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O segredo para aumentar a receita do seu restaurante pode estar na palma da sua mão

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Os smartphones vieram para fazer uma revolução no modo como as pessoas comunicam entre si. Com os smartphones, houve uma mudança de comportamento no estilo de vida do brasileiro.

 

10072014Desde a substituição do antigo despertador para o alarme do celular, até mesmo a checagem de e-mail e incontáveis aplicativos desenvolvidos para os mais diversos objetivos. A interatividade propiciada pelos smartphones despertou também o interesse das empresas que descobriram com esta nova tecnologia uma importante alternativa para estreitar o relacionamento com seus clientes e aumentar o faturamento do estabelecimento utilizando o seu próprio aplicativo. Mas de que forma seu restaurante pode ser beneficiado com um aplicativo para celular?

Os aplicativos para smartphones oferecem uma grande interação com o usuário, seja para editar fotos, ler notícias ou até mesmo acessar sua conta bancária. Para restaurantes os benefícios são muitos. A GR teve acesso a um aplicativo feito exclusivamente para restaurantes, desenvolvido pela empresa Neemo que nos disponibilizou mais detalhes sobre seu funcionamento e benefícios.

Segundo Lucas Marcomini, da Neemo, o aplicativo proporciona uma série de funcionalidades fazendo assim uma interação entre cliente e restaurante, proporcionando desta forma uma serie de benefícios para ambos. Outra vantagem para bares e restaurantes é a personalização de telas, botões e ícones com a marca e identidade da empresa.

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O app, como vamos chamá-lo a partir de agora, disponibiliza todo o cardápio do restaurante para o cliente e como não bastasse é possível ainda habilitar um recurso que permite que sejam feitos pedidos e pagamento (via PayPal) pelo smartphone. O cliente tem também acesso a uma série de informações como agenda e programação do restaurante, fotos dos pratos e do local, informações como endereço e horário de funcionamento e um canal exclusivo com o restaurante, que pode ser acessado para enviar sugestões ou críticas. Outra funcionalidade muito interessante oferecida pelos smartphones é a “Push Notification” que permite enviar notificações para o usuário do smartphone. No caso deste app, os clientes podem receber informações sobre promoções ou sobre a programação do seu estabelecimento e o melhor de tudo é que não há nenhum custo para o envio destas mensagens.

Para o restaurante as vantagens são muitas, afirma Lucas, da Neemo. A disponibilidade de um cardápio sempre à mão do cliente independente de onde ele esteja abre um novo leque de mercado para o restaurante. Outra grande vantagem é atrair o cliente para seu estabelecimento em dias de pouco movimento enviando mensagens diretamente para o celular informando sobre promoções exclusivas. Por fim, a possibilidade de fornecer ao cliente um canal de comunicação direto com seu estabelecimento permite receber informações importantes para avaliar a satisfação dos clientes com o seu empreendimento.

A utilização do app é bem fácil e intuitiva, tanto para o cliente quanto para o gerenciamento das informações pelo restaurante.

Ter a tecnologia como aliada para fortalecer a marca do seu empreendimento, aumentar seu mercado ou fidelizar clientes já é uma realidade e está ao alcance de todos, ou melhor, na palma da sua mão.

Neemo ainda nos enviou dois cases que mostram os detalhes de como ficam o resultado da personalização dos aplicativos para um bar ou restaurante.

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“A GR conseguiu junto à Neemo um desconto especial para seus leitores neste mês da Copa. Na contratação do aplicativo on-line, será concedido um desconto de R$ 100,00. Para receber o desconto basta digitar a palavra “HEXACAMPEÃO” na página de contratação do aplicativoclicando aqui.”

Colaboração:
imageNEEMO – DESENVOLVIMENTO MOBILE SOB MEDIDA
Site: http://www.neemo.com.br
E-mail: comercial@neemo.com.br
Tel: (014) 3274-2087

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10 Dicas para aprimorar o cardápio do seu restaurante

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Aprenda técnicas para manter um cardápio com boa apresentação para vender mais.

 

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Pesquisas de satisfação. Uma grande aliada do seu restaurante

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Quando as vendas estão indo bem, sentimos que estamos no caminho certo na gestão do nosso empreendimento. Obviamente o volume de vendas é um bom indicador, mas e quando as vendas começam a cair gradativamente e você começa a se perguntar: “Não é possível, estava tudo indo bem alguns meses atrás. O que está acontecendo?”

