Investimento

O cliente como chefe

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Com uma abordagem diferenciada, Pizza Makers faz muito sucesso ao propor que os consumidores montem suas próprias receitas

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Na hora de saborear uma pizza, muitas dúvidas costumam surgir em relação aos sabores a serem escolhidos, todos eles já pré-determinados. No entanto, nem sempre é necessário que seja assim. É justamente isso o que propõe o Pizza Makers. Localizado em São Paulo, o lugar tem uma proposta diferenciada: disponibiliza 32 ingredientes para que as pessoas possam selecionar os seus preferidos e, assim, produzir a sua própria receita. Tudo isso com muita rapidez.

“Acredito fortemente que o principal fator diferencial do Pizza Makers é a relação com nossos clientes. O Pizza Makers é um lugar onde queremos que o cliente se sinta especial, onde ele é o chefe e, nós, os executores. Queremos que nossos clientes possam reinventar seus sabores favoritos de pizza”, ressalta Gregorio Machado, proprietário do estabelecimento. “Nosso diferencial está no carinho e na paixão que temos pelo nosso negócio, olhando e cuidando de cada detalhe, com foco no cliente e na capacitação da nossa equipe. O frescor dos alimentos, a qualidade, o sabor, a massa fina e crocante, agregados ao serviço impecável, com preço justo, tudo isso reunido é a nossa receita de sucesso. Acreditamos que o atendimento é a maior prioridade. Queremos sempre que nosso cliente tenha uma experiência incrível em poder montar sua própria pizza do jeito que ele bem entender. Em apenas dois minutos, o produto já está pronto para ser servido”, completa.

Início

Machado relata que a ideia surgiu por meio das experiências dele nos Estados Unidos, no período em que morou no país. Lá, ele observou a existência de vários serviços rápidos e personalizados. Mas as coisas não aconteceram de uma hora para a outra. No ano de 2015, como o profissional já tinha o desejo há muito tempo de ter um empreendimento no ramo alimentar, ele planejou abrir um restaurante mexicano com mais dois amigos de infância, mas o negócio acabou não saindo do papel.

Após pensar em outros tipos de investimentos, como quiosque ou food truck, os planos para o Pizza Makers começaram a nascer. Foi em um jantar de família, em que as pessoas conversavam a respeito do sucesso de marcas que propõem a montagem do próprio prato, que o pensamento voltou-se para o lado da pizza feita pelo próprio cliente.

“Realmente, quando vi a ideia, enlouqueci. Era espetacular, e tive a visão que isso, um dia, seria um case de sucesso. No começo, a ideia era criar somente um quiosque de pizza, mas, com o passar do tempo, fui acreditando cada vez mais, vi o tamanho da oportunidade que tinha em mãos, e decidi pensar maior, sonho grande. Assim, elaborei um Business Plan, nada muito sofisticado, mas com uma visão de cinco anos e um racional econômico/financeiro. Dessa forma, começamos a procura por pontos em shopping. Um ponto importante para transformar o sonho em plano de execução foi sempre procurar especialistas, gente boa do mercado para aterrissar o sonho grande e dar formato a ele. O Emmanuel e a Diris, da Studioino, colaboraram nesse processo.

De uma ideia, um rabisco e várias conversas: assim nasceu o Pizza Makers”, conta ele.

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Êxito

Com uma loja moderna e descolada, o sucesso logo apareceu. De acordo com o profissional, os consumidores têm dado retornos incríveis. “Acho que conseguimos alcançar o que estávamos querendo com o Pizza Makers”, diz Machado.

Diversas pessoas têm sido atraídas pela ideia do negócio, independentemente da idade. São indivíduos que querem produtos frescos e de qualidade, com um atendimento que é impecável. “A pizza é o grande astro, deliciosa, faz um enorme sucesso, além do calzone e saladas, que o cliente também pode montar à sua vontade. O público é bem diverso, desde alguém que queira algo mais leve, como uma salada, ou pizza de massa integral com queijo branco, abobrinha e tomate, ou aquele cliente que quer todos os 32 ingredientes na sua pizza. Outra opção para o cliente é poder escolher as receitas clássicas, preparadas com o mesmo carinho. A massa é um dos segredos do Pizza Makers. O chef Shimura, amigo da família, também ajudou na sua receita. Sendo assim, após várias adaptações e testes, gerou-se a receita exclusiva da massa, preparada e fermentada na loja. Normalmente, o período de fermentação é de 36 horas, o que propicia um sabor inigualável, além da crocância”, ressalta.

