Gerenciamento

Restaurantes driblam a crise adotando sistemas de delivery

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O momento delicado pelo qual passa o nosso país, com o aumento da energia elétrica, água, transportes e outros custos básicos da nossa economia reflete diretamente no bolso do consumidor. Quem trabalha com alimentação fora lar como restaurantes, bares e similares também já notou a mudança no volume de vendas. O orçamento do consumidor já não permite tantos restaurantes como antes e mesmo quando decidem visitá-los agora estão mais seletivos em suas escolhas.

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Há quem não abra mão de uma boa comida do seu restaurante preferido, mas o gasto com bebidas, taxas de serviços e aquela estendida até mais tarde, pois o papo com os amigos está muito bom, pode extrapolar o seu orçamento e o cliente acaba pensando duas vezes antes de sair de casa.

Foi pensando nisto que diversos restaurantes estão adotando o modelo de delivery como forma de manter seus clientes sempre por perto e ainda garantir o aumento do faturamento. Mas o modelo de delivery já existe a anos, o que o torna eficiente atualmente é a tecnologia atuando como aliada a este modelo.

Web Sites e aplicativos de delivery para restaurantes vem revolucionando este mercado, oferecendo comodidade ao cliente e eficiência para os restaurantes. Lucas Marcomini, coordenador de Marketing da Neemo, empresa fabricante de sistemas de delivery para restaurantes nos explica melhor a funcionalidade e os benefícios que este modelo pode trazer tanto para o cliente quanto para os estabelecimentos.

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“O sistema de delivery é uma ferramenta com funcionalidades muito atraentes, possibilita recebimento de pedidos via website e aplicativo exclusivos do estabelecimento sem cobrança de taxas por pedido, por isso a sua grande aceitação no mercado. O cardápio também pode ser incorporado a um site já existente e até mesmo utilizado como website do restaurante, apresentando detalhes como fotos, descrição detalhada do prato, variações, horário de funcionamento, localização e etc.

O restaurante recebe os pedidos em seu computador com notificações e diversos recursos de gerenciamento e o cliente também acompanha o andamento do seu pedido com o recebimento de notificações via e-mail. O principal benefício é o de explorar um mercado que está em expansão. O aplicativo de delivery tende a aproximar e fidelizar o cliente com o estabelecimento, pois o restaurante pode enviar mensagens promocionais para seus clientes e dispará-las no momento mais oportuno em dias e horários de pouco movimento.” Afirma Lucas.

Podemos observar que o delivery está se modernizando e se adaptando ao cotidiano cosmopolita, trazendo a praticidade na palma da mão, gerando novas oportunidades de negócios para restaurantes que até então não imaginavam explorar este mercado.

Colaboração:
16072015BNEEMO – DESENVOLVIMENTO MOBILE SOB MEDIDA 
Site: http://www.neemo.com.br
E-mail: comercial@neemo.com.br
Tel: (014) 3274-2087

 

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5 dicas para montar uma equipe campeã com um orçamento apertado.

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Se você não pode pagar salários ou bônus exorbitantes para sua equipe, entenda de que outras formas trazer e manter as melhores pessoas do mercado.

A primeira coisa que as pessoas me perguntam depois de ver o time da minha startup costuma ser “como você conseguiu isso?”. Pela lógica, uma empresa tão pequena, nova e com orçamento limitado como a minha não deveria ter tantas estrelas na equipe e no Conselho. Depois de terem me perguntado isso muitas vezes, finalmente cheguei a alguns conselhos para dar a quem quer montar um time campeão mesmo com um budget apertado! Veja a seguir:

1. Comece pelas ambições

É preciso uma quantidade incrível de dinheiro para fazer uma pessoa ambiciosa e inteligente largar tudo o que está fazendo para te ajudar a realizar seu sonho. Se você é uma startup, nunca vai conseguir vencer essa batalha, porque você simplesmente não tem uma quantidade incrível de dinheiro. Em vez disso, encontre maneiras de fazer do seu sonho um sonho compartilhado.

