Receitas

Redes agregam ingredientes regionais aos cardápios originais

Postado em

Restaurantes se mostram cada vez mais atentos às demandas do público local ao criarem produtos específicos

Sociólogo dos mais importantes no contemporâneo, o francês Pierre Bordieu escreveu verdadeiros tratados sobre o poder simbólico das coisas como instrumentos de particularização. A partir daí, ele chama de “personificação do gosto” essa distinção entre os povos baseada nessa pessoalidade do gostar. A comida aparece nesse contexto como sentido de distinção por excelência – uma vez que permite separar e unir pessoas e, consequentemente, constituir mercados – por que não?

31032014a

É que cada vez mais interessadas em atrair e tornar fiel o seu consumidor local, grandes restaurantes se empenham no desenvolvimento de produtos sob medida para aquele mercado. A rede estadunidense Outback Steakhouse, por exemplo, quando chegou ao Brasil, logo tratou de incluir a picanha entre os seus cortes. E mais, abriu mão do seu tempero especial (formatado com 17 condimentos) e passou a temperar esse corte específico apenas com sal grosso, mimetizando o hábito brasileiro.

Outra adaptação do cardápio da marca, que já tem 51 restaurantes no País, foi a inclusão da caipirinha na carta de drinques. E aí, por duas questões: procura do consumidor local, e dos turistas, que entendem o coquetel como símbolo etílico e já chegam procurando por ele. A abertura para a escolha do ponto da carne também tem dedinho brasuca.

Também multinacional, o McDonald’s, símbolo máximo do fast food no Ocidente, repensou sua postura globalizada e traduziu em alguns dos seus lanches nossas idiossincrasias. O sanduíche cheddar McMelt é um grande exemplo. Nasceu a partir de uma demanda local que pedia um sanduíche com o queijo e entrou de forma temporária no cardápio, do qual nunca mais saiu. Na seção do McCafé, somos o único País em que se vende pão de queijo e pão na chapa.

Segundo a socióloga Maria Alba Maranhão, cujas pesquisas estão nas relações de consumo, esse ajuste de produtos das multinacionais aos hábitos de um determinado mercado não é de agora. “Era bem comum nos anos 1980, mas o processo de globalização padronizou o consumo, elegendo ícones universais. No entanto, registra-se hoje cultural e gastronomicamente um momento ufanista, de valorização do que tempos de mais particular, levando à renuncia de modelos pré-estabelecidos”, explica.

JEITO RECIFENSE À MESA – Essa nova configuração colocada pela socióloga é amplificada no dia a dia. O restaurante português Rui Paula (que conta com duas unidades em Portugal e no ano passado abriu sua primeira filial fora daquele país justamente no Recife) precisou reajustar seus ponteiros no modo de servir as receitas. Primeiro, o chef e proprietário da casa, Rui Paula, fez uma pesquisa de ingredientes locais e os incorporou aos preparos. Mas o que surpreendeu a brigada do estabelecimento foram os pedidos de porções de arroz como acompanhamento. “Sem arroz no prato parece que o pernambucano não se satisfaz. Mesmo que já haja outro carboidrato na refeição”, conta Danielle Martins, portuguesa e uma das cozinheiras do recinto. Atualmente, grande parte dos pedidos já parte da cozinha com o cereal.

Quando abriu no Recife a primeira loja da Domino´s, rede de pizzarias norte-americana presente em 70 países com mais de 9,5 mil lojas, a empresária Paula Albuquerque passou por alguns contratempos. Primeiro, os clientes reclamaram porque a pizza sabor portuguesa não vinha com ovo cozido na cobertura. “Como não podemos acrescentar nenhum ingrediente, exceto hortifruti, que não venha da central de franquias, repassamos essa demanda, e eles teriam que encontrar um fornecedor nacional de ovos só para essa demanda”, explica Paula.