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As situações que podem levar o restaurante a uma queda de faturamento consecutiva são diversas, como economia, concorrência, preços, má prestação do serviço. Deixar o tempo lhe mostrar que o seu faturamento vem caindo gradativamente é a grande falha cometida por muitos empresários. O padrão de qualidade do seu restaurante deve ser constante e ninguém melhor do que o seu cliente para lhe dizer isto.

Uma pesquisa de satisfação não deve ser feita só quando as coisas vão bem, ou só quando as coisas estão mal. O objetivo de uma pesquisa de satisfação é manter o padrão de excelência do seu estabelecimento. Realizar uma pesquisa de satisfação a cada 3 meses é essencial para sentir como anda seu negócio na percepção dos clientes.

Muitos empreendedores se esquivam de realizar pesquisas de satisfação, parece que até têm medo do resultado da pesquisa. Outros evitam por achar muito difícil realizar a pesquisa e avaliar seus resultados. É preciso  ouvir quem mais interessa para o seu negócio, o seu cliente, ou então deixar que o medo de perder sobreponha à sua vontade de ganhar.

Há diversas formas de se realizar uma pesquisa de satisfação para avaliar constantemente como está a qualidade do atendimento, dos pratos, do ambiente, dentre outros. Veja a seguir como podemos de forma simples, obter um feedback do nosso cliente.

1 – Distribua cartões de opinião. Dê a sua equipe de garçons estes cartões de opinião para serem distribuídos no ato do fechamento da conta. Se preferir deixe os cartões na mesa, ao lado dos guardanapos. Os cliente devem ser orientados a deixarem a pesquisa numa caixa localizada na saída do estabelecimento. Assim o cliente não ficará intimidado para responder algo negativamente sobre o próprio atendimento do garçom.

Estes cartões podem apresentar questões específicas relacionadas com elementos do seu restaurante que você está curioso para saber. Você também pode estabelecer uma grau de satisfação em cada categoria, com notas de 0 a 10 por exemplo. Assim numa próxima pesquisa será possível avaliar se o padrão caiu, permaneceu constante ou aumentou.

2. Crie um formulário de comentários em seu site. Disponibilize a pesquisa de satisfação em seu site e peça a seus clientes para preenchê-lo.  Você pode utilizar mídias sociais como facebook para obter estes feedbacks também.

3 – Faça pesquisas via e-mail enviando uma newsletter solicitando a opinião do cliente referente à sua última vista. se você não tem um banco de e-mails de seus clientes já está na hora de começar a montar um, pois ele pode ajudá-lo muito nas pesquisas de satisfação ou até mesmo para o envio de promoções, eventos, etc.

4 – Modificações recentes também merecem uma avaliação mais criteriosa. Seu restaurante fez modificações no cardápio? Mudou o ambiente? Pergunte ao cliente o que ele achou destas modificações e avalie se as modificações foram positivas.

Evite oferecer descontos ou promoções para que os clientes respondam às pesquisas. Apesar deste método colaborar para o aumento de respostas, podem interferir no resultado da pesquisa pois clientes que não tem nada a dizer sobre seu negócio podem respondê-las apenas para receber o desconto.

Um estabelecimento que realiza pesquisas de satisfação é sempre bem visto por seus clientes, pois eles sabem que suas opiniões serão utilizadas para melhorar suas experiências futuras.

Fonte: GR Gestão de Restaurantes

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Garçom não poderá mais servir nada sem a autorização do cliente no Rio

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Nova lei proíbe que garçom sirva pratos e bebidas que não foram pedidos. Produto colocado na mesa a contragosto do cliente não precisará ser pago.

No Rio de Janeiro, uma nova lei proíbe que os garçons de bares e restaurantes coloquem na mesa dos clientes comidas e bebida sem serem chamados. Geralmente, isso é quase automático. O cliente chega e o garçom começa a servir.

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“Linguiça, pão, carne e cerveja. Vários tipos de bebida estão sendo oferecidos na mesa. Realmente, é um pouco complicado nesse sentido porque, por vezes, a gente não pede e eles já estão trazendo”, aponta o consultor imobiliário Pedro Abecassis.

No estado do Rio de Janeiro, esse incômodo acabou. Incômodo? “Eu, como consumidora, não me sinto agredida pelos garçons oferecerem bebida e petiscos. Eu acho que é um comportamento bem carioca dos bares”, confessa a jornalista Janaína Cardoso.