Para mim, isso aconteceu quando meu sonho do Corpo da Paz de ajudar as mulheres na África Ocidental através da moringa — uma árvore local com folhas altamente nutritivas — encontrou o sonho da minha co-fundadora de finalmente criar seu próprio produto alimentício, depois de anos de consultoria em produtos de alto consumo. Para outro co-fundador, era uma chance de testar seu sonho de conectar as pessoas em todos os continentes usando a tecnologia para contar histórias interessantes.

VOCÊ VAI TRAZER PESSOAS INCRÍVEIS PARA O SEU TIME SE CONSEGUIR MOSTRAR COMO AS AMBIÇÕES PESSOAIS DELAS VÃO AO ENCONTRO DAS AMBIÇÕES DA EMPRESA.

2. Consiga os jogadores certos para as posições certas

Nas startups, como em um time de futebol, há vários jogadores em várias posições. A chave é designar a posição certa para cada jogador para que você aproveite o ponto forte de cada um.

Eu sou uma pessoa que vê as coisas como um todo — a maioria dos CEOs é. Sou ótima para montar uma estratégia abrangente, mas não sou tão boa assim para definir os detalhes. Um dos meus co-fundadores é craque em operações, mas tem dificuldade em prever o futuro. Ao reconhecer isso, somos capazes de montar planos coesos, cada um fazendo aquilo em que é bom.

Nem sempre é fácil, afinal, fazer isso corretamente requer que todos admitam suas fraquezas. Mas eu tento assumir a liderança expondo minhas próprias fraquezas e construindo uma cultura de vulnerabilidade profissional.

3. Incentive o debate

Depois de um retiro com a empresa, um novo membro do time comentou sobre como era interessante ver os quatro membros da nossa equipe de gestão se envolverem em debates acalorados numa hora e, na outra, jantarem juntos felizes, como se nada tivesse acontecido.

Às vezes, nós dizemos que brigamos como irmãos pequenos: de maneira feroz, mas sabendo que, no final da discussão, ainda vamos querer brincar juntos. As discussões podem ser cansativas sim, mas eu não queria que fosse diferente. Nós discutimos porque todos nós queremos construir uma empresa incrível e duradoura, por isso queremos encontrar a melhor solução para chegar lá.

4. Crie uma cultura de gratidão

Não há nada pior do que sentir que ninguém está reconhecendo seu trabalho duro. As grandes multinacionais reconhecem o trabalho duro de seus colaboradores com bonificação; as startups, com pouca grana, precisam reconhecê-lo através do elogio em público.

Na Kuli Kuli levamos essa ideia a sério, iniciando nossas reuniões com reconhecimento, em que todos circulam pela mesa agradecendo cada pessoa presente por algo de excepcional que fizeram ou têm feito. Nos retiros da nossa empresa, fazemos uma versão mais longa desse ritual, que chamamos então de “mexido da gratidão”, em que cada um de nós fala por alguns minutos sobre por que nós somos gratos por ter cada pessoa na sala.

5. Nunca se esqueça do seu porquê

Na Kuli Kuli, a nossa visão é permitir que todos tenham acesso a fontes de alimentos nutritivos como a moringa. Muitas vezes, citamos a nossa visão em tomadas de decisões da empresa. Isso nos ajuda a permanecer fiéis à nossa marca, ao mesmo tempo em que nos lembra de por que nós começamos esse trabalho.

Em algum momento, espero poder compensar todas as pessoas na minha equipe com salários altos e bônus. Mas mesmo quando esse dia chegar, eu ainda pretendo viver segundo essas diretrizes para criar uma equipe bem-sucedida, trabalhadora e feliz por estar aqui toda semana.

Por último, queria saber de vocês: qual é a melhor dica que você já ouviu sobre montar uma equipe campeã?

Lisa Curtis é fundadora e CEO da Kuli Kuli

Fonte: https://endeavor.org.br/equipe-orcamento-apertado/

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Quer automatizar seu negócio? Leia antes o manual sobre as soluções fiscais em seu estado.

