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Por que o mercado da pizza cresce enquanto outras fast foods declinam?

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Consumidores parecem ver o alimento originário da Itália como uma opção mais saudável, além de ser viável financeiramente

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Em 2014, pela primeira vez em 12 anos, a receita anual da rede global McDonald’s declinou. Dentre as várias possíveis explicações, uma matéria veiculada no site The Economist aponta a tendência por parte do consumidor de procurar alternativas mais saudáveis como um motivo plausível para a mudança. A exceção para esse novo cenário em que alimentos que fazem bem a saúde substituem lanches baratos é a pizza. No último bimestre do ano passado, por exemplo, a rede de pizzarias Domino’s obteve crescimento de 14% nas vendas, em relação ao ano anterior.

Queridinha dos brasileiros e popular globalmente, a pizza parece ser considerada mais saudável do que hambúrgueres pelos consumidores, permanecendo economicamente viável e tão prática quanto um Big Mac. Desde o século XVIII na Itália, quando alguém teve a ideia de colocar tomate sobre massa de pão, a pizza é uma forma barata e rápida de se alimentar.

O prato foi popularizado e internacionalizado no século XX, por imigrantes italianos, e se espalhou vertiginosamente pelo mundo especialmente após a Segunda Guerra Mundial. Seus atrativos, portanto, não são de hoje, mas a pergunta é, quais exatamente são eles? Por que em uma sociedade que cada vez mais tende ao fitness – pelo menos essa é a realidade ocidental – a pizza permanece responsável por um mercado em crescimento?

The Economist aponta alguns motivos: como já dito, consumidores não se sentem tão culpados comendo pizza, que pode ser recheada com vegetais e opções mais condizentes com o bem estar do corpo. Mas a chave do sucesso do prato é a sua flexibilidade. As possibilidades de recheio e incrementos para a pizza são inúmeras e podem facilmente se adaptar às realidades de cada local.

No Brasil, se faz pizza de todo tipo: frango com catupiry – uma das favoritas – com banana e canela, brigadeiro, e até comidas típicas de certas regiões, como a carne seca e a carne de sol. Redes de pizzarias inovam com bordas recheadas, por exemplo, e restaurantes independentes investem em sabores criados na casa. Tudo para fidelizar o cliente inovando o produto que ele já ama, de forma a manter o interesse. Assim, a pizza reina soberana: com menu variado e preço acessível, há escolhas para todos os gostos e bolsos.

Fonte: http://www.administradores.com.br/

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Restaurante fatura com cardápio vegetariano

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Com o objetivo de levar mais opções de receitas ao público vegetariano, Wilson Grassi montou o Cantina Barão, no bairro Campos Elíseos, em São Paulo.

Após algum tempo, o empresário fez mudanças no estabelecimento, retirando todas as opções de carne. Após se tornar totalmente vegetariano, o restaurante recebeu um novo sócio, seu amigo Fernando Ibnez.

Para que a clientela não diminuísse com as mudanças, os sócios consultaram os ativistas Mônica Buava, Guilherme Carvalho e Carol Caliman .Com a isso, algumas mudanças foram feitas: o nome passou a se chamar Barão Natural e a comunicação ficou focada nos benefícios da alimentação vegetariana.

O restaurante teve como meta em três meses aumentar para 100 o número de clientes no almoço, através de preços acessíveis. Além de conseguir cumprir esse objetivo, o faturamento aumentou 60%.“As pessoas começaram a vir e conhecer, deixaram de lado o preconceito com a comida vegetariana”, conta Mônica.

Os ativistas passaram a ser consultores definitivos para o restaurante e o restaurante tornou-se uma rede. De acordo com os empreendedores, 80% da clientela não é vegetariana. “Nosso principal objetivo é oferecer uma alimentação saudável, saborosa e de preço acessível” , finaliza Mônica.

