Gastronomia

Vem aí a Fispal Food Service Nordeste 2014

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O público interessado já pode realizar o credenciamento para a principal feira de produtos e serviços para alimentação fora do lar no Nordeste

A Fispal Food Service Nordeste, principal feira de produtos e serviços para alimentação fora do lar no Nordeste, chega a sua 12ª edição em 2014. O evento acontecerá no pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon), entre os dias 4 e 7 de novembro, sempre das 16h às 22h.

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O objetivo é trazer as últimas novidades para profissionais e proprietários de restaurantes, lanchonetes, padarias, bares, pizzarias, assim como hotéis, supermercados e demais estabelecimentos do segmento alimentício, setor que lidera o ranking em números de redes no franchising brasileiro e que oferece ainda muito espaço para crescer.

Além de apresentar as últimas tendências e lançamentos do setor, a feira oferece aos visitantes a oportunidade de realizar bons negócios, relacionamento e parcerias em um mercado que possui o índice de confiança do empresário nordestino (56,1%) acima da média nacional (52,5%) e que cresce acima da média do País, segundo dados do Banco Central.

“A Fispal Food Service Nordeste é um evento consolidado, referência no mercado e o único em que as empresas têm a oportunidade de encontrar os principais compradores do setor de alimentação fora do lar do Norte e Nordeste. O sucesso se dá pela visitação qualificada, aliada aos números positivos da economia dessas regiões”, afirma o gestor comercial da Feira, Rodrigo da Fonte.

Os visitantes do evento poderão ainda conferir várias atrações especiais, dentre elas, as premiações para as melhores sorveterias, padarias e confeitarias do Nordeste (evento realizado pela Max Foods Multi Negócios e Instituto de Pesquisa Dtafoods) e o ciclo de palestras sobre o setor, que serão proferidas durante as Conferências FISPAL NE.

O evento é gratuito aos profissionais do setor e os interessados já podem realizar o credenciamento pelo site www.fispalfoodservicenordeste.com.br. O credenciamento possibilita o acesso a Fispal Tecnologia Nordeste, evento que acontece paralelamente em mesmo local e que reúne as principais tendências e lançamentos para as indústrias de alimentos e bebidas. Juntas, as feiras apresentarão, em uma área de 20 mil m2, cerca de 320 marcas expositoras e esperam receber um público de 31 mil visitantes.

Sobre a BTS Informa – Parte do Informa Group, a BTS Informa ocupa a segunda posição no ranking das maiores promotoras de eventos no Brasil.  É consolidada como a principal promotora de eventos para a cadeia produtiva de alimentos e bebidas da América Latina. Com um portfólio diversificado de 21 feiras, atua nos mais diversos setores da economia, com marcas que são referência em seus mercados de atuação.  Entre seus eventos estão:  Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, Agrishow, ABF Franchising Expo, Expo Revestir, TecnoCarne, MercoAgro, ForMóbile, SIAL Brazil, ExpoVinis Brasil, Serigrafia SIGN FutureTEXTIL, HOSPITALMED, CardsPayment & Identification e Vitafoods South America. Na área editorial, é responsável pela publicação das revistas: Leite & Derivados, Revista Nacional da Carne, Silk-Screen e Sign – quatro maiores e mais importantes publicações técnicas dos seus segmentos. Para mais informações, visite http://www.btsinforma.com.br

Sobre o Informa Group – O maior provedor mundial de informação especializada e serviços para as comunidades acadêmica e científica, profissional e empresarial. O grupo tem sua sede em Londres e cerca de 100 escritórios em mais de 20 países. As ações do Informa Group estão listadas na Bolsa de Valores de Londres, compondo o índice das 250 maiores companhias. Anualmente, organiza mais de 10 mil eventos, 150 feiras de negócios, publica cerca de 70 mil livros e produz mais de 1500 revistas e publicações acadêmicas. É o maior organizador, reconhecido publicamente, de exposições, eventos e treinamentos em todo o mundo fornecendo oportunidades inspiradoras de mercados e de conhecimento para serem compartilhados. Para mais informações, visite http://www.informa.com