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A AFRAC (Associação Brasileira de Automação Comercial)  elaborou um manual que traz diversos esclarecimentos sobre as soluções fiscais em todo o brasil. Para quem pretende automatizar seu restaurante, bar ou lanchonete vale conhecer detalhadamente como funciona a automação comercial no seu estado e quais os direitos e obrigações para o seu negócio. Para fazer o download do manual basta clicar aqui.

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5 dicas para ter um bar temático e superar a concorrência

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Muitas pessoas sonham em abrir o próprio bar. Mas como fazer com que seu negócio chame mais atenção do que a concorrência? No ramo da alimentação fora de casa, por exemplo, são mais de um milhão de estabelecimentos espalhados pelo país, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

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Para Alessandro Saade, professor do Master em Empreendedorismo & Novos Negócios da Business School São Paulo (BSP), o setor de bares sempre está aquecido. Mas e a crise? “Nesse contexto, tem um pessoal animado e outro desanimado. O desanimado é aquele que está tentando fazer o que sempre fez, com as mesmas promoções e estratégias. Já o animado é aquele que oferece algum tipo de engajamento. Se você tem esse vínculo com o cliente, seu mercado está sempre bom”, diz o professor.

De acordo com Saade, é importante para toda empresa ter um propósito para se destacar. “Esse é o grande segredo da longevidade. Se você está montando o bar só pra ganhar dinheiro, provavelmente ele não vai durar. Se você quer que as pessoas se divirtam e tenham bons momentos, ele ficará por muito tempo. Faça com que as pessoas sintam vontade de voltar – e há muitas maneiras de fazer isso”.

Como exemplos de bares que investem em produtos ou serviços diferentes, entrevistamos Lucy Raposo, sócia do bar e luderia Ludus; Tiago Almeida, fundador do bar de cultura geek GIBI; e Verónica Goyzueta, sócia do Tubaína Bar, especializado na bebida. Veja as dicas que eles deram para quem quer ter um negócio de sucesso no ramo:

1. Coloque alguma paixão sua no negócio

“Entrei no GIBI pensando que gastava mais tempo no trabalho do que com meus hobbies, e então levei o hobby para meu negócio”, conta Almeida. “Não adianta simplesmente abrir porque é uma oportunidade e porque tem um ponto bom. Se você não gostar, irá acordar insatisfeito todo dia”, diz o empreendedor. “É preciso ter um diferencial até para captar os sócios. Se não houvesse uma ideia diferente, eles nem queriam colocar dinheiro em um bar”.

Verónica também incorporou uma paixão sua na hora de montar o Tubaína Bar. “Quando pesquisamos e vimos que não tinha nada parecido, ficamos muito felizes. Acho que o bar foi interessante porque resgatou a imagem das tubaínas e tirou essa ideia de que é algo de baixa qualidade, o que não é”, diz. “A gente sempre pensou em não fazer uma coisa que tem em todo bar”.

Lucy conta que, na adolescência, sempre costumava jogar com tabuleiros na companhia de um amigo. “Fomos crescendo e comecei a importar os produtos, chamando uma galera maior. Até que, um dia, a gente resolveu abrir o bar”, relata a empreendedora.

2. Tenha um menu inovador

O Tubaína possui mais 30 rótulos de refrigerante no cardápio. Mas Verónica conta que tenta inovar também na comida. “Se a gente prepara uma pamonha, por exemplo, a gente faz pamonha frita. Se a gente faz um estrogonofe, faz um com carne de sol. Temos também coxinha de feijão e um cardápio para veganos e vegetarianos”.

No GIBI, quando há algum filme, jogo ou série do momento, o bar desenvolve drinks temáticos sobre o assunto. “Os ingredientes ou o visual da bebida têm a ver com personagens. As pessoas ficam tentando descobrir as referências”, conta Almeida.

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3. Ofereça um serviço diferenciado

No caso do Ludus, o bar tem como diferencial e foco os jogos de tabuleiro. “Hoje, nós temos mais de 900 títulos, além de monitores para os jogos. Isso você não consegue do dia para a noite”, afirma. Com o valor da entrada, o cliente pode jogar quantos jogos quiser pelo tempo em que permanecer na casa.

