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Vivendo o negócio

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O chef Biba Fernandes, atualmente, é proprietário de dois restaurantes: o Chiwake e o Chicama. Com grande experiência nas cozinhas, o profissional tem mostrado como o gosto por aquilo que se faz é capaz de proporcionar ótimos resultados para os negócios.

Para se estabelecer, ele passou por alguns desafios que precisaram ser superados. Em especial, Fernandes ressalta a introdução de algo novo no mercado. “Quando abri o Chiwake, a maior dificuldade foi a aceitação do público. Foi difícil tirar a impressão que as pessoas tinham de que a cozinha peruana era comida mexicana. Há 10 anos, muita gente não sabia o que era comida peruana. Então, essa chegada de uma cozinha nova, de um local que o brasileiro não dava muito valor, causou um pouco de desconfiança do público no início”, afirmou.

Em entrevista para a revista Food Service News, o chef falou mais a respeito da sua experiência na área, de como foi conquistando o seu espaço, daquilo que acredita e também dos seus planos.

Food Service News: Como você iniciou na área?
Biba Fernandes: Comecei com o restaurante japonês Expresso Sushi, em Porto de Galinhas, o qual mantive por 11 anos. Em uma das reformas que fizemos, precisamos ir a Maceió para comprar algumas luminárias e acabamos conhecendo o restaurante peruano Wanchako. Eu fiquei apaixonado pela culinária. Depois de algumas conversas, conseguimos fechar uma consultoria com a chef e proprietária da casa, Simone Bert. Passei sete meses aprendendo diretamente com ela na cozinha, e depois de um ano comecei a desenvolver meu próprio cardápio já no Chiwake. Além do Chiwake, que completou 10 anos, decidi abrir há três anos o Chicama.

FSN: Quais foram os principais desafios vividos em sua história profissional?
BF: O primeiro desafio foi o nascimento da minha filha justamente quando estávamos montando o Chiwake e eu tive que viajar para Maceió. Eu passava a semana inteira lá, de segunda a sábado, então só a via uma vez na semana. Foi muito difícil. Outro desafio foi a mudança de vida. Eu vivia numa praia e de repente decidi expandir para um negócio maior. Mudei para a capital e passei a viver das 8h da manhã à 1h da madrugada dentro da cozinha. Comecei do início, lavando e cortando, para depois chegar à bancada e poder cozinhar. Quando abri o Chiwake, a maior dificuldade foi a aceitação do público. Foi difícil tirar a impressão que as pessoas tinham de que a cozinha
peruana era comida mexicana. Há 10 anos, muita gente não sabia o que era comida peruana. Então, essa chegada de uma cozinha nova, de um local que o brasileiro não dava muito valor, causou um pouco de desconfiança do público no início. No geral, também foi difícil introduzir uma cozinha nova num mercado onde já existem vários restaurantes muito bons. Entrar com uma proposta nova é sempre mais complicado. Além disso, tem as dificuldades que o país oferece para quem é empresário.

FSN: E as conquistas?
BF: Para mim, a principal foi ter me apaixonado por um talento que estava escondido dentro de mim: o amor por cozinhar. Depois, o que mais me deixa feliz é a resposta do público. Eu dou muito valor ao retorno que o cliente me dá. Não gosto de falar em prêmios porque eles são muito subjetivos. Eu posso ser o melhor para você, mas não ser o melhor para o outro. Para o nosso trabalho é positivo, claro, mas eu não vejo isso como o principal. Não acho que a competição seja a melhor coisa. Acho que, na verdade, a melhor resposta para quem cozinha é quando a pessoa que come a sua comida lhe chama e diz: “que comida maravilhosa”. Acho que isso vale muito mais que qualquer prêmio.