SERVIÇO:

Fispal Food Service – 12ª Feira de Produtos e Serviços para Alimentação Fora do Lar no Nordeste

Data: 4 a 7 de novembro de 2014
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Av. Governador Agamenon Magalhães, s/n – Salgadinho
Horário: 16h às 22h
Site: www.fispalfoodservicenordeste.com.br

Informações para imprensa:
EXECUTIVA PRESS

www.executivapress.com.br
+55 (81) 3221.5926 – 9959.1092 – 9684.9396 – 9698.0116

Atendimento:

Taciana Aymar – producao@executivapress.com.br

Rafaella Sabino – apuracao@executivapress.com.br

Coordenação de atendimento:
Fabiana Galvão – 55 81 9966.4166 – fabiana@executivapress.com.br
Karlla Barbosa – 55 81 9961.7937 – karlla@executivapress.com.br

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GR inova com novo sistema de busca de fornecedores para restaurantes e bares

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Restaurantes e bares de todo o Brasil, contam com mais um aliado para compor sua base de fornecedores de produtos e serviços. Com o novo sistema lançado pela GR no dia 03 de setembro, fornecedores poderão cadastrar suas empresas e oferecer seus produtos e serviços a restaurantes de todo o Brasil. A tecnologia envolvida na elaboração do sistema é de última geração, com layout adaptável para computadores, tablets e smartphones. Além disso aferramenta proporciona buscas amplas baseadas em palavras-chave ou regionalizadas podendo pesquisar por estado, cidade e categoria de produtos e serviços. Com esta novaferramenta a GR pretende oferecer o maior banco de dados de fornecedores do Brasil para o setor de alimentação fora do lar.

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Segundo Alison Figueiredo, diretor da GR, esta ferramenta não é uma conquista individualizada da empresa, mas uma conquista de todos os gestores de restaurantes que tem enorme dificuldade para encontrar fornecedores, seja nas proximidades do seu restaurante ou até mesmo do outro lado do país. O Guia de Fornecedores pode ser utilizado acessando o site da empresa www.gestaoderestaurantes.com.br

Fonte: GR Gestão de Restaurantes

Profissão de cozinheiro aguarda lei

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Abaixo-assinado pede votação do projeto que regulamenta a função, hoje parado no Senado

Está circulando na internet, no site de petições Change.org, um abaixo assinado que pede a regulamentação da profissão de cozinheiro. Isso porque a lei 6.049, que prevê essa regulamentação, aguarda ser votada no Congresso Nacional desde que foi proposta, em 2005. Com a regulamentação, a profissão poderá ter, por exemplo, um piso salarial unificado.

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Pelo projeto, só poderá exercer a profissão quem comprovar a realização de cursos em instituições oficiais ou privadas. Mas quem já trabalha como cozinheiro por pelo menos três anos antes da promulgação da lei ficará dispensado de fazer cursos.

O projeto estabelece que o cozinheiro é o profissional que manipula e prepara alimentos em empresas de hospedagem, restaurantes, bares e similares, hospitais, escolas, indústrias, residências e similares.

Para o coordenador do curso de gastronomia do Centro Universitário Estácio de Sá, Danilo Simões, a profissão precisa sim da regulamentação, pois os profissionais que atuam na área sofrem com um piso salarial baixo, condições de trabalho por vezes insalubres e horários estendidos pela madrugada afora, sem controle, sem folgas, entre outros problemas.

“Apesar de a profissão ter ganhado status com a figura do chef de cozinha, que é aquele cozinheiro que ocupa o cargo de liderança ou é o próprio dono do restaurante, a maioria ainda trabalha muito, e arduamente, horas a fio de pé, em temperaturas que oscilam muito fortemente entre o quente o frio”, fala o professor. Mesmo assim, a procura pela profissão é grande. Somente na Estácio de Sá, são cerca de 800 alunos.

