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Do que mais reclamam os clientes em restaurantes e como fugir dos erros comuns

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O cliente pode até não gostar de um prato ou ficar desconfiado das condições do ambiente quando vai a um restaurante, mas os problemas no relacionamento funcionário-cliente são os líderes de reclamação do público frequentador.

Falta de atenção e desinformação também estão entre as principais queixas. Confira algumas dicas que podem ser úteis para estabelecer uma melhor experiência nesse espaço, tão característico da vida em grandes cidades:

• Desatenção dos garçons: a quantidade de pedidos postergados ou esquecidos quando o garçom não está a postos é enorme. Anotar pratos e bebidas e virar as costas é um erro sério. Funcionários atentos garantem a satisfação dos clientes.

• Acomodação dos pertences: esse item é uma surpresa para muitos empreendedores, mas também está no topo das listas de reclamações em restaurantes. Levar para a mesa casacos, pastas, mochilas ou sacolas de compras e receber ajuda para acomodar é um alivio aos clientes. O atendente que fica apenas olhando pode constranger o cliente.

• Demora na chegada dos pratos: é essencial deixar claro que pratos mais caprichados podem demorar. A impaciência no momento da alimentação pode ser um ingrediente para o mau humor e estragar a experiência.

• Informações sobre o cardápio: o primeiro ponto desse problema é a desinformação do garçom quando questionado sobre detalhes dos pratos ou solicitada uma sugestão. O segundo erro é quando o próprio cardápio está desatualizado e não condiz com as ofertas reais. Em ambas as situações, o ideal é treinar os funcionários e fixar avisos complementares no menu.

• Conversas entre funcionários: em qualquer estabelecimento, seja restaurante, bar, hotel ou outro em que o atendimento tenha um contato direto com o cliente, as conversas paralelas ou acintosas entre os funcionários ficam entre as reclamações mais observadas. O local de trabalho não pode ser uma sala de bate papo, principalmente se os clientes estiverem presentes.

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Dono de restaurante inova e usa poesia para rebater crítica preconceituosa na web

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Qual a melhor maneira de responder a um comentário preconceituoso? Após receber uma avaliação negativa de um cliente insatisfeito, com uma mensagem de teor pejorativo contra o Nordeste, o sócio de uma franquia de restaurantes especializados em comida nordestina resolveu rebater o ódio de uma maneira diferente: com poesia.

Com o título “Só pode ser nordestino”, o usuário escreveu na web a seguinte crítica: “Péssimo. Parece bom, mas os ingredientes não são frescos. Outro detalhe foi o atendimento muito demorado (mais de 45 minutos para um prato de 2 pessoas). Também quando veio a conta estava errado”.

“Já passamos por situações parecidas, em que clientes agem de maneira preconceituosa, uma ou duas vezes dentro do restaurante, mas nada que chamasse tanta atenção”, contou Thales Osterne, um dos proprietários do Coco Bambu na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, em entrevista ao UOL.

Foi ele o responsável por responder ao comentário recebido, algo que afirmou que o restaurante sempre procura fazer para não deixar nenhum cliente, satisfeito ou insatisfeito, sem resposta. Além disso, ele revelou que, de
início, não soube como reagir ao ataque feito pelo usuário, mas que não poderia retribuir na mesma moeda.

“Em um primeiro momento, fiquei sem reação, sem saber o que fazer após ver um comentário tão preconceituoso. Sempre tentamos tratar nossos clientes da melhor forma possível, e não seria diferente desta vez. Eu penso assim: uma vez que a pessoa te agride, talvez ela esteja passando por um momento ruim na vida. Neste caso, ficou bem claro que quem tem algum problema é ela. Então, foi uma forma sutil de mostrar que isso
é um crime”, afirmou Osterne.

Sobre a sequência do caso, ele afirmou que não pretende tomar nenhuma atitude legal contra o cliente. O empresário agradece apenas pelo apoio recebido, não só de pessoas de outras filiais do Coco Bambu, mas também nas redes sociais.

“Logo depois que publiquei a resposta, dei o caso por encerrado. Para mim, o mais importante é que a gente siga em frente e mostre aos nossos colaboradores, que vêm das mais diversas partes do Brasil, que nós somos orgulhosos de ter tanta gente diferente trabalhando aqui. Mostramos que a empresa está ali, junto com eles”,
finalizou.

