investimento

Quanto preciso para montar um restaurante?

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É muito comum recebermos perguntas de nossos clientes desejando saber se é possível montar um restaurante com uma determinada quantia. Consigo montar um restaurante com 20 mil, 50 mil, 300 mil? É possível sim, montar um restaurante com estes valores de investimento, entretanto é preciso muito mais do que uma simples resposta para chegar a esta conclusão.


A implantação de um novo restaurante requer um planejamento minucioso de todos os custos envolvidos com a implantação e também com o fluxo de caixa, então vamos por partes. Quando pensamos na implantação do restaurante, precisamos avaliar todos os custos envolvidos para que possamos identificar se o valor que possuímos para o investimento é suficiente. É muito importante conhecer de antemão o local onde pretende montar o restaurante pois os custos de reforma podem variar muito de um local para outro. Em seguida é necessário fazer o levantamento de todos os custos que envolvem as questões de legalização, a reforma, a compra de móveis e equipamentos dentre outras despesas

Ainda se tratando de custos de investimento, um valor que é ignorado pelos marinheiros de primeira viagem é o fluxo de caixa necessário para manter o negócio funcionando por um determinado período. Restaurantes novos necessitam de um tempo de amadurecimento até que fique bem frequentado e conhecido em toda a região de atuação e para que seja possível permanecer funcionando e pagando todas as despesas neste período de amadurecimento é necessário um fluxo de caixa, ou seja, uma reserva responsável por manter as despesas mensais até que o empreendimento consiga caminhar com as próprias pernas.

A GR disponibiliza para seus clientes uma planilha que calcula o custo necessário para implantação do restaurante e também uma planilha que calcula o a reserva necessária para o fluxo de caixa neste período inicial. Você pode fazer o download de ambas as ferramentas clicando aqui.

Estas duas planilhas fazem parte do E-book, “Como montar um restaurante”. Neste E-book desenvolvido pela GR você encontrará informações valiosas que o ajudarão a analisar todos os fatores relevantes para montar um restaurante de sucesso. Você pode adquirí-lo aqui.

Quem é assinante premium pode fazer o download do e-book e das planilhas sem custos adicionais neste link. Se você quer se tornar um assinante premium e desfrutar de todo o nosso conteúdo exclusivo para restaurantes e bares, inclusive ter acesso as novas atualizações basta clicar aqui para contratar, mas se prefere conhecer todo o conteúdo disponível para assinantes veja nosso catálogo aqui

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O DISQUE MARMITEX VIROU UM RESTAURANTE

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O programa de microcrédito da Fomento Paraná ajudou a empreendedora Laudiceia Oliveira Andrade, moradora de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a mudar de vida em pouco mais de dois anos.

Laudiceia foi assistente administrativa na prefeitura de Pinhais por dez anos, mas deixou o emprego fixo para trabalhar como vendedora autônoma. Chegou a abrir uma sorveteria, que não prosperou devido ao clima, e os clientes sugeriram que ela entrasse no ramo de refeições e entregasse refeições para empresas.

“O disque marmitex surgiu de uma necessidade dos fregueses. Todos perguntavam por que eu não fazia refeições”, conta ela. Laudiceia sabia que seria uma boa oportunidade, mas esbarrava na falta de recursos para dar início ao empreendimento.

“Procurei uma linha de crédito barata para montar uma cozinha industrial e poder ter meu próprio empreendimento”, recorda.

E foi a Fomento Paraná, instituição financeira de desenvolvimento do Governo do Estado, que ajudou Laudiceia a transformar o que era um sonho em realidade. Ela foi à Agência do Trabalhador, onde descobriu o programa Bom Negócio Paraná, que oferece um curso de capacitação gerencial. Com o certificado do curso em mãos conseguiu financiamento da Fomento com juros ainda mais baixos. Laudiceia também se formalizou como Micro Empreendedora Individual (MEI).

Com os recursos do financiamento, equipou a cozinha e abriu o Disk Marmitex da Lau. O início do empreendimento foi tímido. “No primeiro dia, em 2013, vendi apenas 12 marmitas e deu medo”, diz ela. Mas logo a satisfação dos clientes com a qualidade das refeições se transformou em recomendação para outras pessoas e o negócio começou a crescer.

Uma nova oportunidade apareceu com uma amiga, que começou a construir um ponto comercial no endereço ao lado de onde funcionava o disque marmitex, no bairro Maria Antonieta. “Ela insistiu por quatro meses para eu abrir um restaurante. Mas era muita responsabilidade”, afirma a empreendedora, que resolveu encarar o desafio, desta vez com recursos próprios.

