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50 Estratégias para alavancar as vendas do restaurante

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Em tempos de grande competitividade os restaurantes já não podem se dar ao luxo de abrir as portas e aguardar que os clientes entrem; eles precisam criar oportunidades de vendas dentro e fora do estabelecimento para aumentar o volume de vendas e de clientes. Há também a necessidade de voltar os olhos para dentro da operação e encontrar estratégias para economizar recursos, mantendo a qualidade e a eficiência da produção.

Entre as estratégias citadas em nossa vídeo aula “Restaurante de Sucesso. 50 Estratégias para Lucrar Mais” está a possibilidade de realizar parcerias com empresas de entretenimento próximas ao seu restaurante. Se seu restaurante está localizado próximo a casas noturnas, cinemas, teatros, ginásios poliesportivos há sempre clientes em potencial que escolheriam o seu estabelecimento para almoçar ou jantar após estes eventos. Em parceria com estes locais de eventos é possível deixar um flyer ou um encarte oferecendo um chopp ou refrigerante de cortesia para que for ao restaurante com o encarte e consumir acima de determinado valor. Seu restaurante irá se beneficiar muito com esta estratégia e sair na frente dos concorrentes que estão pelos arredores.

Para conhecer um pouco mais sobre a nossa vídeo-aula “Restaurante de Sucesso. 50 Estratégias para Lucrar Mais” acesse nossa loja virtual clicando aqui.

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Vivendo o negócio

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O chef Biba Fernandes, atualmente, é proprietário de dois restaurantes: o Chiwake e o Chicama. Com grande experiência nas cozinhas, o profissional tem mostrado como o gosto por aquilo que se faz é capaz de proporcionar ótimos resultados para os negócios.

Para se estabelecer, ele passou por alguns desafios que precisaram ser superados. Em especial, Fernandes ressalta a introdução de algo novo no mercado. “Quando abri o Chiwake, a maior dificuldade foi a aceitação do público. Foi difícil tirar a impressão que as pessoas tinham de que a cozinha peruana era comida mexicana. Há 10 anos, muita gente não sabia o que era comida peruana. Então, essa chegada de uma cozinha nova, de um local que o brasileiro não dava muito valor, causou um pouco de desconfiança do público no início”, afirmou.

Em entrevista para a revista Food Service News, o chef falou mais a respeito da sua experiência na área, de como foi conquistando o seu espaço, daquilo que acredita e também dos seus planos.

Food Service News: Como você iniciou na área?
Biba Fernandes: Comecei com o restaurante japonês Expresso Sushi, em Porto de Galinhas, o qual mantive por 11 anos. Em uma das reformas que fizemos, precisamos ir a Maceió para comprar algumas luminárias e acabamos conhecendo o restaurante peruano Wanchako. Eu fiquei apaixonado pela culinária. Depois de algumas conversas, conseguimos fechar uma consultoria com a chef e proprietária da casa, Simone Bert. Passei sete meses aprendendo diretamente com ela na cozinha, e depois de um ano comecei a desenvolver meu próprio cardápio já no Chiwake. Além do Chiwake, que completou 10 anos, decidi abrir há três anos o Chicama.

FSN: Quais foram os principais desafios vividos em sua história profissional?
BF: O primeiro desafio foi o nascimento da minha filha justamente quando estávamos montando o Chiwake e eu tive que viajar para Maceió. Eu passava a semana inteira lá, de segunda a sábado, então só a via uma vez na semana. Foi muito difícil. Outro desafio foi a mudança de vida. Eu vivia numa praia e de repente decidi expandir para um negócio maior. Mudei para a capital e passei a viver das 8h da manhã à 1h da madrugada dentro da cozinha. Comecei do início, lavando e cortando, para depois chegar à bancada e poder cozinhar. Quando abri o Chiwake, a maior dificuldade foi a aceitação do público. Foi difícil tirar a impressão que as pessoas tinham de que a cozinha
peruana era comida mexicana. Há 10 anos, muita gente não sabia o que era comida peruana. Então, essa chegada de uma cozinha nova, de um local que o brasileiro não dava muito valor, causou um pouco de desconfiança do público no início. No geral, também foi difícil introduzir uma cozinha nova num mercado onde já existem vários restaurantes muito bons. Entrar com uma proposta nova é sempre mais complicado. Além disso, tem as dificuldades que o país oferece para quem é empresário.