Trecho da poesia ‘Sou Cabra da Peste’, de Patativa do Assaré, usado na resposta:

“Eu sou de uma terra que o povo padece Mas nunca esmorece, procura vencê,
Da terra adorada, que a bela caboca
De riso na boca zomba no sofrê.
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para fome e pergunto: o que há?
Eu sou brasilêro fio do Nordeste,
Sou cabra da peste, sou do Ceará.”

Fonte: https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2017/09/04/dono-de-restaurante-inova-e-usa-poesia-para-rebater-critica-preconceituosa-na-web.htm

Como manter as batatas fritas quentes e crocantes em seu delivery

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Quando trabalhamos com delivery nos esforçamos para que o produto chegue até a casa do cliente com a mesma qualidade como se estivesse sendo servido na mesa do nosso restaurante. Precisamos garantir que as características primordiais dos pratos sejam mantidas e a principal delas é a temperatura, afinal ninguém gosta de comer comida fria. Mas quando se trata de batatas fritas muitos restaurantes ainda sofrem com reclamações de clientes que receberam as batatas murchas.

Batata frita é um caso sério não é mesmo, pois precisamos garantir temperatura e a crocância até chegar no cliente, é uma luta contra o tempo. Então como devemos proceder para garantir estes dois fatores?

Veja nesta vídeo aula como manter as batatas quentes e crocantes e qual a temperatura e o tempo ideal para entregá-las até a casa do cliente.

Ideias simples e comprovadas para motivar sua equipe

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Em um restaurante podemos notar que na equipe de vendas existem colaboradores com os mais diversos perfis. Existem os que realizam suas atividades dentro dos padrões que são estabelecidos pela empresa, existem os que não se esforçam muito para isso e em alguns casos deixam um pouco a desejar e existem aqueles que são diferenciados em tudo que fazem, mostrando comprometimento e eficiência até mesmo nas tarefas mais simples.

É preciso valorizar o trabalho dos bons, incentivar a melhoria dos razoáveis para que eles também se tornem bons e demonstrar aos que possuem baixo desempenho qual é o padrão desejado para que eles compreendam que precisam melhorar.

Uma boa sugestão para isto é um programa de incentivos que premia os melhores e instigam os outros a conquistar o reconhecimento pelo seu trabalho.

Conceito: UAU!!!

Imprima pequenos cartões escrito na frente a palavra UAU!! e deixe nas mesas. Dentro do cartão há um espaço para explicar o que o atendente fez que despertou o sentimento de “Uau!!” para o cliente. Dentro do cartão também há um espaço para o cliente preencher o seu nome e telefone e também o nome do funcionário que despertou um Uau!!! Os cartões vão para um frasco e todo mês é feita a contagem do funcionário que recebeu o maior número de Uau!!!. O funcionário recebe uma gratificação pelo destaque no atendimento e um dos clientes é sorteado com um prêmio no restaurante, que pode ser um prato ou um voucher com um valor pré-estabelecido.

Conceito: Pego fazendo o bem

No conceito chamado” Pego fazendo o bem “, em um quadro de avisos, notas são escritas por gerentes e colegas de equipe sempre que eles são flagrados por outro empregado fazendo algo que se alinha com a declaração de missão da empresa ou faz algo excepcional para aprimorar a experiência do cliente.

É tão eficaz quanto um prêmio do empregado do mês, pois fornece reconhecimento imediato e público para uma ação ou realização do empregado.

O que o seu restaurante faz para recompensar suas pessoas por fazer algo excepcional?

Fonte: GR Gestão de Restaurantes

 

8 DICAS PRÁTICAS PARA AUMENTAR AS VENDAS DE RESTAURANTE

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Tornar um restaurante rentável e assim sustentável, é uma necessidade. Não basta estar atento a cozinha e ter os melhore ingredientes.É preciso que existam clientes, e que vendas sejam realizadas para que o negócio funcione e boas práticas para em aumentar as vendas devem ser utilizadas. Abaixo temos uma lista de 8 ideias e técnicas para que seu restaurante venda mais e melhor.
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1 – ATENDA AINDA MELHOR

Ao entrar em um restaurante, come-se com todos os sentidos, antes mesmo de ver o cardápio. Seu ambiente deve estar preparado para vender para os olhos, para o nariz e também para os ouvidos. Higiene, iluminação, cheiros, organização e um ambiente propício para que os clientes se sintam confortáveis são cruciais. Tendo essa base e uma equipe sorridente e preparada para atender o melhor possível faz toda a diferença.

