Empresa com cara de outdoor

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Grandes fornecedores ajudam bares e restaurantes a comprar equipamentos e acessórios em troca de publicidade


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As camisetas verde-bandeira dos garçons destacam-se entre as mesas de madeira do restaurante O Brasileirinho, em funcionamento há quatro anos no mezanino do Mercado Municipal de São Paulo. Enquanto atendem os 120 clientes que passam diariamente pela casa, os funcionários exibem nos uniformes duas marcas: a da empresa e a dos cartões Visa. Para os proprietários de O Brasileirinho, a parceria com a multinacional rende a cada ano 48 conjuntos de camisa e avental para garçons e cozinheiros, além de 50 cardápios. Para a Visa, o acordo é um canal barato de publicidade em um dos principais pontos turísticos da cidade. Vantajoso para empreendedores e fornecedores, esse tipo de relação comercial é bastante comum no setor de alimentação e representa uma boa economia para donos de cafés, bares, lanchonetes e restaurantes. "Cerca de 30% dos estabelecimentos têm patrocínio em troca da propaganda", diz Joaquim Saraiva de Almeida, diretor da sucursal São Paulo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que reúne 1.700 associados. No Brasil, a entidade engloba 6.000 empresas.

Segundo Almeida, as grandes fornecedoras de bebidas, alimentos e serviços oferecem apoio para a compra de uniformes, cardápios, louças, luminosos, refrigeradores, mesas e cadeiras. Fechar acordo com gigantes como Ambev, Coca Cola, Souza Cruz e Sadia, entretanto, não é tão fácil. Quanto mais antigo o relacionamento entre as partes e maior o poder de compra do pequeno empresário, mais chance ele tem de conseguir o incentivo. Pontos comerciais com grande circulação de pessoas e potencial de crescimento dos negócios também contam a favor na negociação. A Cervejaria Mangueira, de Goiânia, reuniu todos esses fatores como argumento para convencer a Ambev a custear 17 refrigeradores, uma geladeira industrial e 100 jogos de mesas e cadeiras. O dono, José Soares, calcula que o desembolso seria de R$ 67.000 se precisasse comprar os equipamentos. Em contrapartida, ele gasta R$ 70.000 mensais em cervejas e refrigerantes.

O diretor da Abrasel aconselha os empresários a avaliar o retorno que podem gerar para as marcas antes de solicitar o patrocínio. A parceria só é fechada se a previsão de vendas do estabelecimento compensar o valor investido.

Fonte: http://revistapegn.globo.com

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