E os pedidos dos clientes também costumam ser bastante diversificados. Cada um acaba solicitando uma pizza bem diferente do outro. Para Machado, é justamente essa a diversão da casa, cujo slogan preferido é: sua criatividade, nosso melhor ingrediente.
“Temos visto de tudo, desde clientes que querem uma pizza com cobertura de muçarela de búfula com tomatinhos cereja e azeitonas pretas até o cliente que gosta do sabor do atum com gorgonzola. A expressão do cliente quando a pizza sai do forno é gratificante, pois sente que fez sua obra de arte. Depois que experimenta então, aí, sim, fica muito satisfeito.

Após a pizza sair do forno, o cliente pode colocar ainda rúcula, tomate seco, manjericão, e dar um toque final com pimenta calabresa, orégano, alho picado frito e azeite. Tudo à vontade, ao seu gosto”, destaca ele.

Dia a dia

Ter um negócio como esse, no entanto, também exige saber lidar com os desafios. Um deles, por exemplo, é sempre ter agilidade para que as pizzas possam ser entregues em dois minutos para os clientes. Manter o atendimento impecável e a qualidade e o frescor dos componentes do prato são também desafios citados por Machado. Para isso, há o investimento em muito treinamento e em replicar o modelo todos os dias com a equipe. “O desafio é crescer mantendo a identidade do frescor, da modernidade e da geração Makers”, salienta o profissional, que também fala a respeito dos benefícios de manter um negócio como esse. “A satisfação de empreender é algo que precisa ser experimentado, não tem nada igual. Saber da responsabilidade de servir mais de 2.600 pizzas no terceiro mês de operação é uma realização, além do mais, sem nenhuma reclamação e com muitos elogios. É muito gratificante. Ter uma equipe de nove pessoas felizes e acreditando no projeto, sabendo dos planos de crescimento, tudo isso é muito realizador”, diz.

Para se destacar no mercado, segundo Machado, é necessário que sempre se tenha em mente o fator inovação. Além disso, é importante procurar parceiros e fornecedores que estejam alinhados a essa estratégia e ter foco no negócio. De acordo com o profissional, isso faz com que o modelo possa ser escalado e ter relevância. Ele também destaca que a rentabilidade do negócio é fundamental.

Já para fidelizar os consumidores, Machado conta que três coisas são focadas: o atendimento, que é “exemplar, sempre com um sorriso no rosto e sinergia com o cliente. Entrar na vibe dele faz com que tenhamos uma identificação muito grande”; a qualidade dos produtos, com a exclusiva receita makers e também a paixão pelo o que se faz.

Escolha

Outro fator que contribui para o sucesso do negócio é uma boa localização. Machado relata que a escolha por ponto em shopping foi a oportunidade de servir uma pizza de qualidade a um valor que é justo, de forma rápida e eficiente, em praças de alimentação.

“Hoje em dia, as praças de alimentação são lotadas de hamburguerias, grelhados, comidas japonesas e pratos feitos; reparamos nos shoppings essa lacuna e nos especializamos nisso, fazer a melhor pizza e não simplesmente fazer uma oferta infinita de alimentos e também a pizza”, relata.

Fornos

Além do ponto comercial, os fornos utilizados também contribuem com a qualidade dos alimentos, conforme explica Machado. “Apoiar-se em empresas e fornecedores de alta tecnologia é essencial. Encontramos essa parceria na Prática Produtos, os fornos FORZA se adequaram perfeitamente ao que procurávamos no mercado. Eles são simples de operar, contam com rapidez, robustez e entregam um produto de alta qualidade. Os fornos são o coração da nossa operação, por isso mesmo têm um destaque especial na loja, além da amassadeira e do abridor de disco de pizzas. A Prática nos apoiou e nos apoia”, conta.

Planos

Para este ano, a meta da empresa é a inauguração de mais quatro unidades. Em longo prazo, Machado destaca que pode-se dizer que ela será a maior e melhor rede de pizzaria do Brasil. “A primeira loja foi inaugurada em meados de dezembro do ano passado e, em meados de maio, teremos a inauguração da segunda loja Pizza Makers no Shopping Market Place, do grupo Iguatemi. Vamos cumprir a meta de aberturas de lojas neste ano”, afirma.