Na prática. Muitos já estão no mercado antes de se formar, seja como empregado, seja abrindo seu próprio negócio. O ex-aluno da Estácio de Sá Fábio Melo abriu seu restaurante em Conselheiro Lafaiete, no Campo das Vertentes, onde mora. O Afonso’s Restaurante é especializado em comida italiana e carnes, com capacidade para 86 pessoas. Fábio tem 14 funcionários, sendo três cozinheiros. Mesmo hoje sendo patrão, ele quer que a profissão de cozinheiro seja regulamentada. “É preciso regulamentar, principalmente para se garantir um salário adequado. Aqui em Conselheiro Lafaiete, paga-se um piso 8% maior que o de Belo Horizonte, então o mercado é bom para a categoria. Mas isso não é assim em todo lugar”, conta. Em seu restaurante, Melo compensa o domingo trabalhado com duas folgas na semana. Os empregados cumprem as 44 horas semanais. “E eu também ponho a mão na massa”, comenta.

Abaixo-assinado

Autor: Comitê Permanente da Gastronomia Brasileira

Petição: Regulamentar a lei 6.049/2005
Onde assinar: Site de abaixo-assinados Change.org
www.change.org

No Facebook:
Comitê Permanente da Gastronomia Brasileira
facebook.com/cpgbr?fref=ts

Fonte: http://www.otempo.com.br/

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“Estão abertas as inscrições para a 3ª edição do concurso “Melhores Quilos do Brasil”

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Concurso idealizado pela Unilever Food Solutions e realizado em parceria com Abrasel elege os melhores pratos de restaurantes por quilo do País

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Restaurantes por quilo já podem se inscrever no maior festival gastronômico voltado para este segmento realizado no país. As inscrições da terceira edição do concurso “Melhores Quilos do Brasil” estão abertas e vão até 31 de julho. Visibilidade nacional e reconhecimento do mercado, dos clientes e da imprensa estão em jogo: cada estabelecimento pode participar com até cinco pratos diferentes e ter a chance de ser premiado como o melhor na categoria. A ação, idealizada pela Unilever Food Solutions, é realizada em parceria com a Abrasel e conta, este ano, com a parceria da Sodexo.
“Nosso objetivo é atuar como valorizadores do trabalho de cozinheiros e estabelecimentos por quilo, que representam a cultura do nosso país ao fazerem parte do dia a dia de milhões de brasileiros. Queremos contribuir para o desenvolvimento desses restaurantes e seus profissionais para que tenhamos um mercado cada vez mais excelente e inovador”, diz Ricardo Marques, vice-presidente da Unilever Food Solutions.
O Concurso tem abrangência nacional e três etapas para escolher os melhores pratos de restaurantes por quilo do Brasil: a 1ª por voto popular, com a avaliação de clientes, a 2ª etapa com a avaliação de chefs da Unilever Food Solutions e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) das receitas dos 10 restaurantes mais votados pelos clientes, quando escolherão os três melhores para a final; e a última etapa, que consistirá em uma visita criteriosa a estes estabelecimentos finalistas, quando os chefes provarão o prato e avaliarão aspectos de infraestrutura, segurança dos alimentos e aparência do restaurante.
“O restaurante por quilo é uma invenção dos brasileiros e está presente no dia-a-dia da maior parte da população. Percebemos no ‘Melhores Quilos do Brasil’ uma oportunidade de valorizá-los, de colocá-los na posição de destaque que merecem”, comenta Paulo Solmucci Junior, presidente executivo da Abrasel. “Os resultados do Concurso em 2013 foram surpreendentes e apostamos que a segunda edição terá um poder de mobilização e transformação dos restaurantes ainda maior. Este ano, além dos pratos, os chefs também farão uma análise da operação do restaurante com foco na segurança dos alimentos. É uma oportunidade de incentivar que estes estabelecimentos adotem melhores práticas”, completa.
A primeira edição do concurso, realizada em 2013 em 16 cidades brasileiras, recebeu um total de mais de 117 mil votos aos 1.032 restaurantes participantes e 3.316 receitas inscritas. Os números surpreendem, mas o “Melhores Quilos do Brasil” tem metas ainda mais ousadas para esta edição. “Queremos ir além do número de participantes e pratos inscritos. Sabemos de toda a dedicação e história por trás de cada cozinheiro e estabelecimento e nosso objetivo é compartilhar a emoção e o trabalho em equipe que existe nos bastidores de todo esse movimento. Cada refeição é um momento de experimentação e acreditamos na força que os restaurantes por quilo têm de contribuir por refeições memoráveis”, diz Ricardo Marques.
Para expor as histórias e um pouco dos sentimentos que norteiam esses profissionais, a Unilever Food Solutions lançou um vídeo que retrata o Concurso “Melhores Quilos do Brasil” e a maneira que ele é visto por aqueles que ajudam a construí-lo. Assista aqui.
“Sermos parceiros da Unilever Food Solutions e da Abrasel neste projeto reforça o compromisso da Sodexo de proporcionar crescimento e desenvolvimento aos seus estabelecimentos credenciados, que atendem a milhões de trabalhadores que fazem suas refeições fora de casa diariamente. Temos certeza de que esta iniciativa gerará visibilidade, novos clientes e mais faturamento para todo o setor de food service no Brasil”, afirma Alberto Weisser, diretor de Estabelecimentos da Sodexo Benefícios e Incentivos.