“Fazemos bastantes eventos temáticos no GIBI. Recentemente, fizemos uma semana inteira de Star Wars, com trilhas do filme na jukebox e colocando os filmes para passar”, conta Almeida. 

4. Invista em um ambiente especial

Para atrair consumidores, empreendedores precisam investir na decoração. “Dentro do bar, há algumas coisas inusitadas. Tem um tapete no teto, por exemplo. São coisas que chamam os clientes. O bar tem um ar de casa, de interior, e isso que faz com que as pessoas tenham vontade de ir”, explica Verónica.

A decoração do GIBI começou com os bonecos que o próprio Almeida colecionava. “Depois, fui procurando tudo que é tecnologia que poderia implementar, como uma jukebox virtual, que dá para escolher a música que vai tocar pelo celular. A gente também tem outras peças interativas, como luminárias em que você bate embaixo, como no jogo do Mario [personagem da Nintendo]. Os clientes fotografam muito o ambiente e vira algo meio viral”, conta.

5. Lembre seus clientes de que seu negócio existe

Não basta apenas ter um lugar com comida, decoração e serviços inovadores: é preciso sempre investir em divulgação. Lucy afirma que a divulgação da Ludus começou no boca-a-boca e esse é o forte do bar, mas que, hoje, usa as redes sociais como um complemento dessa estratégia.

Já Verónica afirma que investe em novas ações o tempo inteiro. “Estamos sempre fazendo uma estratégia de marketing para que as pessoas tenham vontade de vir, criando eventos, fazendo com que as pessoas lembrem que ele está aberto”.

Fonte: EXAME

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Com reajustes, restaurantes e bares ‘se viram’ para atrair clientes

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Tendência é que movimento caia ainda mais com a proximidade do inverno.
Dificuldades acabam refletindo em atendimento, disse sindicato do setor.

Restaurantes e bares de Presidente Prudente têm transmitido uma preocupação relacionada a queda no movimento, conforme o presidente do Sindicato de Hotéis Restaurantes, Bares e Similares de Presidente Prudente e Região (Sinhores), Rubens Afonso. A situação tem sido registrada nos últimos meses devido a crise econômica no país.

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Com os fatos, os estabelecimentos precisam buscar meios que atraiam a população. “Nunca a criatividade foi tão explorada no setor”, afirmou o presidente do Sinhores. “O pessoal tem tentado manter os preços antigos no cardápio, levar novidades ao público em bons preços, trabalhar com materiais mais em conta, além das promoções e atrativos”, exemplificou.

Outro fator que os empresários têm investido é a música ao vivo. “Tem locais que nem estão cobrando o couvert artístico para atrair ainda mais as pessoas”, comentou Afonso. “Não resolve mas ameniza o problema”.

Mesmo com tantos atrativos, a preocupação dos estabelecimentos se mantém devido a instabilidade econômica. “Os custos em geral, como a energia, aluguel e folhas de pagamento, aumentaram muito e acabam até gerando demissões, o que já tem acontecido”, comentou Afonso.

Ainda segundo o presidente do Sinhores, “às vezes vemos estabelecimentos lotados, mas não vemos a angústia dos funcionários para manter o padrão de qualidade”. “Esses fatores acabam refletindo, inclusive, no atendimento dos funcionários”, concluiu.

Proprietário de um estabelecimento na Rua Júlio Prestes, no Jardim Aviação, Gabriel Amaral comentou que nos últimos três meses o houve uma queda de 30% no movimento, se comparado ao mesmo período em 2014. “Temos feito promoções para atrair os clientes, isso ajuda um pouco”, disse. “Mas com tantos aumentos no valor de produtos, contas de energia e água, a gente tem deixado de ganhar para não repassar ao consumidor final”.

Amaral ainda acrescentou que “acredito que o pessoal está com medo de uma crise [econômica] pior”. “Agora com o inverno chegando a tendência é cair ainda mais o movimento, para atrair o público nesta época a gente costuma fazer caldos”, comentou. “Se a pessoa não souber levar o negócio é perigoso fechar”.