Como era algo específico de uma única praça, e o caminho era longo, a franqueada optou por avisar aos clientes na hora da compra que a portuguesa não vinha com ovo. “A maioria troca de sabor na hora, ainda bem que não desiste da compra”, conta. Se fornecedor de ovo, por conta da vulnerabilidade do produto, é complicado, de charque nem tanto. Uma unidade da Domino´s, em Fortaleza, conseguiu nacionalmente criar um sabor, o carne-seca. A carne vem desfiada sobre a massa com molho de tomate, mussarela e cream cheese. Licença rapidamente adotada pelas unidades da região Nordeste.

Outro caso curioso aconteceu na primeira semana de operação da marca na cidade. A central de distribuição, localizada no Rio de Janeiro, mandou uma quantidade de insumos que julgava necessário para a primeira semana. “Com dois dias, vimos que iria faltar frango. O consumo da ave que eles calcularam, por uma média nacional, foi três vezes menor do que a demanda. A nossa pizza de frango com requeijão é a 3ª mais vendida. Em nenhum lugar do Brasil é assim”, rubrica Paula. O discurso pró-frango é ratificado pelo empresário Fabrini Caetano, licenciado da marca pessoense Empadinhas Barnabé na capital pernambucana. “Em um universo de 14 sabores, o que leva frango é disparado o primeiro lugar aqui. Mais que o dobro do segundo posto. E em todas as outras praças, o camarão ocupa o topo do pódio”, contabiliza.

PICANHA – Em 2012, a Burger King desenvolveu exclusivamente para solo brasileiro um hambúrguer de picanha. A ideia era promover uma afinação com o consumidor tupiniquim de forma geral. O sanduíche, que hoje é um dos mais vendidos, foi, pela primeira vez na história da marca, desenvolvido no Brasil.

STARBUCKS – A marca americana de cafeterias escolheu o Brasil, país que mais bebe café no mundo, para formular, pela primeira vez, um produto fora da sede. Só nas 75 lojas brasileiras é possível comprar o Café Brasil Blend, líder de vendas nas lojas e está em vias de ter a receita exportada para os EUA.

Fonte: Folha PE

banner_adm_restaurantes

A GR Gestão de Restaurantes lança novo site

Postado em

No último dia 29 de janeiro a GR Gestão de Restaurantes lançou seu novo portal. Além do novo design, mais leve e objetivo, o site oferece novas áreas para uma maior interação e comunicação com o cliente.

30012014c

No site é possível encontrar uma nova seção chamada “Você Pergunta” onde a GR responde às mais diversas perguntas dos leitores sobre Restaurantes e Bares.

30012014

A seção de “Classificados” ganhou maior destaque, apresentando os últimos restaurantes à venda logo na página inicial.

30012014a

E para você que não quer perder nenhuma novidade no mercado de gastronomia a seção de “Feiras e Eventos” também ganhou destaque na página inicial do site.

30012014b

E não para por aí. Em 2014 a GR trará novidades e novos treinamentos para o setor.

Comece o Ano de 2014 com um controle eficiente do seu Restaurante

Postado em

12112013z12Análise e Controle Financeiro para Restaurantes e Bares

Análise e Controle Financeiro para Restaurantes é uma ferramenta essencial para pequenas e médias empresas que desejam manter um controle eficiente do seu negócio. Com ferramentas de fácil utilização e uma metodologia de ensino bastante prática abordada em seu manual, este produto torna-se indispensável para quem deseja ter o controle financeiro do seu empreendimento. Clique aqui para adquirir.

Formato: CD/DVD

Ferramentas que compôem este produto:

- Análise de Fluxo de Caixa

- Custo Operacional

- C.M.V- Custo de mercadoria Vendida

- Análise Anual

- Projeção de Receita

- Projeção de despesas

- Gráficos comparativos

12112013z13

12112013z14

12112013z15

12112013z16

Adquira já o seu clicanco aqui

Como fornecer refeições Marmitex

Postado em

O manual contém 66 páginas e é fornecido em CD que acompanha planilha de fluxo de caixa e dois modelos de cozinhas semi-industriais.