FSN: E as conquistas?
BF: Para mim, a principal foi ter me apaixonado por um talento que estava escondido dentro de mim: o amor por cozinhar. Depois, o que mais me deixa feliz é a resposta do público. Eu dou muito valor ao retorno que o cliente me dá. Não gosto de falar em prêmios porque eles são muito subjetivos. Eu posso ser o melhor para você, mas não ser o melhor para o outro. Para o nosso trabalho é positivo, claro, mas eu não vejo isso como o principal. Não acho que a competição seja a melhor coisa. Acho que, na verdade, a melhor resposta para quem cozinha é quando a pessoa que come a sua comida lhe chama e diz: “que comida maravilhosa”. Acho que isso vale muito mais que qualquer prêmio.

FSN: Como você enxerga a área de alimentação fora do lar atualmente no Brasil?
BF: Hoje em dia está havendo uma mudança em relação às refeições. O Brasil ainda carrega em si esse vínculo de comer dentro do lar, mas a rotina do dia a dia está mudando os hábitos das pessoas terem que comer fora de casa porque não tem suporte ou tempo suficiente para ir em casa. Com isso, de uns anos para cá, os clientes ficaram muito mais exigentes. Hoje não tem espaço para amadorismo. O cliente está procurando por comida boa, atendimento bom. Vai se destacar quem tiver excelência no atendimento e comida gostosa com preço justo. Há restaurantes de todos os tipos de culinária do mundo, mas acho que o segredo para se manter no segmento é o profissionalismo. Isso porque ninguém fica em pé somente cozinhando. Tem que cozinhar, administrar… É um conjunto de coisas.

FSN: Para você, quais são os principais pontos que ainda precisam ser trabalhados no segmento?
BF: O primeiro é mão de obra qualificada, tanto de garçom quanto de cozinha. No ramo da gastronomia hoje temos muito cursos em faculdades, mas, na verdade, eles não preparam as pessoas efetivamente para estarem na cozinha. Cerca de 90% dos estudantes que vão para o restaurante estagiar pedem pra sair no segundo dia e querem estágio no escritório. A faculdade ensina uma coisa que não é real, onde eles ficam lá no ar- condicionado… Mas o ritmo numa cozinha real é totalmente diferente. Outra coisa importante é que qualquer pessoa hoje quer ter um diploma e a faculdade de gastronomia dura apenas dois anos. Então, muita gente cursa para obter o diploma; falta o amor pelo trabalho.

FSN: Como se destacar no mercado?
BF: Acho que os pontos principais são oferecer um bom serviço, com qualidade no atendimento e conforto para os clientes no estabelecimento; qualidade na matéria-prima, que resulta numa comida boa, e empenho pelo negócio. É preciso viver o negócio.

FSN: Como fidelizar os consumidores?
BF: Aqui cabe a mesma resposta da pergunta anterior… Excelência no serviço, qualidade no atendimento e na matéria-prima.

FSN: Em sua opinião, quais são as boas características que um chef deve ter?
BF: Liderança, humildade – saber que você nunca sabe tudo e sempre estará aprendendo; você aprende diariamente desde o garçom, ao subchef e gerente – e amor pelo que faz.

FSN: Como é o seu dia a dia de trabalho?
BF: Normalmente eu acordo e vou para os restaurantes. Começo a ver a preparação de molhos, vejo o que minha equipe já fez e dou continuidade. Converso com o garçom, com o gerente, faço o acompanhamento com as compras na cozinha, analiso qualidade da feira, vejo se o produto está chegando com a qualidade que tem que chegar. Como a minha esposa e sócia, Manuella, fica na área mais burocrática e administrativa, o meu trabalho é basicamente analisar os produtos, criar pratos novos, elaborar menus para eventos e sempre procurar pela melhor matéria-prima e frescor de produtos.

