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Empresa faz sucesso com rodízio mexicano

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A empresa Los Chicos, do ramo alimentício, resolveu diferenciar-se dos demais segmentos de alimentos e trouxe para o mercado capixaba o rodízio de comida mexicana. O serviço foi desenvolvido através de uma parceria do Programa Agente Locais de Inovação (ALI), do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae ES).

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Segundo o empresário Fernando Giovannotti Dorsch, o gosto pela culinária surgiu após ter dificuldades para cozinhar quando estava nos Estados Unidos. Em suas festas, Dorsch optava por fazer comida mexicana e, percebendo a aceitação dos amigos e familiares, decidiu trabalhar no setor oferecendo buffet.

Ele também criou um evento de rodízio de comida mexicana, para averiguar a aceitação dos clientes. O sucesso foi grande entre os clientes e atualmente o rodízio acontece todas as quartas-feiras. “O rodízio acaba sendo algo típico de churrascaria e restaurante japonês. O rodízio mexicano foi uma novidade que trouxemos para o Espírito Santo e acabou melhorando a circulação de pessoas no restaurante num dia atípico, em que muitos costumam procurar bares para assistir ao futebol”, conta.

Fonte: Revista PEGN

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Especialista alerta sobre cobranças indevidas em bares e restaurantes

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Os frequentadores de bares, casas noturnas e restaurantes também têm seus direitos garantidos pelo Código do Consumidor. Além do ambiente agradável, bom atendimento e qualidade dos serviços prestados, o cliente deve ficar atento, pois alguns estabelecimentos comerciais desrespeitam normas.

Supermarket shop. Closeup of paper check receipt bill in human hand. Paying and retail.

O presidente da Fundação Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Uberaba), Leonardo Sivieri Varanda, esclarece que os cardápios são obrigados a informar, claramente, os ingredientes e características dos produtos e os preços. “O cardápio deve demonstrar em gramas as porções e deve estar também na porta do bar/restaurante. A taxa de serviço é uma gorjeta, sendo o pagamento facultativo. O consumidor deve ser informado (no cardápio ou na própria conta) sobre a opção do pagamento, além do valor cobrado”, explicou.

O presidente do Procon lembra que o couvert artístico é uma cobrança pela apresentação artística, geralmente musical, a qual é legal. “O valor cobrado e os dias e horários de apresentações devem ser afixados em local visível, logo na entrada do estabelecimento, para que o consumidor possa ser previamente informado. Já o couvert entrada, os petiscos servidos antes do prato principal, só podem ser cobrados se o consumidor for consultado previamente. Cobrar o couvert sem a autorização do consumidor é prática abusiva. Se for servido, é amostra grátis”, pontuou.

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Desvio – Leonardo enfatiza que o estabelecimento tem que ter o controle dos gastos do consumidor, mesmo com a distribuição da comanda. “Se o estabelecimento repassa a responsabilidade do controle de gastos ao consumidor, em caso de perda, deve acreditar no valor que ele declara ter consumido”, alertou.

O advogado acrescentou que os estabelecimentos comerciais não são obrigados a aceitar cartões e cheques, porém, caso aceitem, não podem impor um valor mínimo para efetuar o pagamento ou fazer qualquer tipo de discriminação. “Caso o restaurante esteja sem sistema, deve avisar previamente os consumidores antes que eles façam o pedido, visando evitar constrangimento na hora de pagar a conta”, expôs.