FSN: Como você enxerga a área de alimentação fora do lar atualmente no Brasil?
BF: Hoje em dia está havendo uma mudança em relação às refeições. O Brasil ainda carrega em si esse vínculo de comer dentro do lar, mas a rotina do dia a dia está mudando os hábitos das pessoas terem que comer fora de casa porque não tem suporte ou tempo suficiente para ir em casa. Com isso, de uns anos para cá, os clientes ficaram muito mais exigentes. Hoje não tem espaço para amadorismo. O cliente está procurando por comida boa, atendimento bom. Vai se destacar quem tiver excelência no atendimento e comida gostosa com preço justo. Há restaurantes de todos os tipos de culinária do mundo, mas acho que o segredo para se manter no segmento é o profissionalismo. Isso porque ninguém fica em pé somente cozinhando. Tem que cozinhar, administrar… É um conjunto de coisas.

FSN: Para você, quais são os principais pontos que ainda precisam ser trabalhados no segmento?
BF: O primeiro é mão de obra qualificada, tanto de garçom quanto de cozinha. No ramo da gastronomia hoje temos muito cursos em faculdades, mas, na verdade, eles não preparam as pessoas efetivamente para estarem na cozinha. Cerca de 90% dos estudantes que vão para o restaurante estagiar pedem pra sair no segundo dia e querem estágio no escritório. A faculdade ensina uma coisa que não é real, onde eles ficam lá no ar- condicionado… Mas o ritmo numa cozinha real é totalmente diferente. Outra coisa importante é que qualquer pessoa hoje quer ter um diploma e a faculdade de gastronomia dura apenas dois anos. Então, muita gente cursa para obter o diploma; falta o amor pelo trabalho.

FSN: Como se destacar no mercado?
BF: Acho que os pontos principais são oferecer um bom serviço, com qualidade no atendimento e conforto para os clientes no estabelecimento; qualidade na matéria-prima, que resulta numa comida boa, e empenho pelo negócio. É preciso viver o negócio.

FSN: Como fidelizar os consumidores?
BF: Aqui cabe a mesma resposta da pergunta anterior… Excelência no serviço, qualidade no atendimento e na matéria-prima.

FSN: Em sua opinião, quais são as boas características que um chef deve ter?
BF: Liderança, humildade – saber que você nunca sabe tudo e sempre estará aprendendo; você aprende diariamente desde o garçom, ao subchef e gerente – e amor pelo que faz.

FSN: Como é o seu dia a dia de trabalho?
BF: Normalmente eu acordo e vou para os restaurantes. Começo a ver a preparação de molhos, vejo o que minha equipe já fez e dou continuidade. Converso com o garçom, com o gerente, faço o acompanhamento com as compras na cozinha, analiso qualidade da feira, vejo se o produto está chegando com a qualidade que tem que chegar. Como a minha esposa e sócia, Manuella, fica na área mais burocrática e administrativa, o meu trabalho é basicamente analisar os produtos, criar pratos novos, elaborar menus para eventos e sempre procurar pela melhor matéria-prima e frescor de produtos.

FSN: Quais são os seus planos em médio e em longo prazo?
BF: Eu pretendo dar continuidade ao que já estou fazendo e tentar melhorar as coisas que eu faço. Estou trabalhando com consultoria, fazendo cardápios para pousadas e restaurantes. Não espero montar nenhum outro restaurante, estou satisfeito com os dois que já tenho. Quero desenvolver outras coisas, como a elaboração de cardápios para outros estabelecimentos. Quero pesquisar muito e aprender cada vez mais. Eu tenho alguns cursos em vista nesse sentido para crescer profissionalmente; até já marquei um curso em São Paulo com o chef francês Laurent Suaudeau.

Fonte: http://www.foodservicenews.com.br/vivendo-o-negocio/

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Smart Rede: uma máquina de cartão que pode sair cara?

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A Rede, uma das maiores empresas do ramo de máquinas de cartão no Brasil, decidiu modernizar os seus aparelhos. Ao que parece visando competir diretamente com a Cielo Lio, a Smart Rede é um misto de tablet e terminal de pagamento que traz modernidade ao seu ponto de venda.