O atendimento é ponto chave para qualquer aumento de vendas em um restaurante.” Twitte isso

Ao interagir pessoalmente com seu cliente é que as coisas acontecem. Busque entendê-lo, faça suposições sobre o que ele quer de você e sempre esteja atento aos possíveis desejos dele. Ele nem sempre conhecerá suas opções ou mesmo o que pode vir a querer experimentar. Portanto, você deve ajudá-lo a encontrar o que busca. Um bom atendimento é o seu cartão cartão de visita e é fundamental para vender mais.

2 – PREPARE SUA EQUIPE PARA VENDER MAIS

Ninguém nasce sabendo atender bem, mas a prática aliada ao treinamento, pode fazer um excelente garçom ou garçonete. Como você prepara a sua equipe para atender? Eles estão efetivamente buscando vender durante o atendimento? Garçons ou garçonetes, assim como responsáveis pelo caixa e até mesmo a equipe da cozinha são vendedores e devem ser preparados para saber mostrar o quão bom são seus produtos e serviços.

Ensine-os o que podem oferecer para vender mais. Acompanhamentos, entradas, guloseimas, sobremesas ou até um cafézinho podem ser exatamente o que o cliente quer e nem ele sabe. Para vender mais é preciso oferecer mais. E para desenvolver isso, tenha momentos recorrentes de preparação, ajude sua equipe a trocar experiências. Isso irá integrá-los e ajudá-los a desenvolver suas técnicas de atendimento. Além disso, reconheça quem está se destacando e ofereça benefícios motivadores.

3 – PREPARE SUA EQUIPE PARA VENDER MELHOR

Vender melhor significa ganhar mais por uma venda. Seja ganhar mais dinheiro ou mesmo a obter a satisfação de seu cliente. Na dúvida, busque os dois. Assim, ofereça para a sua equipe boas informações sobre benefícios dos produtos e as margens de ganho em cada um. Mostre quanto dinheiro entra em cada venda realizada. Faça-os perceber que determinados tipos de produtos podem contribuir mais que outros. Ajude-os a saber o momento certo para oferecer. Talvez seus clientes queiram “o dobro de molho” e nem sabem que podem. Se ele aceitar, você ganha mais dinheiro e ainda satisfaz ainda mais seu cliente.

4 – ASSUMA QUE SEU CLIENTE QUER O MELHOR

Ele é seu melhor cliente sempre, logo, ofereça o melhor atendimento possível. Mesmo se ele –  aparentemente – apenas quiser usar a internet grátis, nesse caso, ajude-o a se sentir bem fazendo isso e ele voltará, e talvez não volte sozinho. Não julgue erroneamente ao fazer uma oferta. Se estiver com sede, quem sabe um ótimo drink? Será que ele quer algo para comer? Ofereça seu melhor petisco. Mesmo que ele não aceite, provavelmente voltará em outro momento e eventualmente comprará algo. Sugira suas melhores opções a ele e, caso a resposta seja negativa, esteja aberto para que ele diga se deseja uma opção diferente.

5 – OFEREÇA BOAS INFORMAÇÕES E SUGESTÕES

Informação é tudo, por isso, ajude seus colaboradores a lhe ajudar. Todos na sua equipe de atendimento devem conhecer os pratos que vendem. Não apenas do que são feitos. Devem saber apresentar cada um como os excelentes produtos que são. Salientando pontos fortes e marcantes dos sabores e composições. Eles sabem remontar a experiência de se deliciar com tal comida ou bebida? Uma boa apresentação dará água na boca a qualquer cliente. Ou seja, transforma o desejo do seu cliente no aumento das vendas de seu restaurante.

Além disso, comunique bem. Use cardápios visivelmente bons. Deixe claro do que são feitos os  pratos. Quanto mais descritos estiverem melhor. Ajude seus clientes a perceberem qual prato combina com qual bebida. Seja na ponta da língua, no display de mesa ou no próprio cardápio, boas sugestões devem estar ao alcance dos clientes. Eles devem ser tentados a explorar seus desejos e conhecer novos sabores.

