Projeto quer tornar lei uso de máscara em restaurante

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Intenção é evitar contaminação de alimentos com saliva em casos de epidemias no Rio

POR FELIPE FREIRE

Rio – A cena parece estranha mas pode se tornar obrigatório nos restaurantes do Rio: tramita na Câmara Municipal projeto de lei (PL) que obriga clientes e funcionários de estabelecimentos com self-services, bufês ou rodízios a usar máscara cirúrgica. O PL, do vereador e médico Jorge Manaia (PDT), determina a proteção para manusear alimento em áreas expostas e coletivas sob pena de multa de R$ 300 a R$ 30 mil.

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Projeto de 2009, estabelecia uso da máscara em qualquer circunstância, mas foi vetado. No fim de 2010, a proposta foi reeditada para torná-la obrigatória só em casos de epidemias, com intenção de evitar contaminação de alimentos por partículas de saliva ou espirros. “Essa lei foi criada na época da H1N1 (gripe suína)”, detalhou Manaia, que espera aprovar o projeto, em análise de comissões, até o fim do ano.
O projeto divide opiniões. Para o biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido como o Dr. Bactéria do programa ‘Fantástico’, a medida é ineficaz: “O principal modo de contaminação não é pelas vias respiratórias, é pelas mãos. Lavá-las é muito mais necessário”, diz, lembrando recomendações da Anvisa: manter alimentos em temperatura adequada; ter proteções de vidro entre alimentos e clientes e, em vez de repor comida, substituí-la.

Clientes e especialistas contestam a eficácia da lei
Entre especialistas e clientes, a máscara é polêmica. O projeto de lei recomenda qualquer tipo de proteção respiratória, mas o Dr. Bactéria garante que os objetos comercializados em farmácias não evitam que a saliva seja lançada.
“Artigos científicos estrangeiros falam que estas máscaras não servem para nada. Deveriam especificar a melhor”, diz a enfermeira Edvana Lopes, 30 anos e frequentadora de self-service. O estudante de Odontologia Juliano Eloi Alves, 29, aprova a máscara: “Mas deveriam colocar pias perto da entrada, distribuir álcool gel, disponibilizar toucas e ter proteção para se servir”.

Opiniões divididas nos restaurantes

Para o Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio (SindRio) acredita que a medida é altamente válida em casos de epidemias confirmadas pelo Município. Mas, como o custo das máscaras recairia sobre o comércio, os proprietários divergem.

Dono do Bandeira Futebol e Culinária, na Pça. da Bandeira, Mario Rubens Paraíso, crê que a nova obrigação provocaria aumento no preço da comida. Já Romário Araújo, gerente do Kilograma, na Rua do Riachuelo, Centro, aceitaria arcar com o prejuízo: “Dá credibilidade ao estabelecimento e mostra ao cliente que estamos preocupados com a higiene”.

Fonte: http://odia.terra.com.br

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