Sugestão do Leitor

Queridos leitores do blog Gestão de Restaurantes, há algum tempo atrás fiz um post pedindo sugestões de matérias aos nossos leitores. Alguns leitores deram algumas sugestões de matérias e hoje publicarei um pedido do nosso querido leitor Viana, que por sinal possui um restaurante em Ilhabela. Vou aproveitar e fazer um jabá do Restaurante do nosso amigo Viana. Para conhecer o restaurante clique aqui.

Mas voltando à solicitação do nosso leitor conforme citado mais abaixo encontrei uma matéria que explora um pouco o assunto.

Viana citou
“Olá, gostamos muito do blog!

Uma sugestão seria falar sobre o treinamento de funcionários. Fica a cargo do patrão treinar seus funcionários? A função dele deveria ser gerir, garantir a clientela e pensar no futuro dos negócios. O treinamento deveria estar a cargo de uma empresa especializada ou de uma faculdade exclusivamente. A empresa fica responsável pela sua adaptação somente.

Em cidades pequenas a situação se agrava e não existem recursos educacionais. O próprio patrão precisa fazer do seu restaurante uma facudade, o que faz aumentar ainda mais o custo destes funcionários, pois o atendimento, o tempo e a eficiência ficam seriamente comprometidos.

É uma realidade brasileira. Quais são as saídas?
Obrigado!

Façauma visitinha: http://www.viana.com.br

Segue a matéria sobre o tema:

Investindo no capital humano

clara_russelÉ preciso fazer reflexões prévias a respeito do seu restaurante: questionar por que ele existe, que fatia do mercado atinge, como ele é visto pelos colaboradores, fornecedores, clientes, e mais, onde você quer que ele esteja e como deseja que ele seja visto num determinado espaço de tempo.
Por Clara Russell

Se a pessoa que vai fazer as contratações conhece bem a empresa, terá condições de saber quais as qualificações mais apropriadas para um futuro colaborador. De qualquer forma, é importante que as funções estejam bem definidas. Vale aqui uma ressalva aos empresários e gerentes: por favor, não copiem simplesmente as funções padrões encontradas em literaturas especializadas! Reflitam sobre o que querem e esperam de cada função e como cada uma delas se relacionará com a missão, visão e valores do empreendimento.

Alguns gestores têm uma visão errônea ao escolherem os novos colaboradores, como: cargos mais simples não requerem perfis especiais; as pessoas são pouco diferentes umas das outras, qualquer uma acaba se adaptando ao tipo de trabalho etc. E alguns ainda acham que só saberão quem é o contratado após a entrada no trabalho e, portanto, não se deve perder muito tempo com a seleção. Essa visão leva à ineficiência operacional do restaurante.

O que é mais importante na hora de contratar? Competência técnica, comportamental, remuneração, indicação? Há empresas que se preocupam com outro aspecto sem olhar o conjunto. Mas é todo um conjunto de fatores que possibilita a um bom profissional auxiliar a empresa na fidelização dos seus clientes. Uma equipe excelente não é criada por uma postura de casualidade ou mera intuição, o mercado muda, as exigências dos clientes se transformam, porém as contratações continuam sendo feitas da mesma forma! Quando o seu processo de entrevista e seleção funciona corretamente, as pessoas que se somam à sua organização permanecem nela por muito tempo. Portanto, se não houver a certeza de que esse processo pode ser eficiente, feito dentro do próprio restaurante, é hora de passar a atribuição para uma consultoria especializada, por exemplo.

Profissional contratado: e então, fim de linha ou o início de uma grande parceria? Se ao admitir um colaborador, não existir a preocupação com sua identidade, sua apresentação, mostrar o que faz e em que vai contribuir com a empresa, como será possível criar uma cultura de equipes motivadas, valorizadas, conhecedoras dos processos da organização, interligadas e comprometidas com o sucesso da empresa? É nesse primeiro momento, o de admissão do colaborador, que o proprietário deve construir a parceria necessária para a concretização dos objetivos internos do restaurante e do próprio contratado. Parceria implica em desenvolvimento mútuo – da empresa e do empregado!

E é nesse momento que começa o treinamento, que não é pontual e nem estanque, mas permanente. O processo de treinamento é contínuo. Seja ele qual for, não se resume em reunir todos numa sala para esse fim. É diário. O treinamento promove valorização do colaborador, conhecimento, aperfeiçoamento, melhor relacionamento, eleva a auto- estima, melhora o clima organizacional, produz alegria e satisfação, resulta em um ambiente harmonioso, além da fidelização de mão-de-obra e de clientes. E a conseqüência disso tudo é a lucratividade.

Para treinar, é preciso em primeiro lugar levantar as necessidades. Como? Conhecendo a organização, refletindo sobre ela constantemente, pesquisando, perguntando, observando as reclamações de clientes, o turn-over (a rotatividade) de colaboradores, o clima organizacional (como está o relacionamento interno?), deficiências nos processos, atendimento, perdas financeiras. Entre tantos outros, esses são alguns aspectos a serem observados para conhecer como está a sua empresa e saber do que ela precisa realmente. Contudo, não adianta dispor de uma série de pesquisas e controles se não fizer o uso adequado das informações que elas trazem. Por exemplo: usar a caixa de sugestões de clientes para sair correndo atrás do “culpado” pelas reclamações é fatal.

Os treinamentos são eficazes na correção das deficiências e não no encontro de possíveis responsáveis… Eles somam, num mesmo pacote, um aprendizado para determinada função, aliado a técnicas de relacionamento interpessoal. Como parceiro, o colaborador tem de ter clara a sua co-responsabilidade nesses investimentos. O restaurante deve ter uma política de crescimento profissional e motivar seus colaboradores na busca de melhores oportunidades. As pessoas ficam onde encontram algo além do horizonte… Algumas empresas adotam posturas bastante agressivas, incentivando, criando estímulos e abrindo espaços para as boas iniciativas, enquanto outras ‘esperam’ que os seus empregados busquem o desenvolvimento profissional, intelectual e pessoal sozinhos. A questão que se coloca atualmente é: até onde vai a responsabilidade do empregador e onde começa a do empregado. Acreditamos que a responsabilidade compartilhada seja a melhor alternativa. Pessoas motivadas e comprometidas encontram satisfação naquilo que outras consideram obrigação. Elas querem fazer e acontecer! E isso nos mostra que o investimento no capital humano é retorno mais do que garantido.

Clara Russell é graduada em Comunicação Social pela FAAP; pós-graduada em Vendas pela ESPM, e em Jogos Cooperativos pela Unimonte; especialista em Habilidade e Técnicas de Negociação para Executivos e Programação Neurolingüística. É professora de Gestão do Conhecimento na Hotec e Diretora da Rubi Comunicação e Consultoria. clararussell@rubiconsult.com.br

Fonte: http://www.cozinhaprofissional.com.br

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