Segmento

Para o profissional, o mercado de alimentação fora do lar atualmente está em plena expansão. Ele frisa que os clientes buscam comida boa, de qualidade, com rapidez e atenção no atendimento, tudo isso a um preço justo. “para o Pizza Makers, o olhar é de oportunidade e crescimento”, diz. “A maior dificuldade encontrada principalmente na praça de alimentação de shoppings são as inúmeras ofertas dos demais operadores de alimentação, mas, ao mesmo tempo, é uma oportunidade, porque a grande variedade de opções propicia uma saudável luta para melhor atender os clientes, e é nessa linha que os melhores se destacarão. Acreditamos que, fazendo nosso produto na melhor qualidade possível e sempre visando o melhor atendimento ao cliente, conseguiremos fidelizá-los”, finaliza.

Fonte: http://www.foodservicenews.com.br/o-cliente-como-chefe/

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9 razões para investir na comunicação visual do seu bar

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Um bar precisa ter muito mais do que boa comida e um excelente atendimento para se destacar. Os clientes estão cada vez mais exigentes e se você não investir na comunicação visual para vender a sua imagem, poderá perder muitas oportunidades interessantes para a concorrência.

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Vamos destacar algumas razões para fazer o seu ponta de venda ficar mais atrativo e estabelecer um marketing eficaz.

Mostre sua personalidade

Cada bar tem uma identidade própria, alguma temática a ser explorada. Se o forte do seu negócio for vender petiscos de peixe, por exemplo, poderá investir em uma comunicação visual voltada para o alto-mar, um aquário, pendure um timão na parede, etc. Uma decoração com bumerangues pode ser ótima para criar um ambiente australiano, já se for uma temakeria, pode trabalhar imagem de gueixas, peças de kabuki e outros temas que remetam ao Japão.

Faça uma sinalização adequada

Faça uso da sinalização para indicar onde fica o banheiro, a cozinha, que identifique as mesas por números, mostre a entrada para deficientes, deixe exposto no caixa quais os tipos de cartão aceitos para pagamento, etc.
A disposição das mesas e cadeiras deve permitir acomodar o maior número de pessoas possível e deixar um corredor livre para a circulação de pessoas e garçons.

Se o seu ambiente for grande, poderá utilizar biombos para dividi-lo em dias que estiver com menos clientes (para evitar a impressão de que está vazio) ou retirá-los para dar ideia de amplitude quando estiver lotado.

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Aproveite as redes sociais

Hoje as redes sociais são uma das formas mais baratas e mais eficazes de se fazer o marketing de uma empresa. Os clientes costumam fazer o check-in enquanto esperam pelos pedidos, e se suas paredes forem divertidas e temáticas, eles poderão tirar fotos para compartilhar com os amigos! Portanto, não se esqueça de divulgar a senha da internet, seja no rodapé do cardápio ou junto com a plaquinha de Wi-Fi.

Aprenda a customizar seus acessórios

Não é só nas paredes que a marca deve estar, mas também nos acessórios. Existem muitas ideias simples, mas que dão um toque bastante especial. Em vez de simplesmente levar os talheres, experimente colocá-los em pequenos envelopes compridos com desenhos que remetam ao seu logo. Os jogos americanos personalizados, os copos e os guardanapos também devem combinar com a decoração do seu ponto de venda.
A empresa Starbucks lançou recentemente uns copos vermelhos para comemorar o Natal e virou assunto nas redes sociais, tanto por sites de notícias quanto pelas fotos de pessoas que foram até a loja comprar uma bebida quente em pleno período de calor. Ótima ideia de marketing, não?

Realize promoções e divulgue

Vai fazer algum evento e quer informar os seus clientes? Deixe um pequeno cubo com a informação sobre a mesa, deixe um panfleto solto dentro do cardápio. Motivos para fazer uma comemoração não faltam.
Convide seus clientes para assistir a uma partida de futebol e ofereça chopp em dobro até as 18h00. Happy hour com mariachis para o seu bar mexicano. Que tal montar um totem com o “Ligeirinho” nesse dia?

Existem no mercado diversas opções de displays automontáveis, como os oferecidos pela Faster Displays. São estruturas com uma imagem impressa que podem ser rapidamente montadas ou desmontadas, leves e facilmente transportáveis.