Mas, será que esta é mesmo uma alternativa interessante para a sua frente de caixa?

Smart Rede tem design inovador

A primeira coisa que você vai notar quando vir a Smart Rede é o seu design inovador. Ela conta com duas telas, o que permite que lojistas e clientes acompanhem a transação ao mesmo tempo.

Ela vem com bateria embutida, alto-falantes (com controle de volume), câmera, microfone, porta micro USB, antena NFC, leitor de QR code e código de barras, além do leitor de cartão e impressora de comprovante de pagamento. Isso significa dizer que esta máquina de cartão está pronta para aceitar diversas formas de pagamento, inclusive as mais modernas.

O seu processador quad-core permite o uso agregado a vários aplicativos voltados para a realização e controle das atividades financeiras de seu negócio. De fábrica, ela já vem com o app Pagamentos (que permite o recebimento de pagamentos e emissão de relatórios), o app Rede (para antecipção de saldos e outras ações financeiras) e o app do internet banking Itaú Empresas.

A sua conexão com a internet acontece via 3G, Wi-Fi ou cabo Ethernet (IP banda larga) e de forma independente, pois ela já vem com chip 3G de fábrica – ou seja, ela não precisa de celular para funcionar. Porém, diferente da sua maquininha Mobile Rede, o seu tamanho e design não é ideal para mobilidade, sendo mais adequado para lojas físicas.

Máquina de cartão da Rede aceita diversas formas de pagamento

Já que esta solução parece ter vindo para substituir as tradicionais máquinas de cartão da Rede, não é de se espantar que ela conte com o amplo portfólio de cartões de crédito e débito oferecidos pela empresa.

A Smart Rede faz vendas no débito, crédito à vista, parcelamento, e também aceita voucher (cartões-refeição e benefícios) e faz recarga de celular.

As bandeiras aceitas no débito e crédito são Visa, MasterCard, Hiper, Elo, UnionPay, Cabal e Banescard; e, no crédito, você contará com Discover, Diners Club, JCB, Mais!, Coopercard, Sorocred, e Credz.

Os vouchers disponíveis precisam ser negociados diretamente com as bandeiras para habilitação e negociação de taxas. São eles: Ticket, Sodexo, VR, GrenCard, Verocheque, UpPlan, Nutricash, Cooperland, BNBclube, Cabal, Sorocred e Alelo.

Taxas e custos não estão disponíveis no site

Apesar de, do ponto de vista tecnológico, a Smart Rede parecer ser uma solução atraente, especialmente para quem atende clientes exigentes, o fato é que não se sabe se isso tudo pode acabar saindo caro.

O site da empresa não informa quais os custos e taxas envolvidos, nem se é preciso assinar contrato de locação ou qual documentação deve ser apresentada. Apenas o telefone da Central de Atendimento é disponibilizado com a informação de que a máquina de cartão está disponível apenas para algumas regiões do Brasil – sem especificar quais.

Também se sabe que é possível solicitar a antecipação de saldos de forma avulsa ou programada, além de optar pelo Plano Flex e receber as vendas no crédito após 2 dias úteis. Porém, não há maiores detalhes sobre isso em termos de procedimentos e taxas envolvidas.

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Fique atento

Assim, fica claro que a Smart Rede é um produto inovador, e que será interessante ver se ela ou a Cielo Lio vai se tornar a preferida das lojas físicas de grande porte.

Já para microempreendedores, pequenos empresários e autônomos, esta não deve ser uma alternativa interessante, pois é pouco provável que o seu custo total seja acessível diante de tantas funcionalidades. Ela também é muito grande para quem quer algo que possa levar no bolso ou na bolsa.

Além disso, vale ressaltar que você ficará dependente da Rede em termos de aplicativos. Ainda que desenvolvedores privados estejam sendo convidados para criar apps para a Smart Rede, o sistema sempre contará apenas com soluções aprovadas pela mesma e você poderá passar por dificuldades se quiser usar um sistema PDV alternativo, por exemplo.