FSN: Quais são os seus planos em médio e em longo prazo?
BF: Eu pretendo dar continuidade ao que já estou fazendo e tentar melhorar as coisas que eu faço. Estou trabalhando com consultoria, fazendo cardápios para pousadas e restaurantes. Não espero montar nenhum outro restaurante, estou satisfeito com os dois que já tenho. Quero desenvolver outras coisas, como a elaboração de cardápios para outros estabelecimentos. Quero pesquisar muito e aprender cada vez mais. Eu tenho alguns cursos em vista nesse sentido para crescer profissionalmente; até já marquei um curso em São Paulo com o chef francês Laurent Suaudeau.

Fonte: http://www.foodservicenews.com.br/vivendo-o-negocio/

9 razões para investir na comunicação visual do seu bar

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Um bar precisa ter muito mais do que boa comida e um excelente atendimento para se destacar. Os clientes estão cada vez mais exigentes e se você não investir na comunicação visual para vender a sua imagem, poderá perder muitas oportunidades interessantes para a concorrência.

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Vamos destacar algumas razões para fazer o seu ponta de venda ficar mais atrativo e estabelecer um marketing eficaz.

Mostre sua personalidade

Cada bar tem uma identidade própria, alguma temática a ser explorada. Se o forte do seu negócio for vender petiscos de peixe, por exemplo, poderá investir em uma comunicação visual voltada para o alto-mar, um aquário, pendure um timão na parede, etc. Uma decoração com bumerangues pode ser ótima para criar um ambiente australiano, já se for uma temakeria, pode trabalhar imagem de gueixas, peças de kabuki e outros temas que remetam ao Japão.

Faça uma sinalização adequada

Faça uso da sinalização para indicar onde fica o banheiro, a cozinha, que identifique as mesas por números, mostre a entrada para deficientes, deixe exposto no caixa quais os tipos de cartão aceitos para pagamento, etc.
A disposição das mesas e cadeiras deve permitir acomodar o maior número de pessoas possível e deixar um corredor livre para a circulação de pessoas e garçons.

Se o seu ambiente for grande, poderá utilizar biombos para dividi-lo em dias que estiver com menos clientes (para evitar a impressão de que está vazio) ou retirá-los para dar ideia de amplitude quando estiver lotado.

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Aproveite as redes sociais

Hoje as redes sociais são uma das formas mais baratas e mais eficazes de se fazer o marketing de uma empresa. Os clientes costumam fazer o check-in enquanto esperam pelos pedidos, e se suas paredes forem divertidas e temáticas, eles poderão tirar fotos para compartilhar com os amigos! Portanto, não se esqueça de divulgar a senha da internet, seja no rodapé do cardápio ou junto com a plaquinha de Wi-Fi.

Aprenda a customizar seus acessórios

Não é só nas paredes que a marca deve estar, mas também nos acessórios. Existem muitas ideias simples, mas que dão um toque bastante especial. Em vez de simplesmente levar os talheres, experimente colocá-los em pequenos envelopes compridos com desenhos que remetam ao seu logo. Os jogos americanos personalizados, os copos e os guardanapos também devem combinar com a decoração do seu ponto de venda.
A empresa Starbucks lançou recentemente uns copos vermelhos para comemorar o Natal e virou assunto nas redes sociais, tanto por sites de notícias quanto pelas fotos de pessoas que foram até a loja comprar uma bebida quente em pleno período de calor. Ótima ideia de marketing, não?

Realize promoções e divulgue

Vai fazer algum evento e quer informar os seus clientes? Deixe um pequeno cubo com a informação sobre a mesa, deixe um panfleto solto dentro do cardápio. Motivos para fazer uma comemoração não faltam.
Convide seus clientes para assistir a uma partida de futebol e ofereça chopp em dobro até as 18h00. Happy hour com mariachis para o seu bar mexicano. Que tal montar um totem com o “Ligeirinho” nesse dia?

Existem no mercado diversas opções de displays automontáveis, como os oferecidos pela Faster Displays. São estruturas com uma imagem impressa que podem ser rapidamente montadas ou desmontadas, leves e facilmente transportáveis.

