Restaurantes investem na redução de barulho

Postado em Atualizado em

parede.jpgPor:Fernanda Parpinelli

O ambiente interno de um restaurante pode se tornar um lugar muito barulhento, espantando clientes e reduzindo o faturamento. Conversas, barulho de talheres ou pratos ou mesmo o som de uma rua movimentada, somados, geram um nível de ruído que pode minar os esforços da casa no serviço na qualidade de seus produtos. O proprietário deve investir em soluções tanto de isolamento acústico como de absorção sonora, para atenuar os barulhos.

O isolamento acústico possibilita a redução da troca de sons entre dois ambientes – o interior da casa e a rua, por exemplo, ou a cozinha e o salão do restaurante. O sistema é composto basicamente por dois painéis, que podem ser madeiras, chapas de aço, placas de PVC ou
gesso, material mais utilizado em restaurantes porque permite melhor acabamento. No meio desses elementos há bolsas de ar ou elementos de lã mineral, que podem ser de vidro ou de chumbo.

Entre as áreas vedadas, as mais importantes são as cozinhas, por estarem em contato direto com o som de panelas ou as vozes de garçons e chefs. A rua também deve ser vista com atenção, tanto para impedir que o barulho incomode vizinhos como para fora evitar a entrada de ruídos externos. Para Davi Akkerman, diretor da Harmonia Acústica Arquitetura e Engenharia, empresa que já prestou consultoria e projeto acústico para cerca de 50 restaurantes, dentre eles Gero, Walter Mancini e Clube Chocolate, o problema pode ser solucionado com a utilização de paredes ou portas acústicas, que custam de R$ 36 a R$ 860, dependendo do tipo de material.

Casas próximas de avenidas têm que estar bem vedadas. A dica de Lygia Niemeyer, arquiteta especialista em acústica, é a instalação de janelas com vidros laminados – constituídos por chapas de vidros intercaladas por um plástico chamado –, que saem por cerca de R$ 900 o metro quadrado.

Absorção sonora
parede2.jpgAlém de isolar o salão do restaurante da rua e da cozinha, investimentos podem ser feitos para dimimuir a propagação do ruído dentro da casa. Os materias que podem ser utilizados para exercer esta função são: lãs minerais (de vidro ou de rocha), espumas ou materiais perfurados (chapas de madeira, gesso,aço etc), que podem custar até R$ 300 o metro quadrado.

As espumas são as mais requisitadas por estabelecimentos que precisam contornar problemas de reverberações depois de um período de funcionamento, por serem fáceis de serem instaladas (colagem) e acessíveis: saem em torno de R$ 15 a R$ R$ 150, conforme sua espessuara. Porém, Lygia ressalta o seu tempo curto de validade, que é em torno de 5 a 10 anos, devido ao acúmulo de sujeiras e o desaparecimento de suas cores originais.

O restaurante Espírito Santo, há nove anos instalado numa esquina do Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo, enfrentou aborrecimentos com sua acústica desde a sua inauguração. “Por mais que a comida e o tratamento fossem bons, ainda tinham pessoas que ficavam de cara feia ou reclamavam do barulho, além de perceber que alguns não voltavam”, comenta o proprietário Luís Felipe Moraes.

O primeiro passo da gerência foi, em 1999, colocar espumas de sonex – parecidas com caixas de ovo, que são geralmente aplicadas em estúdios – em baixo das mesas e cadeiras. Mas a solução definitiva só veio realmente quando instalaram espumas no teto, afirma Moraes. O forro do estabelecimento, que antes era de madeira, hoje, intercala faixas de madeira e placas de espumas com cerca de três dedos de espessura.

Já experiente nesse assunto, Moraes utilizou as espumas quando construiu nova casa, a recém-aberta Adega Santiago. Apesar do preço das placas não ser um dos mais caros, os gastos de do empresário, com trabalhos de mão-de-obra já inclusos foram em torno de R$ 6 mil (Espírito Santo) e R$ 4 mil (Adega Santiago). Porém, segundo ele, o material foi mais caro do que o de costume por serem importados e com as cores personalizadas.

Por não ser um material isolante, ainda há ruídos no salão, mas segundo Moraes não é mais tão incômodo, e ele até defende um pouco de barulho: “Essa é a característica de um lugar cheio, as pessoas vêm para comer e beber. Silêncio total aparenta movimento fraco.”

Outros materiais
Antes das espumas, o restaurante já havia optado em colocar plantas e aumentar a decoração do restaurante, como a utilização de quadros para abafar o som. Esse recurso é polêmico: Akkerman considera isso um “mito”, sem resultados. Lygia acha que a absorção é mínima, mas existe.
Tecidos grossos, que podem revestir estofados nas cadeiras, feltros são algumas possibilidades, além de espumas grudadas nos pés das mesas e borrachas para evitar o som do atrito com o chão. Para as cozinhas, Salvador Duarte, do fabricante Lafarge, indica uma chapa removível de vinil. A opção permite passar ar condicionado ou fiação de telefone, por exemplo.
Lygia aconselha que as pessoas não gastem com isopor. “Não funciona, pois ele tem apenas função de isolante térmico e não sonoro”, diz.

Fonte: Gastronomia & Negócios

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2 comentários em “Restaurantes investem na redução de barulho

    Ana Luiza disse:
    agosto 12, 2010 às 6:01 pm

    Gostei muito da matéria sobre isolamento acústico para bares e restaurantes.
    Sou vizinha de um estabelecimento comercial deste tipo e procuro soluções para diminuir o barulho.
    Gostaria de perguntar-lhes se vocês possuem alguma indicação de empresas que prestem este tipo de serviço na regiaço de Belo Horizonte.
    Obrigada,
    Ana

    Gilmar disse:
    setembro 19, 2013 às 5:11 pm

    Realmente hoje em dia com todo mundo falando em celulares, piorou muito. tenho um escritório onde existe muita reclamação.]Não sei o que fazer! Gilmar

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