Em maio Laudiceia abriu o restaurante, que tem capacidade para atender até 100 clientes de uma vez. E a cada dia o número é maior. “Chego a vender mais de duzentas refeições em um dia. Não imaginava tanta demanda”, comemora Laudiceia. “Sem o crédito da Fomento Paraná, eu não teria nem começado”, afirma. “Agora já imagino o restaurante funcionando em um imóvel próprio e, quem sabe, até abrir filiais”, enfatiza.

MAIS CRÉDITO – Desde 2011 a Fomento Paraná firmou mais de 12,2 mil contratos e liberou R$ 242,4 milhões de reais para apoiar empreendedores da indústria, do comércio e do setor de serviços, além de pequenos agricultores, em todas as regiões do Estado. Desse total, R$ 94 milhões são relativos a contratos de financiamento de microcrédito (operações de até R$ 15 mil).

Podem ser financiados projetos de investimento fixo (obras/reformas, aquisição de móveis, máquinas e equipamentos); capital de giro associado ao projeto principal (mercadorias para revender e matéria-prima para produzir); e uma combinação entre capital fixo e de giro.

Os financiamentos têm prazo de 36 meses para pagamento e possuem as menores taxas de juros do mercado, variando entre 0,61% a 1,17% ao mês.

As taxas são menores para empreendedores que apresentam certificados de participação em cursos de capacitação gerencial, como o Bom Negócio Paraná, entre outros, oferecidos por entidades parceiras.

Fonte: Governo do Estado do Paraná

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Bares e casas noturnas: veja riscos e vantagens de investir num negócio

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imageO sonho de ter um negócio na noite pode virar um pesadelo caso o empresário não tenha o  conhecimento necessário do ramo em que pretende atuar. A falta de planejamento é um dos principais problemas enfrentados por empreendedores de primeira viagem.

De acordo com o Sebrae-SP, 27% das empresas abertas em 2010 fecharam antes de completar um ano.

Para o gerente de acesso ao mercado do Sebrae, Paulo Alvim, investir na noite tem uma série de características importantes diferentes de qualquer outro negócio.

"Os custos são completamente diferentes, pois é preciso ter segurança, serviço de estacionamento, alto consumo de energia e encargos trabalhistas maiores. É preciso muito planejamento", disse.

Começar a planejar visitando os concorrentes e fazendo cursos específicos de gestão é uma outra dica do especialista do Sebrae.

"O empresário deve identificar quais são as empresas que já atuam no setor, quais serviços são bons ou ruins. A partir desse momento, é importante traçar um plano de negócios para depois buscar os investimentos necessários", declara.

"Sem planejamento perdi todo o meu fundo de garantia"

A ideia de abrir o próprio negócio surgiu quando o engenheiro Ronaldo Pacheco, 57, perdeu o emprego na empresa em que trabalhava há 20 anos. Com o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) resolveu abrir um restaurante em São Paulo.

“Em seis meses eu já tive que pegar dinheiro emprestado com o banco. Os juros eram altíssimos, e a dívida só foi aumentando. Tive que fechar o restaurante em dez meses e perdi todo o dinheiro que economizei", declarou Pacheco.

Depois de perder o negócio foram necessários mais dois anos para conseguir quitar todas as dívidas acumuladas. "Tive de voltar a procurar um emprego e trabalhar numa empresa como engenheiro. Foi um grande pesadelo para mim e para a minha família", disse.

Empresa fatura R$ 75 milhões por ano divertindo os clientes

O A.Life Entertainment Group, empresa de capital fechado de private equity na área de entretenimento,  já fatura R$ 75 milhões por ano.

O grupo formado por quatro gestores e 43 investidores atende a um público de 70 mil pessoas por mês nas cidades de São Paulo e Florianópolis.

Para o sócio e gestor do A.Life, Gustavo Araújo, 29, existe uma grande demanda no país, mas são necessários muito planejamento e pessoas capacitadas para tocar o negócio.

"Nos preparamos muito antes de investir, analisando o mercado e as oportunidades. É muito importante estudar o setor de atuação para identificar oportunidades de negócio que possam atrair investidores", disse.

Entre os gestores da empresa, todos já acumulam experiência em grandes multinacionais. "Essa bagagem ajudou muito no momento de consolidar o negócio", afirma.