Fonte: https://br.mobiletransaction.org/smart-rede/

(tags: restaurantes)

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Vale a pena investir em plataformas de pedidos on-line para meu restaurante?

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Nesta vídeo-aula você será capaz de identificar se é viável investir em plataformas de pedidos on-line para seu restaurante, além de conhecer as principais plataformas, as taxas cobradas e os prós e contras de utilizar estas plataformas para vender comida on-line. Você não pode perder.

Fonte: http://www.gestaoderestaurantes.com.br

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Bares e restaurantes cobram 13% de gorjeta e mudança causa polêmica entre clientes

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A mudança na Lei que regulamenta as gorjetas dos garçons tem dividido opiniões entre clientes nos restaurantes de São Paulo. Se você não checar a conta, pode estar pagando mais pela gorjeta e nem ter percebido. A nova legislação que já está em vigor desde maio faz com que os tradicionais 10% se transformem em 13%.

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A gorjeta é opcional. “Acho completamente errado”, disse Erik Malagrino, ilustrador. Já o comerciante Luis Alberto Miele concorda. “Acho justo porque eu tenho negócio próprio e sei que não é fácil, as despesas têm que ser cobertas e não adianta a gente fingir que ela não existe.”

Antes de maio, nenhum imposto era cobrado. Agora a empresa retém parte da gorjeta para pagar encargos como INSS e FGTS. Para compensar, alguns restaurantes da cidade já estão cobrando de 12% a 13% sobre a conta.

Um dos restaurantes pretende aumentar a taxa de serviço nos próximos dias, mas o dono deixa claro que quem decide se paga ou não é o cliente. “Ele pode optar por não pagar ele integralmente ou ele pode pagar uma parte desse serviço”, disse Danilo.

O diretor do Sindicato de Bares e Restaurantes diz que a maioria dos estabelecimentos ainda não cobra o novo valor da gorjeta. “Vai demorar um tempinho, vai ser um problema. Nós estamos num momento de crise, a maior parte dos bares e restaurante estão trabalhando com margens reduzidíssimas ou sem margens”, disse Denis Rezende, diretor do sindicato.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/bares-e-restaurantes-cobram-13-de-gorjeta-e-mudanca-causa-polemica-entre-clientes.ghtml

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9 perguntas para entender a nova lei das gorjetas

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De acordo com as novas regras da Lei Nº 13.419 – chamada de “Lei da gorjeta” – aprovada em março de 2017, empresas enquadradas no regime de tributação do Simples poderão reter até 20% das gorjetas para pagar encargos sociais, previdenciários e trabalhistas relativos às gorjetas contabilizadas. Demais empresas podem reter até 33% .

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Confira 9 perguntas para entender as novas regras: Tudo que você precisa saber para entender a nova regulamentação da gorjeta

1. Quais serão os encargos nas empresas Simples (retenção de até 20%) e nas demais (retenção de até 33%)?

Primeiramente, é importante esclarecer que a lei prevê que a gorjeta passe a ser destacada como remuneração e não incorporada ao salário. Na prática, isso significa que as gorjetas não servem de base de cálculo para parcela de aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. Outro ponto que merece amplo esclarecimento é que os encargos trabalhistas, sociais e previdenciários não incidem sobre o valor total da gorjeta: eles incidem somente sobre o percentual já descontados até 20% no caso do Simples, e até 33% no caso das empresas fora do Simples. Por exemplo, se o funcionário receber R$1.000,00 mensais de gorjeta, os encargos incidirão sobre R$800,00 (no caso de a empresa ser enquadrada no Simples) e sobre R$670,00 (no caso de a empresa estar fora do Simples). Dito isso, para as empresas enquadradas no Simples, são estes os encargos com respectivos percentuais: Férias, FGTS (8%) e 13º salário (8,3%). Já para as empresas que não se enquadram no Simples, são estes: Férias, FGTS (8%), 13º salário (8,3%) e INSS (28%).