O proprietário de outro estabelecimento, este localizado na Avenida Juscelino Kubitschek, na Cecap, Flavio Henrique de Souza, relatou ao G1 que, de fato, as pessoas estão gastando menos. “Em vista do ano passado, esse ano caiu bastante o movimento, principalmente no meio da semana” comentou.

Ele ainda disse que a situação traz algumas dificuldades. “Cai o movimento, os produtos sobem e as contas acabam atrasando”. Para amenizar e atrair mais pessoas, Souza afirmou que está planejando levar novidades para os clientes.

Fonte: http://g1.globo.com/

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Para driblar a crise e atrair clientes, bares e restaurantes cortam ingredientes caros e adotam meia-porção.

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Criatividade vira ingrediente principal para manter as mesas ocupadas

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RIO – Em tempos de vacas magras, é preciso criatividade. Aumentos na conta de luz, aluguel e folha de pagamento, somados a consumidores mais seletivos na hora de abrir a carteira, têm forçado bares e restaurantes a criar estratégias para atrair clientes e reduzir custos. As soluções variam de horários estendidos de happy hour a corte de ingredientes nobres do cardápio.

A presença minguada da clientela já se faz sentir no setor em geral. Mas é nos locais onde os preços já são um pouco mais altos que a queda no faturamento tem sido maior. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), nacionalmente, nos estabelecimentos onde o valor médio das vendas supera os R$ 30 houve um recuo de até 7% nos primeiros três meses do ano em relação ao mesmo período de 2014. Nos locais onde a conta fica abaixo desse patamar, houve leve crescimento, de 3,5%.

— Existe uma migração do consumidor de alto padrão que ia ao restaurante A e agora vai ao B, mais em conta. Se é um restaurante que não atende a trabalhadores, não está numa região verticalizada, sofre mais. O local que só é frequentado como opção de lazer, à noite, está sofrendo mais — aponta Erika Fisher, sócia-diretora da agência MXK9, especializada em marketing para bares e restaurantes.

Segundo Erika, alguns estabelecimentos de São Paulo registraram queda no faturamento de até 30%:

— É o momento de fazer uma economia que antes não existia. Economizar insumos, energia, água e ter uma preocupação constante com o estoque para não gerar desperdício. O que não se vende é melhor tirar do cardápio.

SAI O CAMARÃO, ENTRA A CAVAQUINHA

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De olho nos gastos, os franqueados da rede de pizzas e massas Patroni vão oferecer, a partir deste mês, um cardápio com 77 itens a menos. Segundo a rede, os produtos tinham baixa procura e aumentavam o custo de estoque. Já o francês Chez L’Ami Martin, em São Conrado, trocou itens do cardápio para manter preços atraentes, inclusive o do almoço executivo a R$ 52, que aumentaria para R$ 72 caso tivesse reajuste proporcional à alta dos alimentos. A solução foi substituir o camarão por peixes e crustáceos frescos, como cavaquinha e lagostim, mais em conta nesta época. No menu de sobremesas, foi incluído o caqui, que teve boa safra.

— Estamos com um teto bloqueado. A matemática do reajuste não combina com o bom senso. Não dá para vender filé mignon a R$ 120, risoto de camarão VG a R$ 130. A situação está caduca. É melhor preservar os preços, cuidar da qualidade e, quando as coisas melhorarem, o cliente não vai esquecer. Este é o momento de ser mais simpático ainda no atendimento, deixar o cliente trazer o vinho, dividir o prato, trocar a guarnição. É uma questão de bom senso e de ser gentil — aposta o chef Pascal Jolly.

Nos últimos 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 10,47% nas refeições em restaurantes, acima do índice geral no período, de 8,17%. De janeiro a abril, a inflação já acumulou alta de 4,16% para este item do orçamento.

No Rio, para não aumentar os preços, o espanhol Entretapas decidiu unificar a cozinha de suas três unidades na Zona Sul. Os alimentos serão pré-preparados por uma mesma equipe e em um mesmo ambiente, no Ibérico, buscando reduzir gastos em até 10%.