Fonte: www.uol.com.br

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Fila de espera para comprar franquias que custam até R$ 330 mil

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Economia aquecida aumentou o interesse por franquias em São Paulo e no Rio de Janeiro. Resultado: é preciso esperar para ser empreendedor

imageA demanda para replicar um negócio já estabelecido, com uma marca respeitada no mercado, atrai investidores. O  número de empresários que querem abrir uma empresa sob o respaldo do franchising é grande. Marcas como Spoleto, Bob’s e O Botícário já trabalham com uma lista de espera para atender os interessados. Nem mesmo o alto custo, que pode ultrapassar os R$ 330 mil, é capaz de minimizar o interesse de empreendedores.

É o caso do Spoleto. Há cerca de um ano a empresa acumula interessados em abrir unidades da rede em São Paulo e Rio de Janeiro. Com lojas espalhadas nos principais shoppings dessas cidades, falta espaço para novos negócios. Cenário que torna o trabalho da diretora de expansão, Renata Rouchou, cada vez mais difícil. Sua primeira ação é apresentar alternativas aos interessados. “Há muitas possibilidades imediatas no interior e em outros estados”, explica.

Quando a ideia não é bem recebida pelo interessado, ela sugere outras duas empresas do grupo Umbra (do qual faz parte o Spoleto) com espaço para expansão: a Domino’s Pizza e a Koni Store. Ainda assim, há quem prefira esperar até dois anos para comandar uma unidade da rede – algo em torno de 50 pessoas atualmente.

Há um conjunto de fatores que explicam as filas atuais: o crescimento da economia, o aumento da procura por esse modelo de negócio, o aquecimento imobiliário – e a consequente elevação dos preços dos imóveis –, além da falta de espaço para a expansão de empresas que já reúnem expressivo número de franqueados. Isso tudo sem levar em conta o fascínio do candidato a empreendedor pelas marcas mais famosas.

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Para esse grupo, a esperança é surgir alguma oportunidade de repasse de loja ou o anúncio da construção de um novo shopping, o que abriria espaço para mais um restaurante. Mas nem isso é garantia de diminuição da fila, afinal, os atuais franqueados contam com a preferência da marca na abertura de novas unidades.

Relacionamento
Foi assim que Élio Zafalão Juliano, de 61 anos, conseguiu sua quarta unidade do Spoleto. Ela será no shopping Mooca, que deve ser inaugurado em novembro na cidade de São Paulo. E mesmo a preferência conferida ao empreendedor pela rede não o livrou de esperar um ano e meio, situação oposta a que enfrentou com os outros três restaurantes administrados por ele e abertos sem espera. “Se uma pessoa se identifica com uma marca e está pensando no futuro, vale esperar porque o retorno será muito melhor.”

Renata Rouchou concorda. “Para abrir a franquia de uma marca consagrada a pessoa precisa ter um plano para o futuro. Quem quer algo imediato acaba migrando para outras oportunidades.” Para reduzir a fila, o grupo Umbra testa atualmente um novo modelo de negócios. A ideia da empresa é que os três restaurantes da marca funcionem em um mesmo imóvel.

A rede de acessórios femininos Morana tem mais de 300 cadastros de potenciais empresários. No caso da empresa, o problema central está na existência de 25 lojas na capital paulista e de 15 franqueados com preferência para comprarem novas unidades.

O grupo ainda tem dificuldade para encontrar bons pontos comerciais, com tamanho, custo e localização que favoreçam a lucratividade do negócio. “Oferecemos outras regiões e empresas da nossa rede (a loja Balonè e o fast food Jin Jin Wok) para os interessados e deixamos aqueles que não aceitam à vontade para procurar outros negócios porque talvez eu não consiga atender essa pessoa ainda que ela espere por anos”, diz o diretor de negócios da rede, Eduardo Morita. “O segredo é se associar a uma marca no início porque quando ela cresce, as portas se fecham”, afirma.

O Boticário também dá preferência para os atuais franqueados abrirem novas lojas, o que dificulta a redução da fila de espera. Embora a empresa não se pronuncie sobre o assunto, estima-se no mercado que a rede receba cerca de 2 mil cadastros de interessados todos os meses. Recentemente, a compra de uma participação minoritária na Scalina, proprietária das marcas de lingerie Trifil e Scala, foi avaliada por especialistas como possível saída para atender à demanda de interessados em uma loja da rede.

A Cacau Show, que recentemente comemorou a abertura de mil lojas no País, também enfrenta as dores do crescimento. Para continuar a expansão, a empresa criou um modelo alternativo de venda em quiosques. Ainda assim, o criador da marca, Alexandre Tadeu da Costa, acredita que existam 600 pessoas cadastradas para abrir uma unidade da rede.

Espaço
E não é só a falta de espaço para novas unidades que dificulta a abertura de uma franquia nas principais cidades do País. A demanda aquecida por interessados neste mercado torna mais longa a espera.