O presidente do Procon sublinha que é indispensável o consumo consciente, para evitar o desperdício de alimentos, mas cobrar qualquer valor de quem não come tudo o que colocou no prato é abusivo. “Configura vantagem manifestamente excessiva pelo restaurante. O estabelecimento deve avisar ao consumidor o tempo de espera do seu pedido. Caso isso não ocorra e a demora for excessiva, o consumidor tem o direito de ir embora. Não é necessário pagar pelo pedido que não veio e, sim, somente pelo que consumiu”, concluiu. (SN)

Fonte: http://www.jornaldeuberaba.com.br/cadernos/geral/27909/especialista-alerta-sobre-cobrancas-indevidas-em-bares-e-restaurantes

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Mudança de perfil dos clientes estimula empresas de marmitas a apostar em cardápios saudáveis

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As embalagens mudaram: o marmitex não é mais necessário, já que os alimentos vêm em pacotes projetados especialmente para eles. A existência de entrega, muitas vezes gratuita, também não demanda a ida ao estabelecimento para buscar a “quentinha” no intervalo do almoço. Mas o fato é que versões atualizadas das tradicionais marmitas parecem ter caído no gosto dos catarinenses.

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Prova disso é a variedade de negócios que fornecem esse tipo de alimentação no Estado. Denominadas como “empresas de refeições transportadas” pelo Sindicato das Empresas de Refeições Coletivas, estima-se que haja 90 delas espalhadas em Santa Catarina – a maioria registrada recentemente. O cardápio é variado: são comidas ditas caseiras, fitness ou vegetarianas que contemplam ao mesmo tempo a rotina corrida de quem trabalha fora de casa e a adequação a dietas alimentares.

Baseados numa tendência de consumo, destacam-se os estabelecimentos que oferecem marmitas saudáveis. É o caso do Leve Natural, em Florianópolis, que no horário do almoço entrega porções com pouco carboidrato, muita salada e proteína de forma equilibrada.

A empresa surgiu no fim de 2014 e serve diariamente cerca de 80 refeições a partir de cardápio sem glúten e sem lactose elaborado semanalmente. Também oferece uma linha de congelados em que o escondidinho de batata-doce com frango é o carro-chefe. A ideia para este ano é distribuir franquias por outros municípios, além de atuar em nova frente: distribuição de potes de saladas em pontos de venda.

– Até então Florianópolis não tinha um restaurante que entregasse comida saudável, apesar de ser uma cidade litorânea e os habitantes praticarem bastante atividade física. Então viemos com essa proposta de balcão para atender quem deseja se alimentar bem no dia a dia. Apesar da crise e de algumas pessoas ainda não compreenderem o valor agregado desse tipo de alimentação, o negócio segue bem – explica um dos sócios, Daniel Milrad, que crava a própria empresa composta por sete funcionários como o primeiro web delivery de alimentação saudável do Brasil.

Rio Tavares vira reduto da comida saudável na Capital

A administradora Lúcia Rampinelli Jeremias, 33, aderiu às “marmitas saudáveis” há um ano e não pretende tão cedo trocar o estilo de almoço. Ela conta que ficou sabendo da opção a partir da indicação de uma nutricionista.

– Eu peço, principalmente, para fugir da tentação dos bufês. Pedindo a refeição dessa forma, sei que estou comendo de forma balanceada e que todo meu esforço na atividade física não vai ser jogado fora. Também considero o preço justo, porque já tentei fazer em casa e, além do desperdício, vi que posso gastar mais – garante Lúcia, que paga de R$ 20 a R$ 30 por dia nos pratos que consome na própria empresa onde trabalha.
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Cardápios também têm opções congeladas

Restrição alimentar é outro fator que leva as pessoas a optar por marmitas especializadas. A percepção da demanda de público vegetariano (que não come carne) e vegano (que não come nenhum item de origem animal, como leite ou ovos) motivou a uruguaia Maria Noelia Benitez, 30 anos, a abrir há dois anos o Namastè Cozinha Consciente, no sul da Ilha de Santa Catarina.

A chefe, que tem uma cozinha industrial em casa, começou o negócio servindo diariamente os clientes com pratos feitos. Depois que fidelizou os consumidores, passou a montar cardápios semanais e a entregar para cada um deles cerca de 15 marmitas prontas para serem congeladas e consumidas gradativamente.

– Percebi que a maioria dos meus clientes estava disposta a experimentar um estilo de alimentação saudável. Foi aí que investi no menu individual com interpretações veganas de culinárias estrangeiras, como indiana ou mexicana. Hoje também faço eventos com essa mesma proposta, porque uma coisa leva à outra – conta.