Podem ser usados para falar sobre o menu do dia, alguma comemoração especial, uma urna para participação em um sorteio ou até mesmo deixados na entrada para que sejam vistos da rua. Assim os clientes ficarão sabendo da “noite parisiense”, do “dia do nordeste” e da promoção de “brigadeiros gourmet”.
No balcão, deixe um cartãozinho com os horários de funcionamento, telefones e endereços nas redes sociais. Afinal é do seu interesse que o seu negócio seja conhecido, certo? Portanto, não deixe de divulgá-lo. Acompanhe neste post algumas dicas de como fazer isso.

Faça cardápios chamativos

O cardápio é a primeira coisa que o cliente vai pedir assim que chegar ao seu ponto de venda e, felizmente, é onde a criatividade não tem limites.

Vejamos alguns exemplos: um cardápio em forma de pizza; escrito em alemão (com tradução para o português, claro) para um bar especializado em salsichões; uma tábua de carnes para quem vende espetinhos; no formato de cartas de baralho, etc.

Outra forma de variar é atribuir nomes aos pratos: um sanduíche “Pernalonga”; uma porção “Piratas do Caribe”; um suco de “Morancaxi”, ou seja, deixe a imaginação fluir e brinque com os seus clientes.
Adesive suas paredes, coloque almofadas

Uma combinação de cores adequada pode criar um ambiente mais descontraído, mais informal, dependendo da sua intenção. Adesivos são uma forma simples e barata de facilitar uma decoração temática. As paredes podem parecer um jornal, várias histórias em quadrinhos ou até mesmo uma praia.
Não são somente os restaurantes japoneses que podem ter almofadas no chão. Um ambiente mais jovem pode aproveitar essa ideia, com futons despojados, por exemplo. Se tiver espaço, poderá colocar até uma mesa de sinuca e um jukebox.

Trabalhe sua equipe

Para o que marketing do seu negócio tenha efeito, envolva sua equipe de trabalho. É simples recolher um guardanapo que caiu no chão, ser cordial e simpático com o cliente e evitar aborrecimentos. É preciso manter o local limpo.

Além disso, forneça uniformes para garantir um padrão de cores, fortalecendo a comunicação visual com o seu público — se possível, uniformes temáticos. Não precisa ser nada de complicado, um simples chapeuzinho de marinheiro, um garçom ao estilo gaúcho para servir as carnes, um pizzaiolo italiano na cozinha, por exemplo.

Venda-se

Qual o objetivo do seu ponto de venda? Vender! É por isso que investir em comunicação visual é essencial para que o seu bar seja conhecido e consiga se destacar em meio de tantos outros concorrentes.
Antes de saber se a comida é boa, o cliente vai sentir o ambiente, ver se o local está limpo, se a decoração combina, se o atendimento é adequado. Permita que essa experiência seja agradável.

Deixe que divulguem nas redes sociais, anuncie suas promoções, informe os horários de atendimento ao público e interaja. Totens oferecem um excelente custo-benefício, pois a montagem é rápida, ocupam pouco espaço e são personalizáveis. Ajudam a divulgar as promoções e difundir a sua marca.

Esperamos que essas dicas tenham sido importantes para o seu ponto de venda. Deixe o seu comentário e envie sugestões!

Fonte: https://www.petink.com.br/9-razoes-para-investir-na-comunicacao-visual-do-seu-bar/

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Trabalhar com comida rende lucro de até 20%

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Bom nível de emprego e aumento da renda no Brasil estimulam o desenvolvimento do setor de alimentação

Reinaldo Chaves

imageA taxa de desemprego ficou em 5,7% em fevereiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma das menores da história. O rendimento médio real do trabalhador ficou em R$ 1,699,70, o que representou avanço de 1,2% sobre janeiro.

Esses fatores estimulam o setor de serviços no Brasil e uma das áreas mais beneficiadas é a de alimentação, pois os brasileiros com mais dinheiro no bolso podem comprar mais refeições fora de casa. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) estima que já existam 1,5 milhões de bares/restaurantes no país, que geram 4,5  milhões de empregos.

E toda essa força também favorece os pequenos e médios negócios, como marmitarias e buffets. Segundo Karyna Dantas, consultora especialista para alimentação fora do lar do Sebrae-SP,  bem administrada uma empresa como essa pode ter lucratividade variando entre 10% a 20%. “Mas é preciso ter uma gestão bem assertiva e um gestor participativo”, ressalta.