A Subway, por exemplo, tem 258 contratos fechados esperando a abertura de lojas. Desse total, 120 unidades serão inauguradas até o fim do ano, mas as outras 138 podem ter de esperar até um ano – o tempo normal estimado seria de apenas quatro meses. “Além de o mercado estar muito aquecido, precisamos fazer uma procura bem detalhada pelo ponto”, explica Roberta Damasceno, gerente de operações da Subway.

No Bob´s, a competição também aumentou muito e a rede recebe cerca de 200 cadastros de investidores por mês. “Tem muito executivo em fim de carreira que vê no momento atual uma boa oportunidade de investir”, afirma o diretor da empresa, Marcelo Farrel.

Para controlar a demanda e evitar atrasos na abertura de franquias, a empresa tornou seu processo seletivo mais rigoroso. Dessa maneira, apenas 9% dos interessados são aprovados e efetivamente fecham contrato para abrir uma unidade da rede de lanchonetes.

::: Morana
Investimento: a partir de R$ 250 mil
Taxa de franquia: R$ 30 mil
Faturamento estimado: R$ 60 mil
Lucratividade: 15% a 20%
Royalties: embutido no preço do produto
Fundo de propaganda: 3% sobre o faturamento

::: Spoleto
Investimento: a partir de R$330 mil
Taxa de franquia: de R$ 40 mil a R$ 60 mil
Faturamento estimado: a partir de R$ 85 mil
Lucratividade: 15% a 20%
Royalties:  6% sobre o faturamento bruto
Fundo de propaganda: 4% sobre o faturamento

::: Bob’s
Investimento: a partir de R$200 mil
Taxa de franquia: de R$ 30 mil a R$ 60 mil
Faturamento estimado: R$ 150 mil
Lucratividade: 15%
Royalties:  5%
Fundo de propaganda: 4%

::: Subway
Investimento: a partir de R$250 mil
Taxa de franquia: de R$ 10 mil
Faturamento estimado: R$ 65 mil por mês
Lucratividade: 15% do faturamento médio
Royalties:  8% do faturamento líquido
Fundo de propaganda: 4,5% do faturamento líquido.

::: Dídio Pizza
Investimento: R$80 mil
Taxa de franquia: R$ 35 mil
Faturamento estimado: R$ 70 mil por mês
Lucratividade: 12% do faturamento bruto
Royalties:  5% sobre o faturamento bruto
Fundo de propaganda: 2% do faturamento bruto

Fonte: http://pme.estadao.com.br

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Bares e casas noturnas: veja riscos e vantagens de investir num negócio

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O sonho de ter um negócio na noite pode virar um pesadelo caso o empresário não tenha o  conhecimento necessário do ramo em que pretende atuar. A falta de planejamento é um dos principais problemas enfrentados por empreendedores de primeira viagem.

De acordo com o Sebrae-SP, 27% das empresas abertas em 2010 fecharam antes de completar um ano.

Para o gerente de acesso ao mercado do Sebrae, Paulo Alvim, investir na noite tem uma série de características importantes diferentes de qualquer outro negócio.

“Os custos são completamente diferentes, pois é preciso ter segurança, serviço de estacionamento, alto consumo de energia e encargos trabalhistas maiores. É preciso muito planejamento”, disse.

Começar a planejar visitando os concorrentes e fazendo cursos específicos de gestão é uma outra dica do especialista do Sebrae.

“O empresário deve identificar quais são as empresas que já atuam no setor, quais serviços são bons ou ruins. A partir desse momento, é importante traçar um plano de negócios para depois buscar os investimentos necessários”, declara.

“Sem planejamento perdi todo o meu fundo de garantia”

A ideia de abrir o próprio negócio surgiu quando o engenheiro Ronaldo Pacheco, 57, perdeu o emprego na empresa em que trabalhava há 20 anos. Com o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) resolveu abrir um restaurante em São Paulo.

“Em seis meses eu já tive que pegar dinheiro emprestado com o banco. Os juros eram altíssimos, e a dívida só foi aumentando. Tive que fechar o restaurante em dez meses e perdi todo o dinheiro que economizei”, declarou Pacheco.

Depois de perder o negócio foram necessários mais dois anos para conseguir quitar todas as dívidas acumuladas. “Tive de voltar a procurar um emprego e trabalhar numa empresa como engenheiro. Foi um grande pesadelo para mim e para a minha família”, disse.

Empresa fatura R$ 75 milhões por ano divertindo os clientes

O A.Life Entertainment Group, empresa de capital fechado de private equity na área de entretenimento,  já fatura R$ 75 milhões por ano.