O artista Bernhard Aggeler, 35, é adepto dos cardápios vegetarianos há pelo menos quatro anos. Nos últimos meses, decidiu aderir às marmitas sem carne para não ficar refém do que encontrava para comer na rua.

– Eu estava dependente de pastel de queijo, praticamente. E, com isso, vinha me alimentando mal. Além de saudáveis, as marmitas vegetarianas têm forte conexão com a natureza e, consequentemente, com o amor. Não pretendo trocá-las – conclui Aggeler.
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Conceito comum no litoral se espalha por Santa Catarina

Não é só no litoral catarinense que as “quentinhas” saudáveis têm mercado. Em Blumenau, a Pedeverde entrega de 70 a 80 refeições por dia. O restaurante também tem espaço para 30 pessoas comerem no horário de almoço e freezer onde coloca à disposição os potes congelados.

– Nossa proposta é ser o menos radical possível. Tentamos aproximar os pratos saudáveis do que já existe. Assim é mais fácil conquistar público. Vejo que essa tendência se repete em restaurantes comuns. As pessoas estão querendo comer bem – analisa o proprietário Carlos Hering Filho, 32.

A Aloha Alimentação Fit segue a mesma linha em Joinville. A empresa coloca à disposição quatro planos alimentares elaborados por nutricionistas e gastrônomos que compõem a equipe. As refeições são entregues diariamente aos clientes.

Atenção para a segurança alimentar

Empresas que vendem refeições prontas, como as marmitas, também podem estar ligadas à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Mas, segundo o líder da entidade, Fábio Queiroz, os consumidores devem estar cientes das diferenças entre os dois modelos de empresa.

– Esses estabelecimentos [das marmitas] se inspiraram nas rotisseries, que são bem comuns na França. Apesar de alimentar um mercado para todos os gostos e bolsos, os consumidores devem atentar ao cumprimento das normas de Vigilância Sanitária. Se você compra algo congelado, deve questionar onde aquilo foi produzido. Em restaurantes, a fiscalização é mais fácil, porque tudo acontece ali – argumenta.

A Vigilância Sanitária do município é que deve zelar pela segurança alimentar de cada estabelecimento.
Fonte: http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=304279&codDep=20

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De portas abertas

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Restaurantes que funcionam em hotéis abrem as portas ao público externo, oferecendo segurança, ambientação sofisticada e pratos elaborados por grandes chefs, a partir de inspirações regionais e da culinária brasileira e internacional contemporânea.

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Erguido no século 17, ao lado da Igreja de São Francisco, no Centro Histórico, o casarão que abriga o restaurante do hotel Villa Bahia sugere a experiência que chegará da cozinha. “É artesanato e beleza”, diz o chef Guto Lago, responsável pelo menu do espaço, dedilhando suas criações – paletas de cordeiro, filés de robalo, tagliatelles com polvo e lula, ovos caipiras assados com alho-poró e parmesão. No endereço cheio de história, uma nova ao comensal baiano: um restaurante de hotel sem cardápio insosso.

Aberto também para quem não está hospedado, o restaurante talvez seja o exemplo mais consolidado de uma ideia a ser revista. “Para quem não é hóspede, existe certo preconceito em jantar ou almoçar num restaurante de hotel. É algo muito comum fora do país, mas que, aqui, vemos como uma atitude ‘jeca'”, diz Lago. “Fico feliz quando dizem que voltaram ao Pelourinho para comer no Villa. Além de questionar este preconceito, trazemos mais gente para esta área da cidade”.

