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Um terço dos alunos de gastronomia se desilude e larga o curso

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Há 11 anos, o Brasil não tinha um único curso superior de gastronomia. Hoje, o que não falta é escola.

Os restaurantes, no entanto, não estão satisfeitos com a mão de obra que chega das instituições. No meio do fogo cruzado, grande parte dos alunos desiste da carreira.

Segundo o Ministério da Educação, o índice de evasão do curso de gastronomia está 10% acima da média, mesmo tendo uma das menores durações –a maior parte termina em apenas dois anos.

Um terço dos alunos desiste dos cursos, taxa semelhante à de medicina, que dura seis anos.

Mais pesado que o de outras profissões de classe média, o trabalho da cozinha assusta os novatos.

"Na Europa o jovem vai para a cozinha porque não quer ser mecânico nem marceneiro. Aqui, entra na culinária porque não quer ser médico nem advogado", diz José Barattino, chef do Emiliano.

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Ingrid Schmidt, coordenadora do Senac, diz que o perfil dos alunos é jovem. "A maioria vem do ensino médio." Para ela, muitos desistem da carreira por desilusão no mercado.

Já a coordenadora do curso da Estácio, Lucia Sequerra, acha que a evasão é culpa "da imagem equivocada que as pessoas fazem do curso".

Metade da cozinha do Emiliano nunca estudou gastronomia. Para Barattino, "é menos trabalhoso ensinar alguém do zero do que contratar outro cheio de pretensões e que sabe pouco".

Marcelo Neri, coordenador da Anhembi Morumbi, discorda que os alunos tenham atitude arrogante: "Chef é um cargo que se pode ou não alcançar após muito trabalho".

METIDOS

Ex-aluna da Anhembi, Sully Spadin diz que os colegas sabiam que a fama de metidos atrapalhava a relação com restaurantes. "Todo mundo sabia que os chefs tinham preconceito conosco."

Hugo Delgado, chef do Obá, é radical: não contrata ninguém que venha das escolas de gastronomia.

"Depois de muita frustração, constatei que prefiro ensinar a técnica à postura profissional."

Para ele, a predominância de instituições particulares prejudica o ensino da culinária. "Faculdade privada é uma empresa. Parte do trabalho delas é alimentar egos e expectativas", afirma.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Abrasel divulga pesquisa salarial

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Uma das principais revelações da pesquisa foi que a média dos menores salários do setor encontra-se acima do piso salarial da categoria , que atualmente é de R$ 610,00

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/PR) realizou pesquisa salarial no período compreendido entre os dia 13 a 21 de janeiro com 58 empresas do setor. Fizeram parte do universo da pesquisa bares, restaurantes, cafeterias, panificadoras e buffets, que integram o setor de alimentação fora do lar, atualmente responsável por 65% dos empregos do turismo no Brasil.
Foram pesquisados os menores e maiores salários de 31 funções diferentes, como garçom, cozinheira, atendentes; hostess/recepcionistas, chef de cozinha, gerentes, dentre outras.

De acordo com o presidente executivo da entidade, Luciano Bartolomeu, “a pesquisa revelou ainda que as empresas do setor concedem uma gama de benefícios aos colaboradores, como planos de saúde, odontológicos, seguro, cesta básica, dentre outros, além da capacitação, e isto é relevante, pois é uma forma indireta de aumentar o salário”, diz.

Uma das principais revelações da pesquisa foi que a média dos menores salários do setor encontra-se acima do piso salarial da categoria , que atualmente é de R$ 610,00. Exemplo disso, é a função de auxiliar de cozinha, uma das mais requisitadas, que apresenta o valor médio inicial de R$ 664,00, ou seja, 8,8% acima do piso salarial.

Para as funções de garçom/garçonete, a média salarial é de R$ 821,00 a R$ 1.412,00. Quando computadas as comissões desses profissionais, o salário dá um salto de aproximadamente 75%, podendo chegar a até R$. 2.400,00. Os valores iniciais de R$ 860,07 a R$ 1.217,00 são para o cargo de cozinheira.
A pesquisa também apontou a demanda de mão-de-obra do setor, considerando as vagas disponíveis nas empresas ouvidas. Entre as funções com mais vagas em aberto no mercado encontram-se auxiliar de cozinha, atendente, garçom/garçonete e auxiliar de serviços gerais.

A Abrasel, para atender a crescente demanda por profissionais, criou um programa de qualificação básica para todos os trabalhadores que desejam iniciar carreiras nas funções do segmento de atuação. Para tanto, criou o Programa de Emprego e Capacitação (PEC) que oferece cursos gratuitos para áreas de cozinha e atendimento.

Para se inscrever basta o candidato deverá ter no mínimo 16 anos e não estar trabalhando no setor. Todos os alunos do programa que concluírem o curso serão encaminhados para as vagas disponíveis na entidade. Após o Mutirão de emprego realizado pela a Abrasel no dia 25, os inscritos já terão aulas nos dias 26 a 28, com objetivo de ingressarem ao trabalho tão desejado já no dia 01 de fevereiro.

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Salário de cozinheira(o) pode chegar a R$ 2.500,00

 

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Maioria das empresas oferece diversos benefícios aos colaboradores, revelou pesquisa salarial

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Pesquisa também revelou a demanda de vagas entre os pesquisados

 

Fonte: http://www.abraselpr.com.br