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6 CRIE PROMOÇÕES

Podem ser promoções temporais ou permanentes, mas crie-as. Fazer combos de produtos são ótimos para quem prefere economizar um pouco, isso pode acontecer ao combinar diversos produtos. Você pode criar benefícios para quem trouxer mais pessoas para seu restaurante, ou quem sabe descontos para que novos pratos e sabores sejam experimentados. Seja criativo e ofereça mecanismos facilitadores da venda. Promoções não são apenas descontos, elas devem ser vantajosas  a ponto de facilitarem uma compra.

7 PARA LEVAR

Ninguém gosta muito de ficar esperando, ao passar rapidamente, talvez seja perfeito algo mais rápido que dê para comer no carro. Aquele cliente que só passa rapidinho em seu restaurante para pegar uma água pode ser um cliente em potencial. Se ele já estiver cheio, quem sabe não pode querer levar para alguém ou para si uma sobremesa. Dê a ele essa opção. Procure ofertar mais opções para que seu cliente possa comprar. Uma guloseima ao pagar a conta, por exemplo, certamente garante boas margens de lucro por venda realizada e ainda pesca o cliente rapidinho.

8 OFEREÇA MAIS

Cada restaurante tem seu formato e busca ser reconhecido dentro de seu mercado. Porém todos devem estar atentos a novas possibilidades de vender. Não só novos produtos, mas também novos modelos de venda podem vir a ser rentáveis. Um dos caminhos é o serviço de cathering, onde você leva o que oferece para fora do restaurante. Porém existem diversos  outros aptos para qualquer tipo, a tele-entrega por exemplo. Fique atento a seu redor, sua localização pode oferecer boas ideias.

Um restaurante que fecha acordos com empresas próximas para servir refeições aos funcionários pode garantir clientes fidelizados e vendas recorrentes. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento de produtos próprios pode ter ótimas margens de lucro. É aqui e ali que você vai ganhando mais dinheiro, consumidores e aumentando as vendas. Busque sempre novas formas de vender mais.

Para isso, é preciso foco em fazer vendas. Você sabe o que acontece quando há fome: há interesse por comida. Esteja atento onde você pode gerar interesse e oferecer soluções não só para a fome e a sede, mas para desejos e necessidades. Espero que essas dicas sejam úteis a você e mais vendas aconteçam em seu restaurante. Agora, é praticar e fazer acontecer. Boa sorte!

Fonte: http://ideias.me/aumentar-vendas-restaurante/

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Com reajustes, restaurantes e bares ‘se viram’ para atrair clientes

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Tendência é que movimento caia ainda mais com a proximidade do inverno.
Dificuldades acabam refletindo em atendimento, disse sindicato do setor.

Restaurantes e bares de Presidente Prudente têm transmitido uma preocupação relacionada a queda no movimento, conforme o presidente do Sindicato de Hotéis Restaurantes, Bares e Similares de Presidente Prudente e Região (Sinhores), Rubens Afonso. A situação tem sido registrada nos últimos meses devido a crise econômica no país.

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Com os fatos, os estabelecimentos precisam buscar meios que atraiam a população. “Nunca a criatividade foi tão explorada no setor”, afirmou o presidente do Sinhores. “O pessoal tem tentado manter os preços antigos no cardápio, levar novidades ao público em bons preços, trabalhar com materiais mais em conta, além das promoções e atrativos”, exemplificou.

Outro fator que os empresários têm investido é a música ao vivo. “Tem locais que nem estão cobrando o couvert artístico para atrair ainda mais as pessoas”, comentou Afonso. “Não resolve mas ameniza o problema”.

Mesmo com tantos atrativos, a preocupação dos estabelecimentos se mantém devido a instabilidade econômica. “Os custos em geral, como a energia, aluguel e folhas de pagamento, aumentaram muito e acabam até gerando demissões, o que já tem acontecido”, comentou Afonso.

Ainda segundo o presidente do Sinhores, “às vezes vemos estabelecimentos lotados, mas não vemos a angústia dos funcionários para manter o padrão de qualidade”. “Esses fatores acabam refletindo, inclusive, no atendimento dos funcionários”, concluiu.