Podem ser usados para falar sobre o menu do dia, alguma comemoração especial, uma urna para participação em um sorteio ou até mesmo deixados na entrada para que sejam vistos da rua. Assim os clientes ficarão sabendo da “noite parisiense”, do “dia do nordeste” e da promoção de “brigadeiros gourmet”.
No balcão, deixe um cartãozinho com os horários de funcionamento, telefones e endereços nas redes sociais. Afinal é do seu interesse que o seu negócio seja conhecido, certo? Portanto, não deixe de divulgá-lo. Acompanhe neste post algumas dicas de como fazer isso.

Faça cardápios chamativos

O cardápio é a primeira coisa que o cliente vai pedir assim que chegar ao seu ponto de venda e, felizmente, é onde a criatividade não tem limites.

Vejamos alguns exemplos: um cardápio em forma de pizza; escrito em alemão (com tradução para o português, claro) para um bar especializado em salsichões; uma tábua de carnes para quem vende espetinhos; no formato de cartas de baralho, etc.

Outra forma de variar é atribuir nomes aos pratos: um sanduíche “Pernalonga”; uma porção “Piratas do Caribe”; um suco de “Morancaxi”, ou seja, deixe a imaginação fluir e brinque com os seus clientes.
Adesive suas paredes, coloque almofadas

Uma combinação de cores adequada pode criar um ambiente mais descontraído, mais informal, dependendo da sua intenção. Adesivos são uma forma simples e barata de facilitar uma decoração temática. As paredes podem parecer um jornal, várias histórias em quadrinhos ou até mesmo uma praia.
Não são somente os restaurantes japoneses que podem ter almofadas no chão. Um ambiente mais jovem pode aproveitar essa ideia, com futons despojados, por exemplo. Se tiver espaço, poderá colocar até uma mesa de sinuca e um jukebox.

Trabalhe sua equipe

Para o que marketing do seu negócio tenha efeito, envolva sua equipe de trabalho. É simples recolher um guardanapo que caiu no chão, ser cordial e simpático com o cliente e evitar aborrecimentos. É preciso manter o local limpo.

Além disso, forneça uniformes para garantir um padrão de cores, fortalecendo a comunicação visual com o seu público — se possível, uniformes temáticos. Não precisa ser nada de complicado, um simples chapeuzinho de marinheiro, um garçom ao estilo gaúcho para servir as carnes, um pizzaiolo italiano na cozinha, por exemplo.

Venda-se

Qual o objetivo do seu ponto de venda? Vender! É por isso que investir em comunicação visual é essencial para que o seu bar seja conhecido e consiga se destacar em meio de tantos outros concorrentes.
Antes de saber se a comida é boa, o cliente vai sentir o ambiente, ver se o local está limpo, se a decoração combina, se o atendimento é adequado. Permita que essa experiência seja agradável.

Deixe que divulguem nas redes sociais, anuncie suas promoções, informe os horários de atendimento ao público e interaja. Totens oferecem um excelente custo-benefício, pois a montagem é rápida, ocupam pouco espaço e são personalizáveis. Ajudam a divulgar as promoções e difundir a sua marca.

Esperamos que essas dicas tenham sido importantes para o seu ponto de venda. Deixe o seu comentário e envie sugestões!

Fonte: https://www.petink.com.br/9-razoes-para-investir-na-comunicacao-visual-do-seu-bar/

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De garçom a dono de restaurante

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Seu Trasso chegou ao País sem falar português, mas superou essa e outras dificuldades para vencer no Brasil

É com a sabedoria de quem já viveu um pouco de tudo na vida que Thrassyvoulos Georgio Petrakis, 95 anos, administra o Acrópoles, uma espécie de templo da gastronomia grega no Brasil. Há 53 anos, seu Trasso, apelido adotado para facilitar o contato, é responsável pelas receitas que atraem centenas de pessoas ao Bom Retiro, um bairro de São Paulo. Fiel às tradições gregas, o empresário conquistou o paladar de políticos, artistas e obteve fama mundial.

treinamento restaurante“Não esperava tanto sucesso. Mas é muito compensador quando as pessoas pedem para eu mesmo ir para a cozinha fazer uma salada”, conta.

A popularidade do Acrópoles é grande, mas por trás desse reconhecimento não há mistérios: existe, sim, muito trabalho, dedicação e o envolvimento de seu Trasso, que não abre mão de participar da rotina do estabelecimento.