Anova lei começou a valer na quinta-feira (29). O garçom não pode mais servir nada sem a autorização do cliente, como couvert, bebida e sobremesa.

Segundo a nova lei, o produto que o cliente receber na mesa sem ter pedido será considerado cortesia ou amostra grátis e o consumidor não será obrigado a pagar. Para ser atendido, só da maneira tradicional: gritando “garçom!”.

Em São Paulo, uma lei semelhante proíbe a cobrança pelo couvert se não for um pedido do cliente.

A nova lei não incomodou o sindicato que representa os bares e restaurantes do Rio. “Eu acho que esta lei é boa porque ela vem para dar mais transparência na relação entre o cliente e o restaurante”, afirma Fernando Blower, vice-presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro.

A polêmica rendeu entre os consumidores. “Se tiver vontade, realmente você pede”, acredita a vendedora Tuane Matos. “Vai fazer a gente ficar agora toda hora chamando o garçom para ele vir até a mesa”, fala o arquiteto Diogo Malfi.

Agora, vai ser preciso ficar toda hora chamando o garçom para vir até a mesa. O garçom Antonio, acostumado a servir generosamente à clientela, terá que se adaptar. “O cliente chega e já sirvo a linguiça, tradicional, que é o nosso couvert da casa”, conta o garçom Antonio Paulo Araújo.

Fonte: http://g1.globo.com/

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Culinária slow food agrada e conquista clientes

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Pratos são preparados com calma e ao gosto do freguês. No Brasil, apenas alguns restaurantes adotam o estilo pouco conhecido

Comum na Europa, a culinária no estilo slow food é pouco difundida entre os brasileiros, embora alguns estabelecimentos invistam no estilo. Trata-se de um restaurante que tem um outro olhar sobre a gastronomia e a relação com o cliente. Ele se distancia do foco estritamente comercial e oferece um ambiente intimista, onde os chefs abrem as portas de suas casas para receber clientes como se fossem visitas para preparar suas próprias receitas.

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Neste tipo de restaurante, como o nome já indica, é importante não ter pressa. Como o serviço é personalizado, os pratos são preparados com calma, especialmente para o cliente e para aquela ocasião específica. Músicas tranquilas em um clima exclusivo e acolhedor embalam a refeição. A quantidade de clientes é limitada, pois não há funcionários suficientes para atender uma grande demanda. Em alguns casos, o próprio dono do estabelecimento se desdobra como anfitrião e dentro da cozinha, preparando as refeições. Por isso, sempre é necessário ligar e reservar com antecedência.

Na Região dos Lagos, Rio de Janeiro, há ao menos dois restaurantes que seguem este estilo. Em Armação dos Búzios, o Baroque, de culinária europeia, é propriedade do maitre alemão Michael Muller e da chef tcheca Ivana Brozeo, sua esposa. Com sotaque típico de seus países de origem, o casal recebe os clientes pessoalmente. A casa decorada no estilo barroco, com móveis trazidos de seus países de origem, como num antiquário, é o cenário para uma refeição diferenciada. Talheres de prata e cadeiras do início do século passado, à meia luz, transformam o jantar em um evento. A chef Ivana faz questão de ouvir os anseios do cliente para, juntos, decidirem o que será servido no jantar. Na área externa, um quadro escrito à mão mostra os pratos mais vendidos, o que ajuda bastante na hora da escolha. O alemão completo, a costela defumada ao molho barbecue e o goulash estão entre o mais pedidos.

Em Cabo Frio, a Casa da Leela trabalha com cardápios fechados e temáticos. Inaugurado em 2011, em uma simpática casa hexagonal no estilo mediterrâneo um pouco afastada do centro o estabelecimento é a antiga casa de veraneio da proprietária, adquirida na década de 60. “Tudo é feito com muito carinho e o tratamento é personalizado. Como chef, eu posso pensar no cardápio direcionado ao cliente que vou receber”, afirma a dona, Laura Bucovich. Sempre com reservas, ela prepara um menu fechado, diferenciado a cada semana, para grupos de clientes. Alguns temperos utilizados são da horta que Leela cultiva no jardim da casa. “Eu gosto muito de fazer jantares temáticos, como indiano, espanhol, grego, árabe e francês. Adoro criar novos pratos, então acredito que não conseguiria manter um cardápio fixo no restaurante”. Laura Bucovich, a Leela, resume bem o espírito de seu empreendimento: “Eu digo que eu não tenho um restaurante, e sim, uma casa onde recebo meus amigos que pagam”

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10 Lições para donos de restaurantes

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Se você é ou pretende ser dono de um restaurante, aprenda sobre as principais lições que farão de seu negócio um negócio de sucesso.