Iniciar um novo empreendimento como fornecedor de marmitex pode ser uma boa alternativa para quem deseja ingressar no ramo de alimentação, mas não possui conhecimento na área ou capital suficiente para montar um pequeno restaurante. Este novo empreendimento pode se tornar a porta de entrada para o início de um grande negócio.

Este manual aborda todas as questões relacionadas ao fornecimento de marmitex. Saiba com formalizar seu novo empreendimento, aprenda a conhecer o mercado e como estruturar seu negócio para crescer e se tornar um empreendedor de sucesso.

Com uma abordagem bastante objetiva, o manual auxilia na formação de preço do marmitex, na administração básica do negócio com uma planilha de apoio para auxiliá-lo no lançamento de receitas, despesas e no fluxo de caixa. Traz também 30 sugestões de cardápios para colaborar na criação do próprio cardápio do estabelecimento.

calculo

Além disto, apresenta os tipos de embalagens de marmitex existentes no mercado, bem como utensílios e equipamentos necessários para da início ao seu novo negócio. A cozinha de uma pequena empresa de fornecimento de marmitex não demanda muito investimento, mas deve ser organizada de modo a facilitar na produtividade diária.

marmitex

Este manual contém dois modelos de pequenas cozinhas semi-industriais montadas exclusivamente para o fornecimento de marmitex dentro das normas de segurança e focadas numa produtividade eficiente.

projeto_cozinha

A divulgação do negócio, principalmente na fase inicial é fundamental. Conheça as técnicas de marketing mais utilizadas pelas empresas de fornecimento de marmitex , escolha a que melhor atende ao seu orçamento e esteja preparado para vender.

Aprenda os conceitos básicos de segurança alimentar para produzir refeições com qualidade e livre de contaminações, além de dicas essenciais para quem pretende se dar bem com seu novo empreendimento.

Para adquirir o manual basta clicar aqui.

Criado nos EUA, ‘casual dining’ ganha força no Brasil

Postado em

As redes Outback e Applebee’s são as principais representantes por aqui. Restaurantes ocupam zona intermediária entre as casas de fast food e a gastronomia mais elaborada

Onde foi parar o T.G.I. Friday’s, pioneiro do estilo “casual dining” no Brasil?

O Friday’s saiu do país pela porta dos fundos, em 2010, mas deixou a da frente aberta para que outras casas do estilo conquistassem o mercado.

“Casual dinings” -conceito que nasceu nos EUA na década de 60 e popularizou-se mundo afora- ocupam uma zona intermediária entre as lanchonetes populares e a gastronomia mais elaborada. Geralmente, fazem parte de grandes cadeias, em que o serviço costuma ser informal.

2503a

No Brasil, o Outback Steakhouse e o Applebee’s têm as maiores redes do setor, e ambos estão em ascensão.

O Outback possui 1.050 restaurantes no mundo, dos quais 41 estão no Brasil. É pouco, mas outro número talvez seja mais revelador.

Nove entre as dez unidades com maior faturamento da rede no mundo são brasileiras -a atual líder mundial é a do shopping Center Norte, em São Paulo.

No país desde 1997 (chegou dois anos depois do Friday’s), o Outback se alastrou por 19 cidades e 11 Estados. Já chegou inclusive ao Nordeste, território incerto para cadeias do gênero.

No cenário internacional, o Applebee’s soma 2.100 lojas, o dobro do Outback.

No Brasil, contudo, as posições se invertem: o Applebee’s tem 13 restaurantes, menos de um terço do concorrente.

Mas há planos de expansão. A rede deve abrir mais quatro unidades até o início de 2014.

FRITURAS NO CAPRICHO

O que mais caracteriza os “casual dinings”?

Em ambientes descontraídos, servem comida com qualidade superior aos fast-foods, a preços razoáveis. No cardápio variado, a principal atração são as porções caprichadas de frituras, para serem compartilhadas.

No Outback, o melhor exemplo disso são as apimentadas cebolas gigantes, servidas num formato que lembra uma flor com pétalas abertas.