Como participar
Os estabelecimentos interessados em participar do “Melhores Quilos do Brasil” devem realizar sua inscrição pelo telefone 0800 275 8375. Cada restaurante pode cadastrar até cinco pratos diferentes no Concurso.

Fonte: http://www.abrasel.com.br

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Brasil tem 2 de 50 melhores restaurantes do mundo

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Noma, do chef René Redzepi, ganhou a medalha de ouro do ranking. Brasileiros D.O.M. e Maní ficaram em 7º e 36º respectivamente

São Paulo – Pela quarta vez, o restaurante dinamarquês Noma, do chef René Redzepi, é o melhor do mundo, de acordo com a revista Restaurant. A cerimônia de entrega do prêmio anual “The World’s 50 Best Restaurants” aconteceu nesta segunda-feira, em Londres.

Entre os brasileiros, a melhor colocação foi para o D.O.M., de Alex Atala, que ficou em 7º, caindo uma colocação em relação a 2013.

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Outro destaque tupiniquim foi o Maní, de Helena Rizzo, que conquistou o 36ª lugar. No ano passado, o estabelecimento havia ficado em 46º. Desde então, a reputação da chef gaúcha, radicada em São Paulo, cresceu consideravelmente, o que deu a ela o prêmio Veuve Clicquot, de melhor chef mulher do mundo em 2014.

A escalada do restaurante brasileiro foi grande, mas foi peruano Central que chamou mais atenção nesse ponto, já que subiu 35 posições de um ano para outro e, agora, está em 15º.

Além da lista dos melhores, o evento entregou o troféu “One to Watch”, para o chef promissor do ano, ao americano Joshua Skenes, do Saison, na Califórnia.

Na categoria de melhor chef pâtissier, quem levou a melhor foi Jordi Roca, um dos responsáveis pelo cardápio do El Celler de Can Roca.

No quesito sustentabilidade, o principal foi o espanhol Azurmendi. Alex Atala também recebeu um prêmio individual, indicado pelos colegas ao redor do mundo, mas não compareceu à cerimônia e quem recebeu o troféu por ele foi o fotógrafo Sérgio Coimbra.

Como é feita a lista

Sem critérios rígidos para definir quais são os maiores destaques do planeta, a revista Restaurant conta com mais de 900 especialistas internacionais na boa mesa, que escolhem os lugares que ofereceram as melhores experiências gastronômicas dos últimos 18 meses.

Para organizar essas avaliações, a publicação divide o mundo em 26 regiões e cada uma delas tem 36 examinadores.

Os avaliadores, individualmente, dão sete votos, em ordem de preferência (pelo menos três deles devem ser de fora de sua região).