Proprietário de um estabelecimento na Rua Júlio Prestes, no Jardim Aviação, Gabriel Amaral comentou que nos últimos três meses o houve uma queda de 30% no movimento, se comparado ao mesmo período em 2014. “Temos feito promoções para atrair os clientes, isso ajuda um pouco”, disse. “Mas com tantos aumentos no valor de produtos, contas de energia e água, a gente tem deixado de ganhar para não repassar ao consumidor final”.

Amaral ainda acrescentou que “acredito que o pessoal está com medo de uma crise [econômica] pior”. “Agora com o inverno chegando a tendência é cair ainda mais o movimento, para atrair o público nesta época a gente costuma fazer caldos”, comentou. “Se a pessoa não souber levar o negócio é perigoso fechar”.

O proprietário de outro estabelecimento, este localizado na Avenida Juscelino Kubitschek, na Cecap, Flavio Henrique de Souza, relatou ao G1 que, de fato, as pessoas estão gastando menos. “Em vista do ano passado, esse ano caiu bastante o movimento, principalmente no meio da semana” comentou.

Ele ainda disse que a situação traz algumas dificuldades. “Cai o movimento, os produtos sobem e as contas acabam atrasando”. Para amenizar e atrair mais pessoas, Souza afirmou que está planejando levar novidades para os clientes.

Fonte: http://g1.globo.com/

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Para driblar a crise e atrair clientes, bares e restaurantes cortam ingredientes caros e adotam meia-porção.

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Criatividade vira ingrediente principal para manter as mesas ocupadas

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RIO – Em tempos de vacas magras, é preciso criatividade. Aumentos na conta de luz, aluguel e folha de pagamento, somados a consumidores mais seletivos na hora de abrir a carteira, têm forçado bares e restaurantes a criar estratégias para atrair clientes e reduzir custos. As soluções variam de horários estendidos de happy hour a corte de ingredientes nobres do cardápio.

A presença minguada da clientela já se faz sentir no setor em geral. Mas é nos locais onde os preços já são um pouco mais altos que a queda no faturamento tem sido maior. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), nacionalmente, nos estabelecimentos onde o valor médio das vendas supera os R$ 30 houve um recuo de até 7% nos primeiros três meses do ano em relação ao mesmo período de 2014. Nos locais onde a conta fica abaixo desse patamar, houve leve crescimento, de 3,5%.

— Existe uma migração do consumidor de alto padrão que ia ao restaurante A e agora vai ao B, mais em conta. Se é um restaurante que não atende a trabalhadores, não está numa região verticalizada, sofre mais. O local que só é frequentado como opção de lazer, à noite, está sofrendo mais — aponta Erika Fisher, sócia-diretora da agência MXK9, especializada em marketing para bares e restaurantes.

Segundo Erika, alguns estabelecimentos de São Paulo registraram queda no faturamento de até 30%:

— É o momento de fazer uma economia que antes não existia. Economizar insumos, energia, água e ter uma preocupação constante com o estoque para não gerar desperdício. O que não se vende é melhor tirar do cardápio.

SAI O CAMARÃO, ENTRA A CAVAQUINHA

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De olho nos gastos, os franqueados da rede de pizzas e massas Patroni vão oferecer, a partir deste mês, um cardápio com 77 itens a menos. Segundo a rede, os produtos tinham baixa procura e aumentavam o custo de estoque. Já o francês Chez L’Ami Martin, em São Conrado, trocou itens do cardápio para manter preços atraentes, inclusive o do almoço executivo a R$ 52, que aumentaria para R$ 72 caso tivesse reajuste proporcional à alta dos alimentos. A solução foi substituir o camarão por peixes e crustáceos frescos, como cavaquinha e lagostim, mais em conta nesta época. No menu de sobremesas, foi incluído o caqui, que teve boa safra.

— Estamos com um teto bloqueado. A matemática do reajuste não combina com o bom senso. Não dá para vender filé mignon a R$ 120, risoto de camarão VG a R$ 130. A situação está caduca. É melhor preservar os preços, cuidar da qualidade e, quando as coisas melhorarem, o cliente não vai esquecer. Este é o momento de ser mais simpático ainda no atendimento, deixar o cliente trazer o vinho, dividir o prato, trocar a guarnição. É uma questão de bom senso e de ser gentil — aposta o chef Pascal Jolly.