As cebolas, que pesam até 700 g, ficam de molho em água com gelo para perderem a acidez, são empanadas em uma farinha importada dos EUA e fritas por exatos seis minutos (três de cada lado). Já chegaram a ser cortadas manualmente. Hoje há uma máquina própria para isso.

Os menus do Outback e do Applebee’s guardam similaridades, como a costela ao molho barbecue. O segundo, no entanto, tem um acento mais “cajun” (cozinha característica da região da Louisiana, em que é forte a presença da pimenta), com o frango empanado “boneless buffalo wings” como destaque.

Curiosamente, o Outback e o Applebee’s não competem nos EUA, onde o setor de “casual dining” é bastante segmentado. Lá, o Outback disputa o mercado com casas especializadas em carnes.

SHOPPINGS E FILAS

No Brasil, as casas têm ainda duas particularidades: a maioria exibe filas de espera -no Outback, elas podem durar até cinco horas- e fica em shoppings.

Aliás, o Outback número um do mundo, a unidade do shopping Center Norte, recebe em média 1.500 clientes por dia. Em uma “noite tranquila”, segundo os funcionários, há 40 mesas na espera.

Ao que parece, o sucesso do modelo instiga o Friday’s a tentar uma segunda chance no país. Responsável pela introdução do “casual dining” no Brasil, em 1995, a rede fechou sua última unidade brasileira em 2010, por problemas de gestão.

No entanto, segundo os concorrentes, planeja um retorno em breve. Saíram pela porta dos fundos, mas guardaram as chaves.

Fonte: Folha de S.Paulo

banner_ficha_tecnica

Projeto exige que restaurantes informem calorias

Postado em

Empresário de restaurante diz que proposta pode onerar o setor, já que precisaria de mais nutricionistas. O projeto de lei prevê multa e cassação

 

image

Ir a um restaurante e saber exatamente as calorias de tudo aquilo que vai consumir. Isso pode ser possível se deputados federais e senadores aprovarem um projeto que obriga todos os estabelecimentos do País a colocar no cardápio os valores calóricos dos produtos. A proposta, que tramita na Câmara, em Brasília, prevê que quem descumprir a regra fique sujeito a punições previstas no Código de Defesa do Consumidor, a exemplo de multa, suspensão do fornecimento de produto e até cassação da licença de funcionamento.

Autor do projeto de lei, o deputado Mendes Thame (PSDB-SP) alega que, muitas vezes, o cliente ingere alimentos gordurosos por falta de informação. Ele cita estudo do Ministério da Saúde que mostra que 40% da população está acima do peso.

Com quatro unidades na Câmara, o restaurante Naturetto expõe, desde maio, cartazes com informações nutricionais. Segundo Igor Alves, nutricionista da rede, a medida foi adotada após exigência da própria Câmara.

Cliente do Naturetto, a consultora de marketing Camila Polycarpo, 29, diz achar a proposta desnecessária e não mudou seus hábitos após saber a quantidade de calorias consumida. Para ela, quem realmente está preocupado com isso procura um nutricionista.

Jaime Recena, presidente no Distrito Federal da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, acha que a medida pode onerar muito os restaurantes, já que precisariam de mais nutricionistas. “A educação alimentar tem que começar de outras formas, como no colégio”, afirma.

Atualmente, muitas redes de fastfood seguem um termo de conduta proposto, no ano passado, pelo Ministério Público de Minas Gerais e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A obrigatoriedade para rotulagem nutricional acontece apenas para alimentos e bebidas embalados.

O projeto, que aguarda parecer na Comissão de Defesa do Consumidor, tem caráter conclusivo, ou seja, não precisa passar pelo plenário da Câmara. Se for aprovado, segue para o Senado. (da agência Follhapress)

ENTENDA A NOTÍCIA

Pesquisa do Ministério da Saúde divulgada no último mês de abril informou que 48% da população brasileira está acima do peso, sendo que 15% tem obesidade. Em 2006, os percentuais eram de 42,7% e 11,4%, respectivamente.

Fonte: http://www.opovo.com.br

banners_100_receitas