Passos

Ela orienta que um dos passos iniciais para quem quer entrar no ramo de marmitarias ou buffets, antes de pensar em custos, é a  elaboração do cardápio. O interessante é que o futuro empreendedor analise o que vai ofertar para o seu cliente para depois prever todos os custos de investimentos, abertura e implementação do negócio. Para isso ser feito com segurança, um plano de negócio deve ser elaborado.

Tudo isso para ter um planejamento anual, mais longo, ou seja,  diminui a chance de  tomar decisões apressadas ou erradas.  “Isso ajuda principalmente depois do negócio formalizado e constituído, onde deverá ser previsto os períodos de risco, como a sazonalidade de produtos, dos serviços e das demandas”, diz.

Formalização

Para quem abre um negócio, a informalidade é sempre uma dúvida: pode-se pagar menos impostos, mas o empresário não tem acesso a financiamentos, fica fora das regras legais do país e por isso pode se acomodar e não pensar em crescer.

Uma alternativa para os pequenos se legalizarem é o Empreendedor Individual, programa do Ministério do Desenvolvimento que formaliza os negócios com o pagamento de um valor fixo mensal de R$ 36,10.  É uma boa dica para quem pensa em marmitaria. Isso dá direito a  benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros. Veja mais em

http://www.portaldoempreendedor.gov.br.

Dinheiro

Também há instituições que emprestam dinheiro para pequenos empresários cobrando juros baixos. O Banco do Povo Paulista, por exemplo, cobra 0,5% ao mês (veja mais em http://www.bancodopovo.sp.gov.br). Também existe o programa nacional de microcrédito Crescer, que atende nos bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, com juros de 0,6% ao mês (veja mais em http://www.caixa.gov.br/voce/Credito/mpo_crescer/index.asp).

Fonte: Diário de São Paulo – 25/03/2012

 

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Sete estratégias para lucrar no setor de alimentação saudável

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Entenda as razões que fazem o setor ser promissor e quais os aspectos que a empresa precisa considerar para crescer nesse ramo

Quando até mesmo grandes redes de fast-food como o McDonald’s começam a destacar a salada em seu cardápio, é sinal de que uma grande mudança está em curso no mercado de alimentação. Na verdade, já faz algum tempo que a preocupação com a saúde influencia o menu de muitos restaurantes, mas a tendência ganhou força e agora, de acordo com a opinião de especialistas, consolida-se como o caminho mais seguro para quem pretende empreender com sucesso no segmento.

Entenda por que o setor é promissor e quais os aspectos que a empresa precisa considerar para crescer nesse ramo:

1. Saúde é a maior preocupação na hora de comer

Pesquisa sobre hábitos alimentares, realizada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) com três mil pessoas de várias idades e classes sociais, comprova: na hora de comer, a principal preocupação dos entrevistados é com a saúde. Praticidade e prazer também compõem a lista de prioridades dos brasileiros à mesa.

Muitos fatores ajudam a explicar o fenômeno. O aumento da renda, o crescimento da obesidade, o estilo de vida estressante e sedentário dos moradores das grandes cidades e até mesmo a preocupação em seguir um padrão de beleza que associa magreza à saúde são algumas das justificativas para a crescente busca por refeições balanceadas, gostosas e rápidas. Além disso, hoje todo mundo sabe que a ingestão de alimentos gordurosos está diretamente ligada ao surgimento de algumas doenças.

2. Idade é fator fundamental para mudança de hábitos

Lívia Barbosa, coordenadora do Centro de Altos Estudos da ESPM, destaca ainda que a população com mais de 56 anos adota dietas balanceadas de forma mais frequente. O grupo de entrevistados entre 17 e 24 anos, entretanto, ainda é mais resistente ao cardápio ‘verde’. “As empresas devem considerar que o principal fator de mudança de hábitos alimentares é a idade. Um casal sem filhos vai mais a restaurantes e faz refeições menos saudáveis. Mas quando as crianças chegam, esse perfil muda”, explica Lívia.