O grupo formado por quatro gestores e 43 investidores atende a um público de 70 mil pessoas por mês nas cidades de São Paulo e Florianópolis.

Para o sócio e gestor do A.Life, Gustavo Araújo, 29, existe uma grande demanda no país, mas são necessários muito planejamento e pessoas capacitadas para tocar o negócio.

“Nos preparamos muito antes de investir, analisando o mercado e as oportunidades. É muito importante estudar o setor de atuação para identificar oportunidades de negócio que possam atrair investidores”, disse.

Entre os gestores da empresa, todos já acumulam experiência em grandes multinacionais. “Essa bagagem ajudou muito no momento de consolidar o negócio”, afirma.

Fonte: www.uol.com.br

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CRISE!

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Em meio a um momento econômico conturbado, investir na força da classe C, pode salvar os estabelecimentos de Food Service de afundar na crise financeira mundial

Jamile Hallack

imageA economia mundial está vivendo um momento único na história. Estamos presenciando uma crise causada por outras crises. A primeira delas aconteceu na Grécia quando esta anunciou que poderia não pagar suas dívidas a outros países. Depois disso, o efeito dominó atingiu outras partes do mundo, contaminando a Europa e os Estados Unidos. Instaurou-se assim um cenário financeiro desordenado, uma crise econômica mundial. Mas como isso tudo afeta o setor de food service?

A resposta vem do economista Márcio Salvato, coordenador do curso de economia do Ibmec/MG. “Esta crise deve ser diferenciada daquela que aconteceu em 2008, pois não iremos observar quedas abruptas em produção, mas apenas queda na taxa esperada de crescimento. Logo, os empresários do setor de food service devem apenas refazer seus planos de crescimento de maneira a reduzir o risco do seu negócio, mantendo custos sobre maior controle”, define.

E foi exatamente isso que o grupo brasileiro JBS, maior processador global de carne bovina, fez. Devido ao fato da companhia ter sofrido um prejuízo de R$ 180,8 milhões no segundo trimestre deste ano, após registrar perdas nos EUA, decidiu-se reduzir o ritmo de investimentos. “A empresa já investiu bastante. Não fechamos o orçamento de 2012, mas a redução será significativa. Abaixo de R$ 1 bilhão (ano). Pode cair para até R$ 500 milhões, mas não quero comentar ainda”, disse Wesley Batista, presidente da JBS, durante uma teleconferência.

A rede de restaurantes Fogo de Chão, conhecida mundialmente, ainda não sentiu os efeitos desta crise. Seu crescimento se manteve e a meta para o final deste ano e início do seguinte é abrir novas lojas no exterior. “Nós não estamos tendo problema com a crise. Aqui no Brasil as lojas estão vendendo muito bem, seguindo nossa projeção de crescimento. Lá nos Estados Unidos com essa crise, nós estamos nos saindo melhor que outros restaurantes, principalmente por ser rodízio. Sem queda de faturamento ou público nas lojas”, conta Jandir Dalberto, presidente das operações no Brasil.

Mas não é só apenas dentro das grandes empresas que as mudanças têm que ser feitas. Os restaurantes e as micro empresas de serviços precisam de alguns ajustes durante a crise. “Os empresários do setor de restaurantes devem apenas refazer seus planos de crescimento e reinvestimento, de maneira a reduzir o risco do seu negócio, mantendo custos sobre maior controle”, explica Salvato

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Além disso, de acordo com o colunista, a classe C se tornou uma grande aliada dos restaurantes para brecar os efeitos da crise e assim manter ou aumentar os lucros dos estabelecimentos de food service. “O setor de serviços tem sido beneficiado pelo crescimento da classe C e isto tem inclusive modificado a oferta de alguns serviços. Especificamente no setor de alimentação (restaurantes), os menos afetados seriam aqueles que estão direcionados para as classes intermediárias de renda”, relata.

O freio chamado “Classe C”

Uma das dicas dada por Salvato é o investimento na classe C. “No setor de restaurantes, aqueles que estão mais envolvidos com a demanda de consumo da classe C serão os menos atingidos”, recomenda Salvato. E essa dica tem sido bastante seguida por algumas empresas de food service e restaurantes. Com as mudanças no mercado, as empresas passaram a oferecer serviços e produtos para este setor da população. Hoje a classe C é vista como público alvo de estratégias de negócios. Uma pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que quase 49 milhões de brasileiros passaram para as classes A, B e C no país, entre março de 2003 e maio de 2011, registrando um crescimento de 47,94%. Considerando apenas a classe C, foram mais de 39 milhões de novos integrantes no período, o que significa uma elevação de 46,57%. Hoje, ao todo, são 105,4 milhões de pessoas, ou 55,05% da população compondo o que é chamado de “Nova Classe Média (NCM)”.