Como num movimento em cadeia, restaurantes que funcionam em hotéis da cidade têm, aos poucos, aberto as portas para o público externo, atiçando a curiosidade alheia, ora pela elaboração de seus pratos, ora pela ambientação sofisticada. O restaurante Passeio da Vitória, que funciona nas dependências do Hotel Sheraton, no Campo Grande, oferece um menu com inspirações regionais, pratos típicos da Bahia e da culinária brasileira elaborados pelo chef Leandro Strattmann. O buffet, aberto de segunda a sexta, tem preço fechado (R$ 50, por pessoa), e aos sábados o local oferece uma feijoada.

“Abrir o restaurante ao público externo é uma forma de trazer mais vida ao espaço, mas isso não pode acontecer sem uma revisão dos serviços”, diz Strattmann. “O que faz muitas pessoas ainda desconfiarem do que é servido em hotéis é a forma como a logística está estruturada. Grandes volumes de compras, para suprir a necessidade de muitos dias. Perde-se o frescor dos alimentos. Um restaurante exige outra lógica, marcada por uma rotatividade maior, capaz de preservar o sabor”.

Fórmulas
Num segmento que, sazonalmente, vê-se diante de uma crise, ter um restaurante que não dependa totalmente do movimento dos quartos é, antes de tudo, uma medida econômica. Não à toa, quando o hotel Deville, em Itapuã, decidiu aprimorar sua cozinha e buscar a clientela externa, trouxe o chef Eminídio Silva, que já havia desempenhado função semelhante em outros hotéis da empresa, no sul do país. A primeira medida do novo chef foi, justamente, ampliar a rotatividade dos alimentos.

“Você vai servir creme de mandioquinha, galinha caipira, peixe. Do que você mais precisa? De uma mandioquinha, uma galinha e um peixe fresco”, diz Silva. “Cozinha não é arte. Pelo menos não a base dela, que se aproxima muito mais das ciências exatas – matemática, física, química. Assim, eliminando-se a poesia, dá para dizer que cozinhar é basicamente aplicar fórmulas e respeitar proporções. E, antes de tudo, está o frescor dos alimentos”.

Nas fórmulas dos restaurantes de hotéis, a rotatividade estende-se às mudanças constantes nos cardápios. Equilibrando-se entre a clientela volátil dos aposentos e os fregueses da rua (ainda a serem conquistados), a engenharia do cardápio requer, sobretudo, “ouvido apurado”, como diz Silva, que instituiu mudanças quinzenais nas opções oferecidas – muitas delas, resultado de sugestões colhidas no pé da mesa pelo próprio chef.

No restaurante do hotel Villa Bahia, onde Lago diz fazer, da cozinha, uma espécie de laboratório, há sempre duas alternativas para a entrada e dois pratos principais, além da sobremesa. As opções, explica o chef, mudam a cada semana. E nunca voltam a se repetir. Desde que assumiu a chefia da cozinha, há dois anos, Lago já fez mais de 500 combinações. “É artesanato”, ele repete. “Feito para mudar o conceito de comida de hotel”.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/muito/noticias/1749503-de-portas-abertas

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Video Aula – Elaboração de Ficha Técnica para Restaurante

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O treinamento em vídeo “Elaboração Ficha Técnica para Restaurantes” aborda de maneira bastante didática todo o processo de criação de fichas técnicas para as receitas do seu restaurante, bar ou lanchonete.

Uma das maiores dificuldades encontradas pelo administrador de um restaurante, bar ou similar é conseguir quantificar os custos de sua produção. Conhecer a margem real de lucro só é possível se você conhecer seu custo efetivo.  Restaurantes bem sucedidos e grandes redes de franquia conseguem ter sucesso no mercado de alimentação por possuírem um eficiente sistema de controle dos seus custos. Este treinamento permitirá a você aprender sobre as bases fundamentais para se chegar ao preço de custo de uma receita, como calcular o fator de correção, o índice de cocção e muito mais. Aprenda passo-a-passo, como elaborar uma ficha técnica corretamente,  os principais benefícios em implantar este controle e transforme seu estabelecimento num negócio de sucesso.