2. Restaurante não cobra gorjeta, como fica?

A empresa pode continuar sem cobrar a gorjeta, não há nada que impeça isso. Mas há de se observar duas situações distintas:

1ª) A empresa não sugere a gorjeta, mas permite que seus funcionários a recebam. Esta é a denominada gorjeta espontânea. Neste caso, os valores a serem retidos, os critérios de distribuição e anotação na carteira serão definidos nos acordos coletivos de trabalho. Não há nenhuma mudança no salário fixo promovida pela nova legislação. O que deve ser observado é que o salário não poderá ser inferior ao mínimo da categoria e não poderá ser pago com parte da gorjeta. Em função da indefinição dos critérios relacionados à gorjeta espontânea, a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) sugere que as empresas que “não cobravam” a gorjeta, deixando ao critério do cliente, passem a indicar o percentual. Nesta situação, a lei é clara e a insegurança jurídica é baixa. É válido frisar que a gorjeta não tem um valor estabelecido (pode ser qualquer porcentagem da compra).

 2º) A empresa não sugere a gorjeta, impede formalmente a sua cobrança e pune os funcionários que desobedecem a norma. Neste caso, a empresa não tem nenhuma alteração promovida pela nova lei, uma vez que esta era única situação em que juridicamente a não-aceitação da gorjeta era acatada pelos tribunais.

3. O projeto regula a gorjeta apenas para garçons? A forma de distribuição precisa ser registrada no sindicato?

O rateio pode ser feito entre todos os funcionários que prestam serviço direto ao consumidor final, e não somente aos garçons. A forma de distribuição será decidida em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Na ausência destes, serão definidos em Assembleia Geral de Trabalhadores.

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4. Como fica a situação das gorjetas pagas no cartão de crédito ou débito junto com a conta uma vez que temos a despesa da taxa da operadora do cartão?

A retenção prevista em lei é para o pagamento de encargos sociais, previdenciários e trabalhistas. Os custos operacionais dos cartões são de responsabilidade das empresas.

5. No caso de 13º e férias, a empresa será obrigada a incorporar mais essa despesa na sua folha, considerando a média dos valores distribuídos como gorjeta?

Sim, 13º e férias referentes às gorjetas recebidas deverão ser pagos aos empregados. No entanto não haverá nenhum ônus para a empresa uma vez que os valores para arcar com tais pagamentos serão descontados da gorjeta paga pelo cliente.

6. A nova lei da gorjeta pode ser inclusa na folha de pagamento? E de que maneira?

Sim, a gorjeta deve ser inclusa na folha de pagamento como remuneração. A lei determina que ao final do ano, a empresa inclua na carteira de trabalho, além do salário fixo, a média dos valores de gorjeta pagos nos últimos doze meses. (Artigo 2º, Item III, parágrafo 8º). O pagamento deve ser feito direto na folha e destacado separadamente no contracheque.

7. Vou precisar cobrar 10% de forma obrigatória?

A empresa não é obrigada a cobrar o percentual de gorjeta, mas este controle é bastante complexo para evitar problemas trabalhistas. Seria necessário estabelecer um termo de conduta com todos os funcionários proibindo-os de aceitar gorjeta e haver uma fiscalização rigorosa por parte do empresário, punindo quem não cumprir a sugestão. Se na sua empresa os procedimentos acima não forem observados desde o início, a justiça do trabalho considera que a gorjeta recebida pelos empregados já estaria incorporada aos salários e a empresa já teria que arcar com todos os custos previdenciários, sociais e trabalhistas. A sugestão da Abrasel é que todas as empresas do setor passem a indicar este valor na conta (que pode ser maior ou menor que 10%), pois a lei aborda com clareza somente a gorjeta sugerida. As regras para a gorjeta espontânea não estão definidas na lei aprovada; os valores e regras desta modalidade passam a ser definidas em convenção coletiva pelos sindicatos.