Por volta das 7h30, o empreendedor já está no batente. Sua jornada de trabalho é extensa e contempla praticamente todas as funções que permitem ao restaurante funcionar sete dias da semana. Ele vai ao mercado para assegurar a qualidade dos ingredientes, coordena a cozinha, prepara pratos, atua como garçom e ainda bate papo com os clientes.

“Se você quer ter qualquer tipo de negócio, precisa permanecer no local”, ensina.

Seguindo um modelo de gestão peculiar, onde a percepção se sobrepõe aos ensinamentos da escola – ele estudou apenas três anos –, o imigrante iniciou sua trajetória como garçom do restaurante que hoje é dono. “Aprendi tudo o que podia e me envolvia em todas as atividades. Com o tempo, acabei me tornando sócio e depois proprietário”, relembra.

Para tornar o Acrópoles referência gastronômica em um mercado com tantas opções como o de São Paulo, o grego não seguiu uma cartilha pronta. Foram os erros e acertos que o ensinaram. Mais do que isso. Sua trajetória permeada de obstáculos – ele chegou ao País sem falar o idioma – o ensinou a valorizar o poder da superação.

“O mais importante em um restaurante, além da qualidade, é o serviço. Para dar certo é preciso saber o que o cliente deseja e isso a gente descobre conversando com eles”, recomenda.

De forma ativa, lúcida e original, o empresário ensina uma das filhas a conduzir o restaurante. As dificuldades são encaradas sempre com muita paciência e sabedoria. “Quando alguém fala algo que não gosto, fico quieto. Dependendo da reclamação, finjo que não escutei”, conta. E foi assim que seu Trasso se esquivou de falar sobre o fechamento da filial do Acrópoles, um negócio concebido com a ajuda da filha. “Não deu certo”, resume, desviando em seguida para algo mais ameno. “O importante é que eu me divirto muito trabalhando.”

O que acertei
Oferecer serviço de qualidade todos os dias. Se um cliente chega ao Acrópoles deve ser sempre bem atendido. Isso é levado a sério pelo restaurante e vale até mesmo para uma pessoa que pede apenas para usar o banheiro. A filosofia do restaurante, não por acaso, é saber que aqueles que são bem recebidos, voltam.

O que errei
Abrir uma filial do restaurante em um bairro nobre de São Paulo.O negócio foi criado com a ajuda da família, mas não replicou o sucesso da matriz, que funciona no Bom Retiro. Seu Trasso não fala muito sobre o episódio, prefere destacar que no empreendedorismo é importante fazer aquilo que se gosta.

Uma dica
Para abrir um restaurante, a pessoa precisa desenvolver uma experiência mínima no segmento. Antes de entrar no ramo, o empresário diz que já tinha trabalhado com o setor na Grécia. Seu Trasso ensina também que é preciso monitorar todas as áreas que permitem ao local funcionar bem durante todos os dias da semana.

Fonte: http://pme.estadao.com.br/noticias/casos-de-sucesso,de-garcom-a-dono-de-restaurante,1947,0.htm

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A felicidade de ser dona do próprio restaurante

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Quando era ‘meninoca’, como ela diz, Felicidade não gostava muito do seu nome. Até tentou que as pessoas a chamassem de Conceição (sobrenome por parte de mãe), mas não pegou. Hoje, com 89 anos, a empreendedora está sempre sorrindo no restaurante que foi batizado em sua homenagem.

 

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O Dona Felicidade vai completar 18 anos em dezembro e atende uma média de 4 mil pessoas por mês em São Paulo. Ao servir pratos simples, mas que prezam pela qualidade, o local vende 500 feijoadas e 350 quilos de bacalhau por mês.

As receitas da Dona Felicidade foram responsáveis pelo direcionamento do negócio da família. Quando casou, em 1945, com Manoel Bastos, o marido não queria que a mulher trabalhasse e sempre manteve outras atividades com sócios. “Minha vontade sempre foi ter um negócio nosso. Ele não me aceitava atrás de um balcão, mas foi atrás do balcão que nós crescemos”, lembra a empresária.

 

O primeiro negócio foi uma mercearia, que ficou instalada em dois lugares antes de alcançar o reconhecimento com o nome de ‘Pé pra fora’. O casal e os cinco filhos moravam na parte de cima e os pratos que Dona Felicidade levava para o marido almoçar começaram a chamar a atenção dos clientes. O jeito foi descer o fogão para atender a demanda do consumidor.