Este treinamento contém:

  •  Vídeo-aula com duração aproximada de 50min.
  •  Fichas Técnicas em excel utilizadas no curso
  •  Fichas Técnicas em excel em branco para preenchimento de suas próprias receitas.
  •  Planilhas totalmente automatizadas, Os cálculos da ficha técnica são realizados automaticamente
  •  Calculadoras de conversão de medidas e regra de três
  •  Tenha toda a comodidade de assistir à vídeo-aula em seu computador ou DVD quantas vezes desejar e como ótima ferramenta para treinar a equipe do seu restaurante.

Assista alguns trechos desta vídeo aula abaixo:

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5 lições práticas para você montar um restaurante de sucesso

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São Paulo – A Feira do Empreendedor do Sebrae, que terminou ontem em São Paulo, teve uma série de palestras e espaços para quem já tem ou quer ter o seu próprio negócio. Um dos espaços mais procurados pelos visitantes foi o “Restaurante de Sucesso”, um estande montado pelo Sebrae em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) para aqueles interessados em um empreendimento no setor de alimentação.

As dicas vão das mais básicas e se estendem para questões práticas do dia a dia de um restaurante. “A ideia é que o futuro empreendedor conheça toda a estrutura de um restaurante, desde a idealização, compra, e todo processo que esse alimento faz até chegar na mesa”, afirma Maísa Blumenfeld, coordenadora do Sebrae para o segmento de Alimentação Fora do Lar.

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Para quem não teve condições de participar da feira, separamos algumas das recomendações oferecidas no estande. Veja a seguir alguns passos para montar um restaurante de sucesso, segundo o Sebrae.

1- Planejamento

Se você pensa em abrir um negócio no setor de alimentação, antes de mais nada deve se planejar. Um bom ponto de partida é definir o tipo de comida que você vai servir.

“É a definição do cardápio que vai definir como esse negócio vai se estruturar. A partir daí ele vai definir a localização do negócio, o público que quer atender e a estrutura que ele precisa para servir aquele cardápio”, explica Maísa. A gestão das suas compras também depende de um cardápio bem estruturado.

Não se esqueça ainda de considerar o perfil do negócio antes de ir em busca de materiais como copos, pratos, talheres e toalhas. É importante manter a coesão do estabelecimento inclusive nestes detalhes.

2- Compra e recebimento dos produtos

Com o plano do seu negócio em mãos e sua estrutura montada, é hora de comprar os produtos que serão servidos ao seu cliente, e este é um momento de bastante atenção.

Não compre demais, sob risco de deixar alimentos estragarem no seu estoque. Um estoque cheio, além de segurar dinheiro, pode te atrapalhar caso você queira fazer mudanças no cardápio, por exemplo. Porém, também é importante se certificar de que não faltem ingredientes para os seus pratos.

Depois de comprados os produtos, lembre-se sempre de pesá-los e medir a temperatura desses alimentos. Isso garante que seu estabelecimento estará de acordo com as normas da vigilância sanitária, evitando problemas com produtos estragados. E nada de improvisar no espaço para de armazenagem desses alimentos. Pela norma da Anvisa, não pode haver armazenamento de alimentos no chão, nem em caixas de papelão. A comida deve ficar em prateleiras que obedeçam às especificações da legislação. Para conhecer melhor as normas, veja o site da Anvisa.

3 – Economia de recursos

A economia de recursos é fundamental para garantir a lucratividade de qualquer negócio, e com o setor de alimentação não é diferente. Não se esqueça de verificar o consumo de energia dos equipamentos da sua cozinha. Certifique-se ainda que as torneiras possuem redutor de água.

Outra dica é fazer uma gestão inteligente dos seus alimentos. Se o seu restaurante serve um prato feito com contra-filé, por exemplo, certifique-se de que a carne seja cortada em pedaços iguais com antecedência. Assim, você evita o desperdício do produto, além de garantir a agilidade na hora de montar os pedidos. Segundo o Sebrae, a falta de controle dos recursos é um dos grandes motivos que levam restaurantes a fecharem as portas.