Fonte: Revista PEGN

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Alimentação fit é negócio de sucesso

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Comer bem é o lema das empresas que trabalham com um cardápio mais saudável. As opções se adaptam às preferências dos clientes

Beatriz Penaforte deu vida à empresa Amor A Liberdade Gastronômica. Vende marmitas, tortas, coxinhas e até pastéis light

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De olho nas necessidades de quem quer se alimentar de forma mais saudável, há quem aposte na comercialização de produtos orgânicos e naturais. Seguindo a pegada da comida light, nascem as marmitarias fit. O cardápio é desenvolvido de acordo com as preferências e hábitos alimentares dos clientes.

“Alimentação saudável em qualquer lugar” é o lema da microempresária Juliana Maria. Ao identificar que o mercado cearense carecia de locais “especiais”, resolveu criar o Expresso Light. Trata-se de um serviço delivery de saladas. O negócio já tem dois anos. “Foi uma questão de oportunidade, porque aqui, até então, não tinha nada parecido. Fomos pioneiros no delivery de saladas. Em outras cidades, já era uma realidade bem forte. Então aliei as oportunidades ao fato de eu ser vegetariana e resolvi entrar no ramo”, explica Juliana.

Ela investiu R$ 7 mil para concretizar o projeto, que, de início, teve a cozinha da sua casa como local para produzir as saladas. Como a demanda de pedidos “bombando”, logo nos primeiros meses, foi preciso locar um espaço. Segundo ela, o retorno chegou em curto prazo. “Foi muito rápido (lucro), até pelo fato de não existir nada parecido aqui. Acredito que o mercado não esteja tão veloz, porque existem mais opções e o investimento hoje tem de ser superior”, pontua.

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Com mais de 15 opções no cardápio, de R$ 18 a R$ 24, além de sucos, saladas de frutas, molhos especiais, a Expresso Light atende 150 pedidos por dia. No período da noite, oferece sanduíches naturais e sopas, tudo sem glúten ou lactose. Para quem deseja entrar no segmento, Juliana afirma que é preciso doses de persistência. “Se você tiver coragem, abra o negócio; se tiver resiliência, permanece no mercado. Busquei informações e tive auxílio de uma nutricionista na produção do cardápio”, esclarece a jovem. O próximo passo é abrir um restaurante vegetariano no próximo ano.

Cozinha Fit

Com o objetivo ter uma alimentação mais leve, as sócias Milena Monteiro e Carolina Carvalho observaram uma janela de oportunidades para ingressar no segmento. Criaram a Integral Fit (Marmitaria Integral), que conta com dois anos de funcionamento.

Foram investidos R$ 12 mil na formatação da empresa. “No começo, iniciamos no apartamento da Milena. Foi muito difícil, porque trabalhávamos com espaço reduzido. Não tínhamos sistema próprio para fazer entregas”, lembra.

O retorno do público acerca dos produtos é significativo. Os produtos comercializados são a marmita fit, no valor de R$ 19, além de lanches saudáveis. Até coxinhas e pastéis saudáveis entram no cardápio. A Integral Fit conta com nutricionista.

Carol afirma que, para ingressar no ramo, é preciso ficar integrado com assuntos relacionados à alimentação saudável. “Tem que gostar muito de comer bem e estar sempre atento às novas formas e métodos de alimentação saudável. Gostar de seguir um plano alimentar e ver os resultados disso. Acompanhamos vários clientes que têm resultados satisfatórios. Isso nos motiva, tanto na esfera profissional quanto pessoal”.

Fonte: http://www.opovo.com.br/

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Sete estratégias para lucrar no setor de alimentação saudável

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Entenda as razões que fazem o setor ser promissor e quais os aspectos que a empresa precisa considerar para crescer nesse ramo

Quando até mesmo grandes redes de fast-food como o McDonald’s começam a destacar a salada em seu cardápio, é sinal de que uma grande mudança está em curso no mercado de alimentação. Na verdade, já faz algum tempo que a preocupação com a saúde influencia o menu de muitos restaurantes, mas a tendência ganhou força e agora, de acordo com a opinião de especialistas, consolida-se como o caminho mais seguro para quem pretende empreender com sucesso no segmento.

