para o descumprimento dessa norma podem chegar aos R$ 7 milhões.

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De acordo com o diretor de fiscalização do Procon-SP (Fundação de Proteção de Defesa do Consumidor), Márcio Marcucci, os clientes não podem “em hipótese alguma” ser cobrados pelos restos de comida deixados no prato, mesmo que o débito esteja sinalizado nas páginas do cardápio ou em uma placa dentro do estabelecimento. Conheça os direitos dos clientes em restaurantes abaixo.

— O consumidor já paga pela refeição. Então, não teria sentido ele ter que pagar por eventuais sobras. Muitas vezes, o consumidor não come a borda da pizza, a criança acaba não consumindo a refeição inteira ou o cliente não apreciou o prato, sendo que ele já pagou pela refeição integralmente.

O diretor-jurídico da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Percival Maricato, discorda e diz que se existir um acordo com o cliente — placas visíveis ou orientação no cardápio — a taxa não deveria ser irregular. Para Maricato, a norma não é favorável aos restaurantes, porque “só traz problemas” ao proprietário, que tem livre escolha para aderir a este tipo de exigência.

— Muitas vezes [cobrar a taxa] não é vantajoso para o estabelecimento, uma vez que ela acaba por criar um conflito com o seu cliente e até com o Procon.

Evite o desperdício

A Coordenadora Institucional do Proteste, Maria Inês Dolci, afirma que a prática é considerada uma vantagem excessiva por parte dos estabelecimentos, mas alerta também para que os fregueses evitem o desperdício.

— Cobrar qualquer valor de quem não come tudo o que sobrou no prato é considerado abusivo… No entanto, é indispensável um consumo consciente para evitar com que o desperdício de alimentos aconteça.

Maricato acredita que o débito deveria ser legalizado no País, porque o desperdício acarreta no aumento de custo — principalmente no caso de buffets.

— Se o proprietário tem uma consciência social ou ambiental, acho que ele deve lutar para introduzir isso. Ele pode até no final não cobrar, mas tentar conscientizar seus clientes a se comportarem como pessoas civilizadas e decentes.

Fiscalização

O Procon é um dos órgãos fiscalizadores de restaurantes e as multas para o descumprimento do artigo 39 do CDC variam de R$ 450 a R$ 7 milhões, calculada de acordo com o tamanho do estabelecimento.

Segundo Márcio Marcucci, diretor de fiscalização do Procon, essa verificação das normas é feita de duas maneiras — de rotina, com visitas aos estabelecimentos e denúncias vindas diretamente de consumidores.

— Com frequência a gente fiscaliza os restaurantes para verificar informação de preços, cobrança de couvert, eventual restrição à aceitação de vale de refeição e também a cobrança da taxa de desperdício.

Denúncia

A denúncia referente à cobrança de taxas de desperdício ou outras atividades ilegais, que violam o CDC, podem ser feitas aos órgãos de defesa ao consumidor via telefone ou diretamente pela internet.

A Coordenadora do Proteste, Maria Inês Dolci, indica o constrangimento do cliente como principal fator para que esse tipo de débito seja efetuado e comenta que é necessária a denúncia para evitar esse tipo de cobrança.

— O consumidor tem que saber que é um direito dele, que as práticas abusivas devem ser coibidas e a única forma de acabar com essas práticas ilegais e abusivas é realmente fazer com que esses estabelecimentos entendam que existem leis e que eles não podem estar burlando elas.

Os órgãos de defesa do consumidor informam que para conseguir ser reembolsado é necessário pedir ao estabelecimento a nota fiscal com todas as informações de cobrança (inclusive as taxas) e encaminhar à unidade de defesa mais próxima.

Fonte: http://noticias.r7.com/

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