Essa liberdade de escolha, sem indicações ou inscrições, visa evitar pressões ou influências do mercado, que poderiam dificultar a descoberta de grandes restaurantes.

Por isso os organizadores afirmam que, se for realmente bom, qualquer um pode chegar ao topo do mundo.

Confira a lista dos 50 melhores de 2014.

Posição – Restaurante – País

1 – Noma – Dinamarca

2 – El Celler de Can Roca – Espanha

3 – Osteria Francescana – Itália

4 – Eleven Madison Park – Estados Unidos

5 – Dinner by Heston Blumenthal – Inglaterra

6 – Mugaritz – Espanha

7 – D.O.M. – Brasil

8 – Arzak – Espanha

9 – Alinea – Estados Unidos

10 – Ledbury – Inglaterra

11 – Mirazur – França

12 – Vendôme – Alemanha

13 – Nahm – Tailândia

14 – Narisawa – Japão

15 – Central – Peru

16 – Steirereck – Áustria

17 – Gaggan – Tailândia

18 – Astrid y Gastón – Peru

19 – Faviken – Suécia

20 – Pujol – México

21 – Le Bernardin – Estados Unidos

22 – Vila Joya – Portugal

23 – Frantzén Lindeberg – Suécia

24 – Ambre – Hong Kong

25 – L’Arpège – França

26 – Azurmeni – Espanha

27 – Le Chateaubriand – França

28 – Aqua – Alemanha

29 – De Librije – Holanda

30 – Per Se – Estados Unidos

31 – L’Atelier Saint-Germain de Joël Robuchon – França

32 – Attica – Austrália

33 – Nihonryori RyuGin – Japão

34 – Asador Etxebarri – Espanha

35 – Martin Berasategui – Espanha

36 – Maní – Brasil

37 – Restaurant Andre – Singapura

38 – L’Astrance – França

39 – Piazza Duomo – Itália

40 – Daniel – Estados Unidos

41 – Quique Dacosta – Espanha

42 – Geranimum – Dinamarca

43 – Schloss Schauenstein – Suíça

44 – The French Laundry – Estados Unidos

45 – Hof Van Cleve – Bélgica

46 – La Calandre in Rubano – Itália

47 – The Fat Duck – Reino Unido

48 – The Test Kitchen – África do Sul

49 – Coi Restaurant – Estados Unidos

50 – Waku Gin – Singapura

Fonte: http://exame.abril.com.br/

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Culinária slow food agrada e conquista clientes

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Pratos são preparados com calma e ao gosto do freguês. No Brasil, apenas alguns restaurantes adotam o estilo pouco conhecido

Comum na Europa, a culinária no estilo slow food é pouco difundida entre os brasileiros, embora alguns estabelecimentos invistam no estilo. Trata-se de um restaurante que tem um outro olhar sobre a gastronomia e a relação com o cliente. Ele se distancia do foco estritamente comercial e oferece um ambiente intimista, onde os chefs abrem as portas de suas casas para receber clientes como se fossem visitas para preparar suas próprias receitas.

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Neste tipo de restaurante, como o nome já indica, é importante não ter pressa. Como o serviço é personalizado, os pratos são preparados com calma, especialmente para o cliente e para aquela ocasião específica. Músicas tranquilas em um clima exclusivo e acolhedor embalam a refeição. A quantidade de clientes é limitada, pois não há funcionários suficientes para atender uma grande demanda. Em alguns casos, o próprio dono do estabelecimento se desdobra como anfitrião e dentro da cozinha, preparando as refeições. Por isso, sempre é necessário ligar e reservar com antecedência.