De bar e mercearia, o local passou a servir refeições e ganhou ainda mais fama. Depois da morte do patriarca em 1986, Dona Felicidade e dois filhos, Sérgio e Toninho, ainda continuaram oito anos na administração até venderem o ponto.
A mudança para a Vila Romana foi feita em 1996 com a inauguração do restaurante Dona Felicidade, em um espaço oito vezes maior que o anterior.

“Meu pai dizia: o cliente podia reclamar do preço, mas não podia reclamar da comida. Porque o dia que ele tiver dinheiro ele volta e come. Mas se ele reclamar da comida, nem com dinheiro ele volta”, lembra Sérgio. Atualmente, o local conta com a supervisão e simpatia de Dona Felicidade diariamente. “Eu adoro isso aqui. Eu vou ficar sozinha em casa fazendo o que? Prefiro lidar com gente”, afirma a empreendedora.

Um acerto
Para Dona Felicidade, o acerto foi ela ter insistido com o marido para o casal abrir um negócio só deles. A vontade existia desde o casamento, mas Manoel não queria que a mulher trabalhasse. “Ele não me admitia atrás de um balcão, mas foi atrás do balcão que nós crescemos.” A primeira empresa foi uma mercearia e o sucesso veio com os pratos preparados por ela.

Um erro
Mãe e filhos não apontaram um erro que comprometeu gravemente o negócio. Sérgio afirma que eles sempre tiveram o pé no chão e agiram com cautela. “Demos umas cabeçadas, não acertamos tudo. Tivemos erros de percurso que foram corrigidos na rota, nada que prejudicasse. Conforme eles foram acontecendo, nós fomos acertando”, afirma Toninho.

Uma dica
A família nunca pensou em mudar de segmento. Depois de seis anos com o restaurante Dona Felicidade, eles aproveitaram uma oportunidade e abriram o bar Tiro Liro. “Não é tudo mil maravilhas. Quem quer entrar no ramo terá que se dedicar e trabalhar muito”, afirma Toninho. “Não existe zona de conforto. A concorrência está aí”, completa Sérgio.

Fonte: http://pme.estadao.com.br/noticias/casos-de-sucesso,a-felicidade-de-ser-dona-do-proprio-restaurante,5108,0.htm

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Colabore com a nossa Pesquisa

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A GR está realizando uma pesquisa sobre Métodos de Ensino na Gestão de Restaurantes. Se puderem colaborar com nossa pesquisa o link segue abaixo, só leva 1 minutinho. Desde já agradecemos a colaboração de todos

Responda à pesquisa  clicando aqui ou copie e cole o link a seguir em seu navegador.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScy7Lj6GWGRG7kl9ZKpAfXubUKdNnIEFZMc4qyRjLkcE7JVhA/viewform

Jovem abre 2º restaurante em meio à crise e comemora sucesso em Cuiabá

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Irapuan Carvalho inaugurou o 1º negócio aos 23 anos e 4 anos depois, o 2º. Ele tem uma tapiocaria e um bistrô que serve comida nordestina e cuiabana.

 O empresário Irapuan Carvalho, de 28 anos, tem muito a comemorar com o sucesso dos seus empreendimentos. A tapiocaria que abriu há seis anos em Cuiabá atravessou a crise e ainda o motivou a abrir um segundo negócio, em 2015, em sociedade com os pais. Com a tapiocaria e o bistrô, ambos na Rua 24 de Outubro, no Bairro Popular, na capital, ele emprega 18 pessoas.
Foi aos 23 anos que Irapuan de origem nordestina inaugurou o primeiro estabelecimento, que tem como carro-chefe a tapioca. À época, investiu R$ 60 mil. Parte do dinheiro era fruto das economias. Outra foi emprestada dos pais.

Ele lembra que não teve tempo de sentir medo. “Foi na cara e na coragem [que montei o primeiro negócio]. Pedi demissão e dei início a um sonho. Era um misto de perseverança e força de vontade”, lembrou.

Foi na cara e na coragem [que montei o primeiro negócio]. Pedi demissão e dei início a um sonho. Era um misto de perseverança e força de vontade”
Irapuan Carvalho, empresário

O negócio começou pequeno na Rua 24 de Outubro, em Cuiabá. A irmã de Irapuan e outros dois funcionários o ajudavam. Os clientes aumentaram e o espaço ficou pequeno. Com fila de clientes na entrada, ele decidiu mudar de prédio.

