Bares e casas noturnas: veja riscos e vantagens de investir num negócio

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O sonho de ter um negócio na noite pode virar um pesadelo caso o empresário não tenha o  conhecimento necessário do ramo em que pretende atuar. A falta de planejamento é um dos principais problemas enfrentados por empreendedores de primeira viagem.

De acordo com o Sebrae-SP, 27% das empresas abertas em 2010 fecharam antes de completar um ano.

Para o gerente de acesso ao mercado do Sebrae, Paulo Alvim, investir na noite tem uma série de características importantes diferentes de qualquer outro negócio.

“Os custos são completamente diferentes, pois é preciso ter segurança, serviço de estacionamento, alto consumo de energia e encargos trabalhistas maiores. É preciso muito planejamento”, disse.

Começar a planejar visitando os concorrentes e fazendo cursos específicos de gestão é uma outra dica do especialista do Sebrae.

“O empresário deve identificar quais são as empresas que já atuam no setor, quais serviços são bons ou ruins. A partir desse momento, é importante traçar um plano de negócios para depois buscar os investimentos necessários”, declara.

“Sem planejamento perdi todo o meu fundo de garantia”

A ideia de abrir o próprio negócio surgiu quando o engenheiro Ronaldo Pacheco, 57, perdeu o emprego na empresa em que trabalhava há 20 anos. Com o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) resolveu abrir um restaurante em São Paulo.

“Em seis meses eu já tive que pegar dinheiro emprestado com o banco. Os juros eram altíssimos, e a dívida só foi aumentando. Tive que fechar o restaurante em dez meses e perdi todo o dinheiro que economizei”, declarou Pacheco.

Depois de perder o negócio foram necessários mais dois anos para conseguir quitar todas as dívidas acumuladas. “Tive de voltar a procurar um emprego e trabalhar numa empresa como engenheiro. Foi um grande pesadelo para mim e para a minha família”, disse.

Empresa fatura R$ 75 milhões por ano divertindo os clientes

O A.Life Entertainment Group, empresa de capital fechado de private equity na área de entretenimento,  já fatura R$ 75 milhões por ano.

O grupo formado por quatro gestores e 43 investidores atende a um público de 70 mil pessoas por mês nas cidades de São Paulo e Florianópolis.

Para o sócio e gestor do A.Life, Gustavo Araújo, 29, existe uma grande demanda no país, mas são necessários muito planejamento e pessoas capacitadas para tocar o negócio.

“Nos preparamos muito antes de investir, analisando o mercado e as oportunidades. É muito importante estudar o setor de atuação para identificar oportunidades de negócio que possam atrair investidores”, disse.

Entre os gestores da empresa, todos já acumulam experiência em grandes multinacionais. “Essa bagagem ajudou muito no momento de consolidar o negócio”, afirma.

Fonte: www.uol.com.br

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