Na Região dos Lagos, Rio de Janeiro, há ao menos dois restaurantes que seguem este estilo. Em Armação dos Búzios, o Baroque, de culinária europeia, é propriedade do maitre alemão Michael Muller e da chef tcheca Ivana Brozeo, sua esposa. Com sotaque típico de seus países de origem, o casal recebe os clientes pessoalmente. A casa decorada no estilo barroco, com móveis trazidos de seus países de origem, como num antiquário, é o cenário para uma refeição diferenciada. Talheres de prata e cadeiras do início do século passado, à meia luz, transformam o jantar em um evento. A chef Ivana faz questão de ouvir os anseios do cliente para, juntos, decidirem o que será servido no jantar. Na área externa, um quadro escrito à mão mostra os pratos mais vendidos, o que ajuda bastante na hora da escolha. O alemão completo, a costela defumada ao molho barbecue e o goulash estão entre o mais pedidos.

Em Cabo Frio, a Casa da Leela trabalha com cardápios fechados e temáticos. Inaugurado em 2011, em uma simpática casa hexagonal no estilo mediterrâneo um pouco afastada do centro o estabelecimento é a antiga casa de veraneio da proprietária, adquirida na década de 60. “Tudo é feito com muito carinho e o tratamento é personalizado. Como chef, eu posso pensar no cardápio direcionado ao cliente que vou receber”, afirma a dona, Laura Bucovich. Sempre com reservas, ela prepara um menu fechado, diferenciado a cada semana, para grupos de clientes. Alguns temperos utilizados são da horta que Leela cultiva no jardim da casa. “Eu gosto muito de fazer jantares temáticos, como indiano, espanhol, grego, árabe e francês. Adoro criar novos pratos, então acredito que não conseguiria manter um cardápio fixo no restaurante”. Laura Bucovich, a Leela, resume bem o espírito de seu empreendimento: “Eu digo que eu não tenho um restaurante, e sim, uma casa onde recebo meus amigos que pagam”

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Redes agregam ingredientes regionais aos cardápios originais

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Restaurantes se mostram cada vez mais atentos às demandas do público local ao criarem produtos específicos

Sociólogo dos mais importantes no contemporâneo, o francês Pierre Bordieu escreveu verdadeiros tratados sobre o poder simbólico das coisas como instrumentos de particularização. A partir daí, ele chama de “personificação do gosto” essa distinção entre os povos baseada nessa pessoalidade do gostar. A comida aparece nesse contexto como sentido de distinção por excelência – uma vez que permite separar e unir pessoas e, consequentemente, constituir mercados – por que não?

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É que cada vez mais interessadas em atrair e tornar fiel o seu consumidor local, grandes restaurantes se empenham no desenvolvimento de produtos sob medida para aquele mercado. A rede estadunidense Outback Steakhouse, por exemplo, quando chegou ao Brasil, logo tratou de incluir a picanha entre os seus cortes. E mais, abriu mão do seu tempero especial (formatado com 17 condimentos) e passou a temperar esse corte específico apenas com sal grosso, mimetizando o hábito brasileiro.

Outra adaptação do cardápio da marca, que já tem 51 restaurantes no País, foi a inclusão da caipirinha na carta de drinques. E aí, por duas questões: procura do consumidor local, e dos turistas, que entendem o coquetel como símbolo etílico e já chegam procurando por ele. A abertura para a escolha do ponto da carne também tem dedinho brasuca.

Também multinacional, o McDonald’s, símbolo máximo do fast food no Ocidente, repensou sua postura globalizada e traduziu em alguns dos seus lanches nossas idiossincrasias. O sanduíche cheddar McMelt é um grande exemplo. Nasceu a partir de uma demanda local que pedia um sanduíche com o queijo e entrou de forma temporária no cardápio, do qual nunca mais saiu. Na seção do McCafé, somos o único País em que se vende pão de queijo e pão na chapa.

Segundo a socióloga Maria Alba Maranhão, cujas pesquisas estão nas relações de consumo, esse ajuste de produtos das multinacionais aos hábitos de um determinado mercado não é de agora. “Era bem comum nos anos 1980, mas o processo de globalização padronizou o consumo, elegendo ícones universais. No entanto, registra-se hoje cultural e gastronomicamente um momento ufanista, de valorização do que tempos de mais particular, levando à renuncia de modelos pré-estabelecidos”, explica.