Nos últimos 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 10,47% nas refeições em restaurantes, acima do índice geral no período, de 8,17%. De janeiro a abril, a inflação já acumulou alta de 4,16% para este item do orçamento.

No Rio, para não aumentar os preços, o espanhol Entretapas decidiu unificar a cozinha de suas três unidades na Zona Sul. Os alimentos serão pré-preparados por uma mesma equipe e em um mesmo ambiente, no Ibérico, buscando reduzir gastos em até 10%.

— Essa economia será absorvida pelo aumento de custos. Não vamos sair ganhando. Vamos ter menos despesas com energia e uma equipe mais ajustada. Com custos menores, podemos manter os preços numa realidade de aumento de matéria-prima, principalmente dos produtos importados que usamos — explica o sócio Antonio Alcaraz. — Realmente, nos últimos meses, estamos vivenciando uma mudança no comportamento de consumo. As pessoas estão mais cautelosas na hora de fazer determinadas despesas.

O restaurante também criou um happy hour entre o almoço e jantar, com doses duplas de bebidas, e vai oferecer o sexto almoço executivo grátis para os clientes fiéis, além de um menu degustação de segunda a quinta-feira. Foi uma solução similar à encontrada pelo Devassa dos shoppings New York City Center e Rio Design Barra. O happy hour de segunda a quinta-feira foi estendido, com doses duplas de chopes até o último cliente, e a casa também implementou meia-porção para alguns petiscos.

— Sempre trabalhamos com crescimento do faturamento, mas hoje está se fazendo de tudo para não cair. Antes, existia a questão da baixa temporada, sempre criávamos promoções sazonais, mas a ideia agora é mantê-las fixas para fidelizar os clientes — afirma a sócia Renata Chreem, que enfrenta também a baixa de consumidores em centros comerciais.

MENOS PRATOS E BUFFET MAIS BARATO

Aberto em 2012, o Zot Gastrobar, em Copacabana, tomou uma decisão mais drástica. Desistiu de abrir o salão em horário de almoço nos dias de semana, o que fazia desde a inauguração. Agora, as refeições diurnas só estarão disponíveis aos domingos, e com um cardápio mais em conta. O início de ano apertado fez ainda com que o restaurante demitisse dois funcionários e cortasse os serviços terceirizados, como o som ambiente, que antes estava a cargo de uma empresa especializada.

— O custo fixo aumentou muito. A conta de luz dobrou. Não teria como não repassar esse custo para os clientes se não fizéssemos mudanças. Optamos pelo almoço de domingo com um cardápio barato, de massas artesanais e ingredientes da estação, mais frescos inclusive. Também vamos oferecer meias-porções, uma opção para quem quer pagar menos ou provar dois pratos pelo valor de um — afirma a sócia Andréa Svaiter.

A alta de preços tem forçado ainda alguns estabelecimentos a reverem suas operações, tendo em vista vantagens mais generosas para os clientes. O Restaurante Frontera aboliu a churrasqueira na nova filial na Barra da Tijuca, reduziu as opções do buffet de 30 receitas para 16 e investiu em equipamentos de cozinha mais econômicos do ponto de vista energético. Com isso, diminuiu o desperdício com comida de 40kg por dia para até 10kg, e o valor do buffet caiu de R$ 74,90 para R$ 59,90 de sexta-feira a domingo e nos feriados.

— Todos os custos aumentaram, e, com o preço que tínhamos, o movimento de clientes começava a cair. Precisávamos rever o sistema em uso — pondera o chef Mark Kwaks, que comanda a culinária da rede e estima ter reduzido em 25% o gasto com mão de obra na nova unidade.

Para o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio e sócio do Gula Gula, Pedro De Lamare, a tendência é que os restaurantes se adaptem ao modelo internacional de mão de obra, com menos funcionários. A rede de restaurantes montou um plano de fidelidade por meio de um aplicativo de celular, em parceria com a empresa Onyo, que está em fase de testes. O cliente acumula pontos ao consumir, que depois são trocados por descontos.

— As contas estão mais justas, e repassar o custo extra ao cliente está complicado. É melhor diminuir a rentabilidade e manter a base de consumidores do que o contrário — afirma.

Fonte: O Globo

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