— Essa economia será absorvida pelo aumento de custos. Não vamos sair ganhando. Vamos ter menos despesas com energia e uma equipe mais ajustada. Com custos menores, podemos manter os preços numa realidade de aumento de matéria-prima, principalmente dos produtos importados que usamos — explica o sócio Antonio Alcaraz. — Realmente, nos últimos meses, estamos vivenciando uma mudança no comportamento de consumo. As pessoas estão mais cautelosas na hora de fazer determinadas despesas.

O restaurante também criou um happy hour entre o almoço e jantar, com doses duplas de bebidas, e vai oferecer o sexto almoço executivo grátis para os clientes fiéis, além de um menu degustação de segunda a quinta-feira. Foi uma solução similar à encontrada pelo Devassa dos shoppings New York City Center e Rio Design Barra. O happy hour de segunda a quinta-feira foi estendido, com doses duplas de chopes até o último cliente, e a casa também implementou meia-porção para alguns petiscos.

— Sempre trabalhamos com crescimento do faturamento, mas hoje está se fazendo de tudo para não cair. Antes, existia a questão da baixa temporada, sempre criávamos promoções sazonais, mas a ideia agora é mantê-las fixas para fidelizar os clientes — afirma a sócia Renata Chreem, que enfrenta também a baixa de consumidores em centros comerciais.

MENOS PRATOS E BUFFET MAIS BARATO

Aberto em 2012, o Zot Gastrobar, em Copacabana, tomou uma decisão mais drástica. Desistiu de abrir o salão em horário de almoço nos dias de semana, o que fazia desde a inauguração. Agora, as refeições diurnas só estarão disponíveis aos domingos, e com um cardápio mais em conta. O início de ano apertado fez ainda com que o restaurante demitisse dois funcionários e cortasse os serviços terceirizados, como o som ambiente, que antes estava a cargo de uma empresa especializada.

— O custo fixo aumentou muito. A conta de luz dobrou. Não teria como não repassar esse custo para os clientes se não fizéssemos mudanças. Optamos pelo almoço de domingo com um cardápio barato, de massas artesanais e ingredientes da estação, mais frescos inclusive. Também vamos oferecer meias-porções, uma opção para quem quer pagar menos ou provar dois pratos pelo valor de um — afirma a sócia Andréa Svaiter.

A alta de preços tem forçado ainda alguns estabelecimentos a reverem suas operações, tendo em vista vantagens mais generosas para os clientes. O Restaurante Frontera aboliu a churrasqueira na nova filial na Barra da Tijuca, reduziu as opções do buffet de 30 receitas para 16 e investiu em equipamentos de cozinha mais econômicos do ponto de vista energético. Com isso, diminuiu o desperdício com comida de 40kg por dia para até 10kg, e o valor do buffet caiu de R$ 74,90 para R$ 59,90 de sexta-feira a domingo e nos feriados.

— Todos os custos aumentaram, e, com o preço que tínhamos, o movimento de clientes começava a cair. Precisávamos rever o sistema em uso — pondera o chef Mark Kwaks, que comanda a culinária da rede e estima ter reduzido em 25% o gasto com mão de obra na nova unidade.

Para o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio e sócio do Gula Gula, Pedro De Lamare, a tendência é que os restaurantes se adaptem ao modelo internacional de mão de obra, com menos funcionários. A rede de restaurantes montou um plano de fidelidade por meio de um aplicativo de celular, em parceria com a empresa Onyo, que está em fase de testes. O cliente acumula pontos ao consumir, que depois são trocados por descontos.

— As contas estão mais justas, e repassar o custo extra ao cliente está complicado. É melhor diminuir a rentabilidade e manter a base de consumidores do que o contrário — afirma.

Fonte: O Globo

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Motivação eleva a produtividade

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Empregados envolvidos com o negócio rendem mais, são mais rápidos e querem permanecer no emprego por longo período

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Como garantir que os funcionários serão mais comprometidos com o trabalho? Como conseguir que trabalhem com mais agilidade, produzindo mais em menos tempo? Como podem otimizar a operação das tarefas? Para muitos especialistas a resposta é somente uma: motivação. Esse tema ganhou destaque nos últimos anos, com definições e apresentações de diferentes técnicas e fórmulas. No entanto, não há uma “receita de bolo” a ser seguida. Motivar os funcionários é um desafio que requer dedicação do empresário – não é diferente no setor de bares e restaurantes, que tem grande índice de rotatividade nas equipes.