4 – Organização da cozinha

Organize os equipamentos da sua cozinha de modo a evitar que seus funcionários fiquem se trombando durante o trabalho. Pense numa disposição inteligente para facilitar o dia a dia. Além disso, tenha uma pia adequada para a higienização das mãos, que devem estar sempre limpas.

Outro ponto importantíssimo é garantir a limpeza dos utensílios, como tábuas e facas. Nunca use a mesma faca para cortar alimentos cozidos e crus, sem que ela seja devidamente lavada. Isso pode contaminar o alimento. Garanta também que sua cozinha tenha uma coifa capaz de coletar a fumaça que vem da sua cozinha e purificá-la.

5 – Atendimento

De nada adianta ser cuidadoso com o preparo dos pratos, se quem atende o seu cliente está despreparado. “As pesquisas mostram que o cliente volta por conta do atendimento”, afirma Maísa. Portanto, selecione bem seus funcionários e treine-os para que eles saibam falar sobre seus pratos e agradar o cliente.

Outro ponto importante para manter a fidelidade do cliente é a padronização do produto. Se numa mesa com cinco pessoas, uma delas recebe um prato menor do que as outras, ela provavelmente não voltará mais. Por isso, certifique-se de que as porções para seu cardápio estejam padronizadas. Além economizar recursos, isso evita que os clientes se sintam lesados.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/5-licoes-praticas-para-voce-montar-um-restaurante-de-sucesso#1

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5 Direitos do Consumidor em restaurantes, bares e lanchonetes

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Embora não tenha disposições específicas, porém por meio do uso da interpretação de suas normas o Código de Defesa do Consumidor é plenamente aplicável a essa modalidade de relação de consumo, confira abaixo alguns direitos.

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1. Impossibilidade de cobrança de multa por perda da comanda

Alguns bares e restaurantes utilizam sistema de comandas/fichas individuais para controlar o consumo dentro do estabelecimento. Não é raro constar no verso da comanda frases com menção ao pagamento de multa na hipótese de extravio ou perda da comanda, esses valores passam da casa das centenas, muito embora a comanda/ficha seja um mero pedaço de plástico sem valor. Do ponto de vista do comerciante, o que se busca evitar é que pessoas consumam e percam a comanda na tentativa de pagar menos do que consumiu. Contudo, esse tipo de cobrança é contrário ao Código de Defesa do Consumidor.

Em primeiro lugar, o ônus da atividade do empresário deve ser arcado por ele próprio. Assim, não pode ser transferido para o consumidor o risco do negócio, cabe ao estabelecimento adotar um sistema de cobrança que permita a conferência dos valores consumidos independentemente de o consumidor portar ou não a referida ficha.

Segundo, se o estabelecimento sofreu algum dano em decorrência do extravio da comanda, esse dano precisa ser quantificado e especificado, uma vez que o artigo944 do Código Civil diz que a indenização é medida pelo dano causado, sendo assim o bar ou restaurante só pode exigir do consumidor o que de fato ele consumiu. Se o estabelecimento exigir além do que foi consumido sua conduta será considerada abusiva, nos moldes do artigo 39, V, do Código de Defesa do Consumidor. Caso o consumidor tenha pago essa multa poderá exigir o reembolso em dobro da quantia paga indevidamente, conforme artigo 42 do CDC.

2. Pagamento opcional de gorjeta de 10% ao garçom
Alguns Estados brasileiros possuem normas específicas que tratam da matéria, porém mesmo que não houvesse uma disciplina específica o Código de Defesa do Consumidor traz dispositivos aplicáveis. De início, é preciso registrar que a cobrança de 10% não pode ser feita embutido no valor total, deve o estabelecimento fazer um cálculo à parte do valor correspondente, sendo necessário que o consumidor seja informado sobre o caráter opcional do pagamento, consoante o disposto no artigo 6º, inciso III, do CDC.