JEITO RECIFENSE À MESA – Essa nova configuração colocada pela socióloga é amplificada no dia a dia. O restaurante português Rui Paula (que conta com duas unidades em Portugal e no ano passado abriu sua primeira filial fora daquele país justamente no Recife) precisou reajustar seus ponteiros no modo de servir as receitas. Primeiro, o chef e proprietário da casa, Rui Paula, fez uma pesquisa de ingredientes locais e os incorporou aos preparos. Mas o que surpreendeu a brigada do estabelecimento foram os pedidos de porções de arroz como acompanhamento. “Sem arroz no prato parece que o pernambucano não se satisfaz. Mesmo que já haja outro carboidrato na refeição”, conta Danielle Martins, portuguesa e uma das cozinheiras do recinto. Atualmente, grande parte dos pedidos já parte da cozinha com o cereal.

Quando abriu no Recife a primeira loja da Domino´s, rede de pizzarias norte-americana presente em 70 países com mais de 9,5 mil lojas, a empresária Paula Albuquerque passou por alguns contratempos. Primeiro, os clientes reclamaram porque a pizza sabor portuguesa não vinha com ovo cozido na cobertura. “Como não podemos acrescentar nenhum ingrediente, exceto hortifruti, que não venha da central de franquias, repassamos essa demanda, e eles teriam que encontrar um fornecedor nacional de ovos só para essa demanda”, explica Paula.

Como era algo específico de uma única praça, e o caminho era longo, a franqueada optou por avisar aos clientes na hora da compra que a portuguesa não vinha com ovo. “A maioria troca de sabor na hora, ainda bem que não desiste da compra”, conta. Se fornecedor de ovo, por conta da vulnerabilidade do produto, é complicado, de charque nem tanto. Uma unidade da Domino´s, em Fortaleza, conseguiu nacionalmente criar um sabor, o carne-seca. A carne vem desfiada sobre a massa com molho de tomate, mussarela e cream cheese. Licença rapidamente adotada pelas unidades da região Nordeste.

Outro caso curioso aconteceu na primeira semana de operação da marca na cidade. A central de distribuição, localizada no Rio de Janeiro, mandou uma quantidade de insumos que julgava necessário para a primeira semana. “Com dois dias, vimos que iria faltar frango. O consumo da ave que eles calcularam, por uma média nacional, foi três vezes menor do que a demanda. A nossa pizza de frango com requeijão é a 3ª mais vendida. Em nenhum lugar do Brasil é assim”, rubrica Paula. O discurso pró-frango é ratificado pelo empresário Fabrini Caetano, licenciado da marca pessoense Empadinhas Barnabé na capital pernambucana. “Em um universo de 14 sabores, o que leva frango é disparado o primeiro lugar aqui. Mais que o dobro do segundo posto. E em todas as outras praças, o camarão ocupa o topo do pódio”, contabiliza.

PICANHA – Em 2012, a Burger King desenvolveu exclusivamente para solo brasileiro um hambúrguer de picanha. A ideia era promover uma afinação com o consumidor tupiniquim de forma geral. O sanduíche, que hoje é um dos mais vendidos, foi, pela primeira vez na história da marca, desenvolvido no Brasil.

STARBUCKS – A marca americana de cafeterias escolheu o Brasil, país que mais bebe café no mundo, para formular, pela primeira vez, um produto fora da sede. Só nas 75 lojas brasileiras é possível comprar o Café Brasil Blend, líder de vendas nas lojas e está em vias de ter a receita exportada para os EUA.

Fonte: Folha PE

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GR passará a oferecer treinamentos em vídeo

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Olá leitor que acompanha frequentemente todo o conteúdo oferecido pela GR Gestão de Restaurantes. A partir do dia 27 de março de 2014  a GR disponibilizará um novo canal para seus leitores e clientes.

Um canal preparado para oferecer treinamento em vídeo a temas relacionados à gestão e operação de restaurantes.

Os vídeos de treinamento serão publicados semanalmente. No dia 27 de março estaremos de volta com nosso primeiro treinamento e outras novidades. Até lá.