Estes dados ficam claramente refletidos no aumento dos gastos da classe C com alimentação. Em uma pesquisa realizada pelo instituto Data Popular, constou-se que as famílias desta nova classe devem gastar em média esse ano, R$ 1,03 trilhão, sendo que 46,6% será voltado à alimentação fora do lar. De acordo com Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto, atualmente, de cada R$ 100, o consumidor gasta R$ 23 com alimentação. Em 2002, apenas R$ 11 era destinado para este fim. Além do mais, ele afirma que isso acontece em resposta ao fato da classe C estar cada vez mais inserida no mercado de trabalho. “Basicamente o número de pessoas empregadas impulsiona o food service. Com os tickets-refeição, as pessoas tendem a comer mais fora do lar, e os restaurantes buscam atender a este público”, explica.

Para escolher a melhor forma de investir na classe C é necessário primeiro descobrir o que eles querem através de pesquisas, depois é apostar nas áreas certas e escolher o local de instalação de seu negócio. “A classe C gosta de prato cheio, de fartura. Os brindes também são uma ótima opção de atração de público. Construir restaurantes próximos a centros empresarias pode ser uma boa ideia, pois é o local onde o trabalhador está, é um centro de fluxo”, lista Meirelles.

Promoções e mais promoções

A Vivenda do Camarão, uma das maiores redes de fast food composta de refeições feitas com frutos do mar, registrou no ano de 2010, através de uma pesquisa interna, um aumento de 25% no número de consumidores de classe C. A rede, que conta, atualmente, com mais de 100 lojas espalhadas por todo o território nacional, notou um crescimento de clientes com o perfil especialmente em praças de alimentação de shoppings do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Antenada ao crescimento do poder de compra desta classe, e com o objetivo de popularizar o camarão, ingrediente considerado componente da alta gastronomia, a rede investe em ações de marketing e promoções específicas para alavancar as vendas. “Nossa premissa é de sempre oferecer pratos com preços acessíveis e alta qualidade. Nosso carro chefe da rede, o Strogonoff de Camarão por exemplo, que gira em torno de R$17,50. Um preço altamente competitivo. Além disso, realizamos festivais trimestrais, onde oferecemos seis dos nossos principais pratos com preços entre R$ 12,90 a 17,50”, afirma Rodrigo Perri, sócio-diretor da Vivenda.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Data Popular, os gastos da classe C aumentaram quase sete vezes entre 2002 e 2010. Este dado faz com que as empresas de food service invistam mais em promoções e diminuição de preços. “Sabemos que esta classe possui um poder aquisitivo em ascensão e que estão à procura de um produto de qualidade por um preço acessível, o que vem de encontro com a proposta da Vivenda”, comenta Perri.

Até o final deste ano o empresário espera atingir um crescimento de 30 a 35% no faturamento total da empresa. Já para 2012 o objetivo é abrir 25 novas unidades e gerar mais 650 novos empregos, além de iniciar os projetos de implantação de uma nova fábrica de produção de pratos congelados, com capacidade superior a três ou quatro vezes ao da fábrica atual. “Atualmente servimos uma média de 700 mil refeições mensais. Desta parcela, cerca de 15% vem da chamada classe C. Geramos em 2011 aproximadamente 520 novos empregos diretos. Não chegaríamos a estes números sem a contribuição desta classe”, finaliza.

Além do aumento de consumidores da classe C, o sucesso da empresa é calculado também através da soma dos seguintes valores: padrão de qualidade, bom atendimento, pratos saborosos e preço justo.

O Subway sempre se destacou pelos seus sanduíches saudáveis. Seguindo esta linha de promoções, para levá-lo à toda população, a empresa criou formas para atrair o público da classe C e também aquele que tinha curiosidade em conhecer a marca, mas não tinha condições de pagar o preço do produto.

A primeira grande ideia foi a criação do Barato do Dia, que consiste em oferecer um sanduíche específico por dia, que varia o longo da semana, por um preço que varia entre R$6,95 e R$ 7,95, dependendo do estado onde está a franquia. Outra grande ideia foi o sanduíche Baratíssimo, onde a rede escolheu o produto mais vendido e o ofertou a RS 4,95. Essa promoção alavancou as vendas em 30 % em todo o país.