Conforme já foi dito acima, a custo da atividade empresarial não pode ser arcada pelo consumidor, isto é, o custo decorrente da remuneração do garçom deve ser de inteira responsabilidade do bar ou restaurante. O consumidor quando dá a gorjeta o faz por mera liberalidade, é uma retribuição pela cortesia e bom atendimento recebido naquele estabelecimento. O Código de Defesa do Consumidor veda que o fornecedor de produtos ou serviços exija vantagens excessiva, ou seja, não pode ser exigido que o cliente pague obrigatoriamente a gorjeta, sob pena de violação do artigo 39, incisoV. Por fim, o valor pago não necessariamente deve corresponder a 10% do valor da conta, uma vez que por se tratar de uma faculdade do cliente, ele pode optar por pagar menos ou mais do que isso.

3. Direito de ser informado sobre a cobrança de Couvert
Há dois tipos de couvert: o artístico e o gourmet. O primeiro deles consiste na cobrança pela música ou qualquer evento ao vivo que esteja sendo apresentado no estabelecimento. Já o segundo diz respeito aos alimentos servidos em pequenas porções antes da chegado do prato principal. Ambos são permitidos por lei, sendo que o couvert gourmet é facultativo, enquanto que o couvert artístico é obrigatório.

Em ambos os casos, o que não é permitido é que a cobrança seja feita sem que antes o consumidor seja devidamente avisado, tendo em vista que a relação de consumo é pautada em princípios de transparência e informação. Além do mais, é vedado o fornecimento de qualquer produto ou serviço sem que haja prévia solicitação do consumidor, conforme a regra contida no artigo 39, inciso III, do CDC.

Sendo assim, é necessário que o bar ou restaurante informe, preferencialmente na entrada, que o estabelecimento cobra pelo couvert para que o consumidor decida se entrará ou não. Caso o consumidor não seja informado sobre a cobrança, ele poderá se recusar ao pagamento, com fundamento no art. 39, parágrafo único, do CDC.

4. Vedação ao uso de forno micro-ondas ou elétrico para reaquecer os alimentos
É usual que alguns estabelecimentos utilizem o forno micro-ondas ou elétrico para reaquecer os alimentos que estão expostos à venda. Antes que cause estranheza, é preciso esclarecer que não é vedado o uso desses aparelhos na cozinha, mas, na verdade, o que é vedado é o uso de forma indevida.

Os alimentos que já foram cozidos, ao serem expostos para a venda, devem estar em condições de temperatura que evitem a proliferação de micróbios, ou seja, devem ser acondicionados em estufas térmicas ou aparelho similar que garanta temperatura elevada.

Assim sendo, não pode o estabelecimento preparar o alimento e deixa-lo em temperatura ambiente para somente esquentá-lo quando o cliente for consumi-lo, conforme determinado pela Resolução da ANVISA RDC nº 216/2004, em seu item 4.8.15, os alimentos vendidos quentes devem ser armazenados em temperatura superior a 60ºC. Portanto, todo e qualquer alimento que seja vendido quente deve estar em condições de ambiente e temperatura adequado.

5. Os funcionários que manuseiam dinheiro não podem manusear alimentos
Embora seja óbvio que essa conduta seja proibida, é corriqueiro que os funcionários do estabelecimento manipulem em dinheiro e sirvam os clientes, a exemplo do garçom que ao final traz a conta para pagamento. Essa conduta é proibida, devida a enorme possibilidade de contaminação dos alimentos com micróbios oriundos das cédulas. A Resolução da ANVISA RDC nº 216/2004, em seu item 4.10.7, veda essa prática, independente dos alimentos vendidos serem embalado ou não, pois a norma exige que o recebimento de valores seja realizado por pessoas diferentes. Não se trata de um mero capricho, mas de uma norma importantíssima para a saúde dos consumidores.

Autor: Felipe Pacheco Cavalcanti
Fonte: http://pachecocavalcantiadvocacia.jusbrasil.com.br/artigos/219910777/5-direitos-do-consumidor-em-restaurantes-bares-e-lanchonetes

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