3. Mercado de alimentos saudáveis vai crescer rápido

Dados da consultoria Euromonitor projetam que, em 2014, as vendas de bebidas e alimentos industrializados relacionados com saúde e bem-estar deverão movimentar US$ 21,5 bilhões no Brasil. A culinária saudável ganhará mais adeptos no País, por isso, o negócio que apostar desde agora nesta tendência pode enfrentar menos concorrência para se estabelecer e crescer. “Cada vez mais, as pessoas vão preferir comprar de empresas que se preocupem verdadeiramente em melhorar a vida de seus clientes”, avalia Ricardo Daumas, diretor da área de foodservice  da consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza.

4. Informar bem o cliente é fundamental

“Quem montar agora um negócio no ramo terá de educar os consumidores sobre a importância da alimentação saudável. Só assim o mercado pode crescer mais rápido”, analisa Daumas. O site Dieta Bistrô, aberto em outubro de 2011, fez da comunicação sua principal estratégia para conquistar a confiança e a preferência dos clientes.A empresa, criada por Raimundo Lima Junior e Bianca D’Ippolito, entrega pratos saudáveis e elaborados em domicílio. O cliente pode escolher seis dietas: balanceada, vegetariana, kosher, celíaca (sem glúten), low carb ou de baixo índice glicêmico.

Mas para que os clientes percebessem todos os atributos do produto e pagassem R$ 99,90 por cinco refeições, os empresários tiveram de estudar como seria o design e a navegabilidade do site, detalhar as informações de cada prato e iniciar um trabalho constante de divulgação de informações nas redes sociais – um blog ainda está por vir.“Nós compartilhamos dados sobre gastronomia, nutrição, bem-estar e tudo mais que possa interessar aos nossos clientes”, conta Lima Junior. “Isso ajuda a divulgar a nossa marca.”

5. Público que consome produtos saudáveis já está mais amplo

Quem está há mais tempo no setor já percebe mudanças que indicam um grande potencial de crescimento do ramo. Afinal, quando o empresário Marcelo Ferraz criou, em 2003, a rede de restaurantes Wraps, o mercado era bem diferente. Havia poucas opções de refeições leves e não se comercializava o wrap (espécie de sanduíche enrolado) no País. Com clima descontraído, seu restaurante atraía um público mais jovem. Mulheres, principalmente.

Mas isso mudou. “Basta olhar as mesas e notar a presença quase igualitária dos homens e também de pessoas mais velhas. Meu público se ampliou”, afirma Ferraz. Outra mudança se deu na frequência com que os clientes comparecem aos nove restaurantes mantidos pela rede. No início, o Wraps parecia vocacionado a ser um bom programa de fim de semana. “Hoje as pessoas saem do trabalho e vêm almoçar aqui regularmente. A alimentação saudável entrou na rotina delas”, observa o empresário.

6. Salada no prato não é sinônimo de refeição saudável

Muito embora as saladas estejam em alta, não basta ao interessado em abrir um negócio no ramo colocar alimentos ‘verdes’ no menu para que os pratos sejam considerados saudáveis. “É preciso elaborar um cardápio a partir de conceitos nutricionais, que possibilitem uma alimentação equilibrada. Além disso, a empresa deve ter consistência, e não apenas se valer da imagem de ‘verde’”, define Sergio Bocayuva, presidente do Mundo Verde, rede com 25 anos de atuação no mercado.

7. Boa imagem e coerência são fundamentais para o sucesso

Para Bocayuva, só o discurso não basta. Ao selecionar um franqueado para a sua rede, ele examina a identificação do futuro empresário com o conceito do negócio. “Um candidato fumante, por exemplo, não nos interessa”, diz o empreendedor. Além disso, o público que hoje consome refeições saudáveis fora de casa é formado em sua maioria por consumidores das classes A e B. São pessoas informadas, capazes de perceber as contradições de uma empresa que adere à onda verde por puro modismo.

“Mas mesmo os consumidores da classe C, que hoje já se interessam por esses produtos, também são criteriosos. E isso só deve se intensificar”, acredita Bocayuva. Além disso, os produtos saudáveis costumam ser mais caros que os demais alimentos, o que aumenta a exigência dos clientes na hora de comprá-los. “A transparência é tudo neste ramo”, conclui.

Fonte: O Estado de S.Paulo – 25/01/2012

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