8. As gorjetas dadas por fora como ficam?

Antes da regulamentação, mesmo as empresas que nunca sugeriram o valor da gorjeta na conta não estavam protegidas juridicamente. A sugestão da Abrasel é que todas as empresas do setor passem a indicar este valor na conta (que pode ser maior ou menor que 10%), pois a lei aborda com clareza somente a gorjeta sugerida. As regras para a gorjeta espontânea não estão definidas na lei aprovada; os valores e regras desta modalidade passam a ser definidas em convenção coletiva pelo sindicato.

9. As comissões e/ou gorjetas serão incorporadas ao salário fixo para efeito de rescisão?

A gorjeta não é incorporada ao salário, ela é considerada remuneração e deverá ser destacada no contracheque. As retenções previstas na nova lei para cobrir os encargos previdenciários, sociais e trabalhistas são suficientes para arcar com os mesmos, computados aí todos os custos demissionais, inclusa a multa do FGTS. Por integrar remuneração e não o salário, as gorjetas não servem de base de cálculo para parcela de aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado.

Fonte: http://blog.fispalfoodservice.com.br/9-perguntas-para-entender-nova-regulamentacao-da-gorjeta/

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Como controlar as vendas de cartão de crédito em seu restaurante

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A gestão de um restaurante é uma das atividades que mais exigem da versatilidade do administrador, afinal a sua atenção deve estar voltada diariamente para o controle do estoque, a liderança da equipe e a gestão financeira do empreendimento. Após uma longa jornada de operação no restaurante, mesmo após o apagar das chamas dos fogões, o administrador é uma das peças que ainda permanece no estabelecimento para fechar o caixa, conferir os lançamentos e por muitas vezes se debruçar em meio a tantos papéis em busca das diferenças de caixa.

Um dos grandes segredos dos restaurantes de sucesso está no controle, por este motivo a conferência do caixa deve ser diária para que as diferenças sejam encontradas, corrigidas e se possível evitadas. Entretanto o grande volume de transações diárias pode colaborar para que erros e informações se percam durante o processo, dentre eles a conferência dos lançamentos de cartões de crédito e vouchers. Sem sombra de dúvidas a principal modalidade de pagamento utilizado no mercado é o cartão, pois além de facilitar, oferece segurança para o cliente final, entretanto para o administrador nem sempre é simples identificar se as vendas realizadas via cartão foram devidamente registradas, além disso o grande volume de papeis não colabora em nada no momento de conferir os lançamentos.

A GR foi em busca de soluções que poderiam facilitar a vida do administrador neste processo de conferência e descobrimos que há soluções que podem trazer bastante praticidade para o dia-a-dia do seu negócio. Uma novidade encontrada no mercado foi o aplicativo Tiquei, uma solução que agrega todas as informações das operadoras de cartão em um único local. Em entrevista ao nosso portal, o gerente de Negócios Digitais da Accesstage, empresa desenvolvedora do Tiquei, nos explica melhor sobre o funcionamento do aplicativo.

tiqueiGR: o que é o Tiquei?

Gleison: “.. O Tiquei é um aplicativo que consolida todas as informações de vendas e recebimentos por cartão de crédito, débito e vouchers em um único local. O app utiliza como fonte de dados, as informações geradas pelas próprias operadoras com as quais cada cliente trabalha.”

GR: Como surgiu a ideia de desenvolver um aplicativo como o Tiquei?

Gleison: ”Essa ideia foi de nosso CEO, que queria aproveitar o Know How da empresa em conciliação de vendas por cartão e levar essa tecnologia para o pequeno varejo de forma simples.

GR: De que forma esta consolidação de informações é importante para o cliente que utiliza o Tiquei?