A vontade de investir na classe veio do resultado de uma pesquisa realizada na própria empresa, onde constatou-se que o público é formado de pessoas com idade entre 18 e 40 anos, cuja maioria pertence à classe C. “Com a economia aquecida, as pessoas já tem um poder aquisitivo maior e estão começando a comer mais fora de casa. Essas promoções também causam inclusão social”, explica Roberta Damasceno, gerente nacional do Subway.

Um cardápio diferente

Outro restaurante que está investindo na classe C é Risotto Mix. Criada para atuar apenas em shoppings, a rede segmentou seu cardápio para atendê-la. Após uma pesquisa para listar as áreas de atuação, a empresa optou por focar seus menus. Em regiões mais populares, a marca deu destaque aos produtos mais alinhados ao ticket médio dos clientes e passou a oferecer pratos adaptados, com a troca de carnes como o filé mignon por uma carne menos sofisticada. A ideia da franqueadora é ampliar o público atraindo as classes C e D.

Chamado de Cardápio B, o menu oferece os mesmos pratos do Cardápio A (destinado às classes A e B), porém com preços diferentes. “A mudança está na matéria-prima, mas o consumidor não é enganado. Ele é avisado”, explica Adenilson Soares, sócio-fundador da Risotto Mix.

De acordo com o empresário, a classe C está em constante ascensão e merece uma atenção especial. “ O público C é o nosso alvo porque ele passou a comer mais fora de casa. O rendimento dele cresceu, as necessidades cresceram, a segurança dele aumentou pela quantidade de ofertas de emprego. Enfim, ele tem mais condições de se arriscar e gastar mais e comer mais fora”, afirma. Além do mais, é possível citar um crescimento de 20% no número de vendas desde a criação do novo cardápio. Um exemplo dado por ele é a franquia do Shopping Eldorado em São Paulo, onde as vendas aumentaram 30% depois da chegada dos pratos a preços populares. Em um restaurante que utiliza o Cardápio A o ticket médio com refrigerante gira em torno de R$ 26, já com a utilização do B, nas mesmas condições, é de R$ 19.

A escolha de qual cardápio será utilizado em uma nova franquia depende do local onde ela será instalada. Uma equipe de consultores avalia a região, faz uma pesquisa do público e assim define se usaram o A ou o B. “ Na cidade de Jundiaí não temos concorrência, então optamos por manter o ‘A’. Onde temos concorrência, escolhemos o B para manter um preço competitivo”, explica Soares.

Além da criação deste novo menu, que é encontrado em várias lojas da rede, a Risotto busca sempre inovar. De olho na classe C, a rede criou a campanha “Risottinho Sensazionale”, vigente em todo o país durante os meses de junho e julho deste ano. Através de novos pratos confeccionados com ingredientes já existentes nas lojas, foram oferecidas seis opções deliciosas de risotinhos com preços mais baratos do que o prato tradicional. “ Com esta promoção, o cliente pôde comer um prato da alta gastronomia por apenas R$ 9,90, sem perder a qualidade e o sabor”, conta Soares.

Soares afirma que a receita de sucesso está em um plano bem feito. “ Tem que se trabalhar muito. Mas antes disso precisa-se de um plano bem elaborado. Buscar a ajuda de um consultor ou se associar a um investidor com experiência de mercado são boas opções. Além do mais, fica muito mais fácil obter verba de instituições financeiras se você tiver um plano de negócios bem, elaborado”, ensina.

Em 2010 a Risotto Mix fechou o ano com um faturamento de R$ 33 milhões e para o final de 2011 eles esperam alcançar os R$ 50 milhões. Atualmente existem 70 lojas Risotto Mix espalhadas pelo país e para se montar mais uma o empreendedor precisará desembolsar R$ 300 mil mais o valor do ponto comercial. Além disso, para 2012 eles tem um plano de criar um terceiro cardápio, no qual, além do preço baixo, ele contará com pratos com menos quantidade de comida.

Chocolate popular

Um exemplo de investimento para atender a classe C, foi o desenvolvimento da rede de chocolaterias Brasil Cacau. Através de um investimento de R$ 100 milhões, o Grupo CRM, o mesmo que detém a marca Kopenhagen, criou a rede para chegar a este setor da população e hoje já pode ser encontrada em 123 pontos de venda. Todos os produtos da marca são direcionados aos consumidores da classe C. “O Grupo CRM possui pleno conhecimento do funcionamento do mercado de chocolate e criou a Brasil Cacau para expandir seus negócios, separando bem o perfil de seus consumidores, respeitando cada um deles”, afirma Renata Moraes Viche, vice-presidente executiva do Grupo.