O empreendimento não foi inaugurado durante a crise financeira, mas sobreviveu ao momento difícil. “Não foi fácil, porque nesse período o preço dos insumos aumentaram muito. Antes, se gastava R$ 100, na crise o preço dobrou”, contou.

Para Irapuan, ser empreendedor é tirar os sonhos do papel e colocá-los em prática. A formação acadêmica dele auxiliou nas tomadas de decisão e administração do negócio.

Como a maioria dos jovens que entram na faculdade, teve dificuldades para escolher a profissão que seguiria. “Terminei o ensino médio com 15 anos. É muito cedo para decidir uma carreira, o que você fará na vida”, disse.

A primeira opção foi cursar administração, mas não era o que queria. Na época, ele não tinha a ambição de administrar a própria empresa. Irapuan ficou um ano afastado do curso e decidiu trabalhar como bancário.

Por causa do emprego, passou a viajar e conhecer novos lugares. “Eram novas experiências, comidas diferentes e paisagens que me inspiraram a tomar a decisão de empreender”, afirmou. A paixão pela cozinha também teve influência no caminho que ele escolheu seguir. “Nessa época começou a aflorar minha vontade de ter um restaurante”, completou.

O sonho de Irapuan, no entanto, ainda não estava totalmente concretizado. O que ele queria mesmo era montar um restaurante “para envolver as pessoas com novos conceitos e novas ideias”. Os pais dele, que até então moravam no interior de Mato Grosso, decidiram se mudar para a capital e incentivaram o filho a colocar o projeto em prática.

Em 2015, juntos, eles abriram um bistrô na mesma rua, na capital, e se tornaram sócios. O novo restaurante serve pratos com influência da comida nordestina e cuiabana.

Atualmente, Irapuan divide as funções nos dois estabelecimentos. Executa todas as funções de elaborar o cardápio a ajudar na cozinha. “Tive que aprender a montar caixa d’água e consertar telhado”, brincou.

A receita do sucesso dele é o comprometimento e o amor ao trabalho. “Sempre foquei muito, sendo empregado ou empregador. Mas hoje sinto o peso de ter meu próprio negócio. Primeiro porque é meu sonho. Segundo porque eu tenho a consciência de que emprego pessoas que têm obrigações”, declarou.

A vontade é crescer ainda mais. Porém, o Irapuan de hoje, aos 28 anos, tem o pé no chão, mas arriscaria tudo de novo como há cinco anos. Entre os planos atuais dele está concluir o curso de gastronomia.

Pesquisa
Uma pesquisa intitulada “Os Donos do Negócio no Brasil”, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base em dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios de 2014 (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta em em Mato Grosso há cerca de 100 mil jovens donos do próprio negócio.

O economista Anderson Nunes acredita que o crescimento de jovens no mercado empresarial se dê pelo perfil visionário da chamada “Geração Y”, formada por pessoas nascidas a partir dos anos 90.

“Esses jovens não tem tempo a perder. Daqui a uns anos não veremos mais pessoas dessa geração trabalhando durante 20 ou 30 anos em uma única empresa. Para eles, a maior forma de satisfação pessoal é a realização do próprio negócio”, contou.

Segundo ele, a carreira pública já não é mais algo tão cobiçado por esses jovens, “existe uma grande frustração no setor, apesar de ainda ser algo concorrido e devido as faltas de oportunidade no setor privado muitos preferem a liberdade de abrir um próprio negócio”, relatou.

A presença dos jovens é cada vez maior, principalmente no novo modelo de alimentação de rua, como os food trucks e bike foods, por exemplo. A informação é confirmada pela pesquisa do Sebrae, que também aponta alta de jovens investidores em startups, atividades ligadas à saúde e ao turismo, principalmente ecoturismo e esportes radicais.

Mato Grosso possui mais de 2 mil restaurantes e similares. O setor mais procurado pelos jovens empreendedores ocupa a 7º colocação entre os que representam destaque na economia do estado, segundo o Sebrae.

De acordo com Anderson, o setor de alimentação tende a crescer no estado, pois, apesar de não liderar a economia, outros setores dependem indiretamente dele.

Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2017/03/jovem-abre-2-restaurante-em-meio-crise-e-comemora-sucesso-em-cuiaba.html

Perfil empreendedor: Robinson Shiba, do China in Box

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Uma das maneiras mais interessantes de analisar experiências e manter-se motivado para suas metas empreendedoras é conhecer o perfil empreendedor de quem deu certo, analisando não apenas as dificuldades pelas quais um determinado empresário passou, mas também suas estratégias de superação.

Pensando nisso, você já conhece a história de Robinson Shiba, do China In Box? Descubra agora!

Stir-fried vegetables with tofu

As dificuldades iniciais

Robinson Shiba era estudante de Odontologia no Brasil quando viajou com amigos para os Estados Unidos, onde tinha o intuito de ficar pelo período de um ano e aprimorar seu inglês. Só que no meio desta temporada, o jovem foi assaltado e perdeu todo o dinheiro que guardava em sua doleira — uma espécie de bolsa delgada, que é escondida sob a calça ou camisa, bem junto ao corpo do usuário. Passando por apertos financeiros, Shiba não desistiu de sua aventura e dos estudos, e passou a trabalhar na cozinha de alguns restaurantes como lavador de pratos e, mais tarde, como entregador de pizzas e outros alimentos de fast food, para se sustentar no país.

O espírito empreendedor acionado

O ano era 1986, e foi quando Shiba percebeu as vantagens do consumo de comida pronta nos Estados Unidos. Ele analisou bem a situação, e seu espírito empreendedor foi acionado, de modo que visualizou a atividade como uma tendência que em breve chegaria ao Brasil e ele poderia participar desta iniciativa até então inovadora por aqui. Enquanto permanecia nos Estados Unidos, passou a estudar os modelos de fast food com delivery que deram certo, desde a produção até a entrega, e como poderia fazer melhorias.

A ideia para um novo negócio

Quando Shiba retornou ao Brasil, em 1988, já havia pensado na ideia de adaptar o modelo para entregar comida chinesa em caixinhas, mas passou ainda mais quatro anos estudando e pesquisando maneiras de aprimorar o negócio, até abrir a primeira unidade do China in Box no bairro de Moema, na Zona Sul da capital paulista. A total confiança no negócio fez com que o pai do empresário vendesse um apartamento por um terço do preço, a fim de levantar capital para investir na marca. Uma das melhorias que Shiba implementou está relacionada à certeza que os clientes poderão ter em relação à higiene da cozinha e dos alimentos, um problema que o empresário identificou quando trabalhou fora do país. Por isso, as cozinhas das unidades China in Box ficam à mostra para os consumidores, separadas da área de atendimento apenas por um vidro, através do qual as pessoas podem ver todo o processo de preparo e manuseio do que será servido.

A transformação do negócio em franquia

O pequeno negócio em Moema deu tão certo que não tardaram os pedidos para transformar a empresa em rede de franquias. E os pedidos cresciam cada vez mais, acompanhando o êxito que a China in Box paulistana conquistava. Após uma consultoria, Shiba aderiu ao modelo de franchising em 2000 e expandiu a rede em uma velocidade impressionante. Mais tarde, Shiba tornou-se sócio de um restaurante japonês, o Gendai, que também passou a abrir unidades em vários estados brasileiros. Desde 2007, ambas as marcas foram incorporadas ao grupo Trendfoods, do qual Shiba é presidente, e que controla também o restaurante Owan, que é especializado em comida oriental (chinesa, japonesa e tailandesa), e a rede de restaurantes dedicados à culinária italiana Brevitá — que aproveita o sistema de delivery em embalagens plásticas reutilizáveis, que podem ser levadas ao freezer e ao forno micro-ondas.

Vinte e quatro anos depois de lavar pratos e entregar pizzas nos Estados Unidos, Shiba tornou-se dono da maior rede de fast food chinês atuante na América Latina, possuindo 160 lojas franqueadas, com uma marca presente em mais de 70 cidades brasileiras, distribuídas em 22 estados.

Agora que já sabe como Robinson Shiba aprendeu e incorporou estratégias de negócios, como ele as aplicou em seu próprio empreendimento e fez seu negócio crescer, fica mais fácil se  entusiasmar e colocar suas ideias em prática. Ou você ainda tem alguma dúvida se deve seguir seu senso empreendedor? Veja aqui o que falta para você abrir ou expandir o seu negócio e, caso ainda tenha alguma dúvida, deixe um comentário e divida suas experiências com a gente!

Fonte: https://www.asaas.com/blog/perfil-empreendedor-robinson-shiba-do-china-in-box/