Gleison: “Além de auxiliar o comerciante na gestão financeira de seu estabelecimento, nossos clientes registraram um ganho de tempo de aproximadamente 40% nas tarefas de controle das vendas realizadas com cartões de débito, crédito ou vouchers e na previsão de recebimento. O app tem uma utilização muito intuitiva, as informações são disponibilizadas com poucos cliques e na palma da mão. Pelo próprio smartphone o cliente confere as vendas realizadas por todas as bandeiras de cartões de crédito e débito sem precisar somar os tickets do caixa ou acessar o site de cada uma das operadoras para conferir os extratos de lançamento. No final do dia basta comparar a relação de vendas do caixa com os dados informados no app do Tiquei. É fantástico!!”

Os gestores contemporâneos possuem uma rotina com foco na produtividade e na gestão eficiente do seu negócio. O surgimento de soluções inovadoras, como o Tiquei, que utilizam dados na nuvem e disponibilizam para o cliente informações rápidas e objetivas tem colaborado bastante para a evolução no modelo de gestão de negócios gastronômicos, como restaurante e bares.

 

Banco de horas: Como implementar no seu restaurante

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Você sabe o que é o banco de horas? É um sistema legal, que está dentro da legislação trabalhista, para compensar as horas extras — feitas pelos funcionários — com folgas. Isso pode ser conferido no artigo 59 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), depois que a Lei 9.601 foi homologada em 1998.

Na época, essa flexibilização foi de extrema importância já que o país estava passando por um regime de recessão econômica e, por isso, o banco de horas passou a ser uma alternativa para manter o trabalhador dentro da empresa sem ter a necessidade de demiti-lo.

treinamento restaurante

Esse regime de compensação de horários se tornou tão bom que, mesmo depois que o cenário econômico melhorou, a lei continuou em vigor, e milhares de empresas hoje em dia trabalham com ele.

Se você quiser saber como implementá-lo no seu restaurante, continue por aqui que nós vamos te dar algumas dicas!

1. Verifique se esse regime é o ideal para seu restaurante

O banco de horas é muito bom, mas ele precisa se adequar às necessidades da empresa. Ele pode ser utilizado, por exemplo, em situações em que o fluxo produtivo está abaixo do normal e é possível dispensar o funcionário antes do horário. Assim, essas horas não trabalhadas podem ficar num banco de horas para quando a empresa estiver num período de alta produtividade.

2. Converse com o sindicato

O banco de horas é um sistema diferente da compensação simples, que pode ser feita de forma individual. Nesse caso, os responsáveis da empresa precisarão entrar em contato com o sindicato para realizar a negociação das normas que serão aplicadas: horários, períodos de compensação, valor da hora trabalhada e outros direitos.

Porém, é preciso ficar atento para alguns detalhes que existem na lei. Por exemplo, alguns tipos de trabalhadores não podem fazer parte do banco de horas.

Os que trabalham em atividades insalubres ou perigosas (a não ser que haja autorização da autoridade de segurança e higiene do Ministério do Trabalho) ou os trabalhadores que ainda têm menos de 18 anos de idade são alguns exemplos.

3. Fique de olho na lei

Além do fato de que alguns grupos estejam impossibilitados de trabalhar nessa modalidade de compensação, há outros requisitos que devem ser respeitados para que o contrato com o sindicato esteja devidamente de acordo com o que exige a lei. Sendo assim, você precisa seguir alguns requisitos:

  • a jornada de trabalho máxima é de até 10 horas, exceto para os trabalhadores que trabalham em regime de escala;
  • jornada semanal de no máximo 44 horas;
  • a compensação de horas deve ser realizada em até 12 meses;
  • o empregado tem o direito de acompanhar o seu saldo no banco de horas;
  • deve ter previsão em acordo coletivo ou convenção.

Caso a quantidade de horas não for compensada dentro do período de 1 ano, as que ainda restarem devem ser pagas em dinheiro aos funcionários.

Gostou de saber mais sobre o banco de horas? Comente este post e conte para a gente como você pretende implementar essa modalidade no seu restaurante!

Fonte: http://blog.infokings.com.br/banco-de-horas-saiba-como-implementar-no-seu-restaurante/

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