Para incrementar essa atuação, foi criada em julho deste ano, a campanha “A melhor trufa do Brasil, pode comparar”, onde o objetivo era vender 2,4 milhões de trufas a R$ 0,99 no período de 73 dias. Porém como as vendas no primeiro mês da campanha excederam as expectativas eles aumentaram a meta para 3 milhões. “Vendemos as trufas pela metade do custo regular. Assim conseguimos vender 1,5 milhão de unidades apenas no primeiro mês. Com a ação, consumidores que ainda não conheciam a marca puderam conhecer, degustar, ver na TV e nas revistas. Agora temos certeza que ampliamos nossa base de clientes”, explica Renata. Até o final de 2011 a marca tem por meta chegar ao número de 180 lojas.

À frente do seu tempo

Nem todas as empresas de food service começaram a investir na classe C depois de sua ascensão. O rede de restaurantes Giraffas já investe neste público há muito tempo e busca sempre inovar com pratos diferenciados e saborosos. “O Giraffas investe em opções de refeição que atende a classe C desde 2000, quando lançou o Giraffas Brasil, uma linha de produtos de excelente qualidade, vendidos a preços acessíveis, acompanhada de arroz, feijão, farofa, salada, além de uma opção de carne, totalizando cerca de 500g”, conta Cláudio Miccieli, diretor executivo da empresa.

O crescimento da rede é baseado na expansão da base de clientes. Essa política os leva à permanente busca de aumento da eficiência, visando oferecer os melhores produtos aos preços mais reduzidos. “A linha Giraffas Brasil atende a esta estratégia, uma refeição completa, balanceada, com preços à partir de R$ 10,20 e com qualidade. O ponto central não é ser “caro” ou “barato”, é ser justo, honesto”, completa Miccieli.

Atualmente o Giraffas conta com cerca de 360 pontos de venda, distribuídos em 24 estados e no Distrito Federal, além de uma unidade em Miami, nos Estados Unidos, e outra em Cidade do Leste, no Paraguai. O faturamento total do Giraffas em 2010 foi R$ 520 milhões. A previsão para 2011 no Brasil é de R$ 600 milhões e a projeção de crescimento para 2014 indica um faturamento da ordem de R$ 1 bilhão. “Estamos sempre investindo em melhores produtos e também na melhoria do conforto e do atendimento. Aliás, através de mudanças no layout (fachada e balcões), os nossos novos restaurantes irão mudar o que se considera como o padrão de conforto do segmento”, finaliza.

Empresa investe em empresa

Não é só nos clientes de food service que as empresas investem. Os franqueados empreendedores que pertencem a classe C também tem a sua vez no mercado. Um exemplo disso é a Ambev, primeira empresa a desenvolver o segmento de franquias de bebidas no Brasil. A companhia criou agora o Nosso Bar, uma franquia popular, destinada aos micro e pequenos empreendedores, e que requer um investimento inicial a partir de R$ 28 mil.

O projeto, pioneiro neste segmento, veio para incentivar os negócios na classe média, familiares e desenvolver o bar popular, respeitando as características de cada bairro e franqueado. A franquia iniciou as operações em São Paulo e pode ser expandida para outras regiões a partir do ano que vem. O retorno previsto do investimento é de 12 a 20 meses.

O Nosso Bar é uma opção de franquia popular em regiões urbanas, periferias e centros de grandes cidades. Ao contrário das tradicionais, ele permitirá ao investidor escolher o nome do estabelecimento e desenvolver um cardápio de pratos e petiscos que atendam às necessidades de cada região e do público. Os interessados em investir na franquia vão ter à disposição toda estrutura da Ambev no segmento. A ideia é oferecer ao proprietário e aos clientes a melhor estrutura com padrão visual, produtos de qualidade, entretenimento e ambiente familiar.

O investimento da Ambev no segmento de negócios populares deve incrementar ainda mais a área de franquias no Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franquias (ABF), o setor registrou um faturamento de R$ 76 bilhões em 2010, um crescimento de 20,4% em relação ao ano anterior.

“A Ambev foi a primeira empresa de bebidas a investir no segmento de franquias no Brasil. Desde 2004, desenvolvemos projetos que atendem diferentes perfis de empreendedores e havia muito interesse em criar um modelo voltado ao segmento popular, aos micro e pequenos empreendedores e àqueles que desejam investir em um negócio familiar. Após diversas pesquisas chegamos ao modelo Nosso Bar, que leva a excelência do nosso sistema de franquias ao público que tem menos capital para investir. A expansão da classe C, o aumento de renda da população e ampliação das linhas de crédito são fatores que devem impulsionar ainda mais este negócio”, explica João Paulo Badaró, diretor de Novos Negócios da Ambev. •

Fonte: http://www.foodservicenews.com.br/

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