Quem defende essa ideia, aposta que a motivação precisa estar alinhada às necessidades de cada empregado. É um trabalho pessoal e que vai influenciar diretamente na produtividade. Para Andrea Huggard, diretora da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), cada pessoa se motiva por razões e de formas diferentes. Com isso, precisa de estímulos distintos. “A principal conduta para motivar é estar próximo aos funcionários para entender suas demandas – o que pode envolver melhorias na rotina de trabalho e até um maior reconhecimento do trabalho prestado. Muitas vezes, soluções bastante simples podem fazer a diferença”, afirma.

Daniela do Lago, mestre em Administração e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), tem a mesma opinião e ressalta que o primeiro passo para motivar equipes é considerar a individualidade e as expectativas dos empregados. Ela defende um conceito simples: “Motivação não é um estado de espírito e não pode ser confundida com animação. Motivação é motivo para ação. O colaborador tem que ter uma razão para estar ali e fazer seu trabalho da melhor maneira possível”, explica.

Nesse sentido, garçons, cozinheiros, atendentes e gerentes podem ser mais produtivos se o dono do bar ou restaurante souber valorizar e recompensar a atuação de cada um deles. Os principais fatores que interferem diretamente na produtividade e que fazem com que um empregado lento trabalhe mais rápido estão ligados à qualidade de vida dos colaboradores, ao ambiente de trabalho em que estão inseridos, aos benefícios pessoais e às recompensas financeiras.

De acordo com pesquisa realizada pela consultoria especializada em gestão de carreira, Right Management, que entrevistou cerca de 30 mil pessoas de 15 países, (sendo 100 delas brasileiras), a motivação dos colaboradores é uma peça fundamental para o sucesso de um negócio. O levantamento identificou que pessoas motivadas são 50% mais produtivas. Outro estudo, realizado pela Universidade de Harvard foi além e revelou que empregados desmotivados conseguem manter seus empregos, mas rendem apenas de 20 a 30% de sua capacidade de trabalho. Enquanto isso, os funcionários motivados rendem de 80 a 90%.

“Quando o funcionário sente-se privilegiado e gratificado pelo que está exercendo, sua energia é concentrada, o que eleva sua capacidade de produção, bem como a confiança na empresa”, explica a psicóloga Karina Cervi.

Andrea Huggard também destaca a relação íntima entre motivação e produtividade. “Um funcionário motivado quer oferecer mais à empresa porque se identifica com o trabalho. Ele, geralmente, vai além do que é exigido em sua função, porque deseja que a empresa dê certo.”

Rotatividade x motivação

Além dos ganhos em produtividade, o investimento em ações de motivação reduz a rotatividade, problema enfrentado por muitos estabelecimentos do setor de bares e restaurantes. Gestores e empregadores reconhecem que o alto turnover prejudica o bom andamento dos negócios. Afinal, os estabelecimentos precisam dedicar tempo e esforço no treinamento de novos funcionários – que demandam de um a três meses para conseguirem desempenhar suas funções de forma satisfatória – e há os prejuízos decorrentes da redução de produtividade e até mesmo as despesas de acertos trabalhistas.

“É importante que o empresário saiba selecionar e administrar sua equipe, demonstrando confiança e motivação, pois é ele o responsável pelo ritmo, bem-estar e atuação dos funcionários”, alerta a psicóloga Karina Cervi.

Já para Andrea Huggard, mesmo os estabelecimentos de pequeno porte podem investir em ações de motivação para manter um quadro de empregados fiéis. “A conduta motivadora sempre reduz a rotatividade, independentemente do tamanho da empresa. As pessoas sempre procuram trabalhar em lugares onde se sentem apreciadas, entendidas e reconhecidas. Passamos grande parte do nosso dia no trabalho e a ideia é estar em um ambiente acolhedor, sobretudo nos tempos atuais”, conclui.

Fonte: http://www.pa.abrasel.com.br/

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