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Lição 1 – Valores

Todo proprietário ou gestor do restaurante deve exercitar os seus valores fundamentais da empresa, como missão e visão. Quando exercitados diariamente, estes valores são utilizados como princípios orientadores para a gestão do seu negócio, para você e para seus colaboradores

Lição 2 – Organograma

Comunicação em qualquer restaurante é fundamental para o seu sucesso. Comunicar claramente os papéis de cada colaborador torna o processo operacional do restaurante muito melhor.

Lição 3 – É sua responsabilidade fazer uma gestão lucrativa

Você tem a responsabilidade de gerenciar um restaurante e torná-lo rentável. Não é uma opção, não uma esperança e não é um desejo. É uma obrigação. Sem você, não há restaurante para seus clientes e não há postos de trabalho para seus empregados.

Lição 4 – Imponha sua vontade

Um restaurante tem algumas das características idealizadas pelo proprietário . Seja a metodologia de trabalho ou a forma como devemos atender aos clientes. Deste modo, para que não haja dúvidas, essa metodologia de trabalho precisa ser claramente definida, documentada, e os colaboradores devidamente treinados e avaliados. Desenvolva um manual de Conduta e esteja certo de que todos os envolvidos no restaurante leiam, entendam e sigam.

Lição 5 – Controles de Caixa

Você deve ter um sistema de gestão que mantenha sua equipe atuando honestamente, permitindo-lhes lidar com o seu dinheiro e garantido que todas as transações estão indo diretamente para o caixa da empresa.

Lição 6 – Orçamento

Possuir um plano financeiro estratégico que compreenda a previsão de receitas e despesas futuras ajuda a manter o negócio estável e a realização de investimentos.

Lição 7 – Custos

O gerenciamento dos custos é tão importante quanto o gerenciamento de receitas. Tenha todos os custos bem documentados, de um palito de dentes a uma garrafa de uísque.

Lição 8 – Padronização

Garantir sempre a mesma qualidade e sabor dos pratos só é possível com padronização. Tenha fichas técnicas de modo de preparo dos pratos.

Lição 9 – Qualificação

A concorrência e a agressividade do mercado não permite amadorismo. Esteja sempre qualificando você e a sua equipe para garantir um bom padrão de qualidade do seu estabelecimento, seja na cozinha, no atendimento ou na gestão financeira.

Lição 10 – Delegue funções

Um restaurante é um dos negócios mais difíceis e complexos para se gerenciar. São diversos mecanismos que devem ser averiguados constantemente e muitas vezes ao mesmo tempo. Portanto aprenda a delegar tarefas e não carregue tudo nas costas.

Aprendendo e aplicando estas lições você não terá somente mais lucro, terá também mais liberdade e qualidade de vida.

Fonte: GR Gestão de Restaurantes

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Redes agregam ingredientes regionais aos cardápios originais

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Restaurantes se mostram cada vez mais atentos às demandas do público local ao criarem produtos específicos

Sociólogo dos mais importantes no contemporâneo, o francês Pierre Bordieu escreveu verdadeiros tratados sobre o poder simbólico das coisas como instrumentos de particularização. A partir daí, ele chama de “personificação do gosto” essa distinção entre os povos baseada nessa pessoalidade do gostar. A comida aparece nesse contexto como sentido de distinção por excelência – uma vez que permite separar e unir pessoas e, consequentemente, constituir mercados – por que não?

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É que cada vez mais interessadas em atrair e tornar fiel o seu consumidor local, grandes restaurantes se empenham no desenvolvimento de produtos sob medida para aquele mercado. A rede estadunidense Outback Steakhouse, por exemplo, quando chegou ao Brasil, logo tratou de incluir a picanha entre os seus cortes. E mais, abriu mão do seu tempero especial (formatado com 17 condimentos) e passou a temperar esse corte específico apenas com sal grosso, mimetizando o hábito brasileiro.

Outra adaptação do cardápio da marca, que já tem 51 restaurantes no País, foi a inclusão da caipirinha na carta de drinques. E aí, por duas questões: procura do consumidor local, e dos turistas, que entendem o coquetel como símbolo etílico e já chegam procurando por ele. A abertura para a escolha do ponto da carne também tem dedinho brasuca.

Também multinacional, o McDonald’s, símbolo máximo do fast food no Ocidente, repensou sua postura globalizada e traduziu em alguns dos seus lanches nossas idiossincrasias. O sanduíche cheddar McMelt é um grande exemplo. Nasceu a partir de uma demanda local que pedia um sanduíche com o queijo e entrou de forma temporária no cardápio, do qual nunca mais saiu. Na seção do McCafé, somos o único País em que se vende pão de queijo e pão na chapa.

Segundo a socióloga Maria Alba Maranhão, cujas pesquisas estão nas relações de consumo, esse ajuste de produtos das multinacionais aos hábitos de um determinado mercado não é de agora. “Era bem comum nos anos 1980, mas o processo de globalização padronizou o consumo, elegendo ícones universais. No entanto, registra-se hoje cultural e gastronomicamente um momento ufanista, de valorização do que tempos de mais particular, levando à renuncia de modelos pré-estabelecidos”, explica.

JEITO RECIFENSE À MESA – Essa nova configuração colocada pela socióloga é amplificada no dia a dia. O restaurante português Rui Paula (que conta com duas unidades em Portugal e no ano passado abriu sua primeira filial fora daquele país justamente no Recife) precisou reajustar seus ponteiros no modo de servir as receitas. Primeiro, o chef e proprietário da casa, Rui Paula, fez uma pesquisa de ingredientes locais e os incorporou aos preparos. Mas o que surpreendeu a brigada do estabelecimento foram os pedidos de porções de arroz como acompanhamento. “Sem arroz no prato parece que o pernambucano não se satisfaz. Mesmo que já haja outro carboidrato na refeição”, conta Danielle Martins, portuguesa e uma das cozinheiras do recinto. Atualmente, grande parte dos pedidos já parte da cozinha com o cereal.

Quando abriu no Recife a primeira loja da Domino´s, rede de pizzarias norte-americana presente em 70 países com mais de 9,5 mil lojas, a empresária Paula Albuquerque passou por alguns contratempos. Primeiro, os clientes reclamaram porque a pizza sabor portuguesa não vinha com ovo cozido na cobertura. “Como não podemos acrescentar nenhum ingrediente, exceto hortifruti, que não venha da central de franquias, repassamos essa demanda, e eles teriam que encontrar um fornecedor nacional de ovos só para essa demanda”, explica Paula.

Como era algo específico de uma única praça, e o caminho era longo, a franqueada optou por avisar aos clientes na hora da compra que a portuguesa não vinha com ovo. “A maioria troca de sabor na hora, ainda bem que não desiste da compra”, conta. Se fornecedor de ovo, por conta da vulnerabilidade do produto, é complicado, de charque nem tanto. Uma unidade da Domino´s, em Fortaleza, conseguiu nacionalmente criar um sabor, o carne-seca. A carne vem desfiada sobre a massa com molho de tomate, mussarela e cream cheese. Licença rapidamente adotada pelas unidades da região Nordeste.

Outro caso curioso aconteceu na primeira semana de operação da marca na cidade. A central de distribuição, localizada no Rio de Janeiro, mandou uma quantidade de insumos que julgava necessário para a primeira semana. “Com dois dias, vimos que iria faltar frango. O consumo da ave que eles calcularam, por uma média nacional, foi três vezes menor do que a demanda. A nossa pizza de frango com requeijão é a 3ª mais vendida. Em nenhum lugar do Brasil é assim”, rubrica Paula. O discurso pró-frango é ratificado pelo empresário Fabrini Caetano, licenciado da marca pessoense Empadinhas Barnabé na capital pernambucana. “Em um universo de 14 sabores, o que leva frango é disparado o primeiro lugar aqui. Mais que o dobro do segundo posto. E em todas as outras praças, o camarão ocupa o topo do pódio”, contabiliza.

PICANHA – Em 2012, a Burger King desenvolveu exclusivamente para solo brasileiro um hambúrguer de picanha. A ideia era promover uma afinação com o consumidor tupiniquim de forma geral. O sanduíche, que hoje é um dos mais vendidos, foi, pela primeira vez na história da marca, desenvolvido no Brasil.

STARBUCKS – A marca americana de cafeterias escolheu o Brasil, país que mais bebe café no mundo, para formular, pela primeira vez, um produto fora da sede. Só nas 75 lojas brasileiras é possível comprar o Café Brasil Blend, líder de vendas nas lojas e está em vias de ter a receita exportada para os EUA.

Fonte: Folha PE

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