Entenda por que o setor é promissor e quais os aspectos que a empresa precisa considerar para crescer nesse ramo:

1. Saúde é a maior preocupação na hora de comer

Pesquisa sobre hábitos alimentares, realizada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) com três mil pessoas de várias idades e classes sociais, comprova: na hora de comer, a principal preocupação dos entrevistados é com a saúde. Praticidade e prazer também compõem a lista de prioridades dos brasileiros à mesa.

Muitos fatores ajudam a explicar o fenômeno. O aumento da renda, o crescimento da obesidade, o estilo de vida estressante e sedentário dos moradores das grandes cidades e até mesmo a preocupação em seguir um padrão de beleza que associa magreza à saúde são algumas das justificativas para a crescente busca por refeições balanceadas, gostosas e rápidas. Além disso, hoje todo mundo sabe que a ingestão de alimentos gordurosos está diretamente ligada ao surgimento de algumas doenças.

2. Idade é fator fundamental para mudança de hábitos

Lívia Barbosa, coordenadora do Centro de Altos Estudos da ESPM, destaca ainda que a população com mais de 56 anos adota dietas balanceadas de forma mais frequente. O grupo de entrevistados entre 17 e 24 anos, entretanto, ainda é mais resistente ao cardápio ‘verde’. “As empresas devem considerar que o principal fator de mudança de hábitos alimentares é a idade. Um casal sem filhos vai mais a restaurantes e faz refeições menos saudáveis. Mas quando as crianças chegam, esse perfil muda”, explica Lívia.

3. Mercado de alimentos saudáveis vai crescer rápido

Dados da consultoria Euromonitor projetam que, em 2014, as vendas de bebidas e alimentos industrializados relacionados com saúde e bem-estar deverão movimentar US$ 21,5 bilhões no Brasil. A culinária saudável ganhará mais adeptos no País, por isso, o negócio que apostar desde agora nesta tendência pode enfrentar menos concorrência para se estabelecer e crescer. “Cada vez mais, as pessoas vão preferir comprar de empresas que se preocupem verdadeiramente em melhorar a vida de seus clientes”, avalia Ricardo Daumas, diretor da área de foodservice  da consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza.

4. Informar bem o cliente é fundamental

“Quem montar agora um negócio no ramo terá de educar os consumidores sobre a importância da alimentação saudável. Só assim o mercado pode crescer mais rápido”, analisa Daumas. O site Dieta Bistrô, aberto em outubro de 2011, fez da comunicação sua principal estratégia para conquistar a confiança e a preferência dos clientes.A empresa, criada por Raimundo Lima Junior e Bianca D’Ippolito, entrega pratos saudáveis e elaborados em domicílio. O cliente pode escolher seis dietas: balanceada, vegetariana, kosher, celíaca (sem glúten), low carb ou de baixo índice glicêmico.

Mas para que os clientes percebessem todos os atributos do produto e pagassem R$ 99,90 por cinco refeições, os empresários tiveram de estudar como seria o design e a navegabilidade do site, detalhar as informações de cada prato e iniciar um trabalho constante de divulgação de informações nas redes sociais – um blog ainda está por vir.“Nós compartilhamos dados sobre gastronomia, nutrição, bem-estar e tudo mais que possa interessar aos nossos clientes”, conta Lima Junior. “Isso ajuda a divulgar a nossa marca.”

5. Público que consome produtos saudáveis já está mais amplo

Quem está há mais tempo no setor já percebe mudanças que indicam um grande potencial de crescimento do ramo. Afinal, quando o empresário Marcelo Ferraz criou, em 2003, a rede de restaurantes Wraps, o mercado era bem diferente. Havia poucas opções de refeições leves e não se comercializava o wrap (espécie de sanduíche enrolado) no País. Com clima descontraído, seu restaurante atraía um público mais jovem. Mulheres, principalmente.

Mas isso mudou. “Basta olhar as mesas e notar a presença quase igualitária dos homens e também de pessoas mais velhas. Meu público se ampliou”, afirma Ferraz. Outra mudança se deu na frequência com que os clientes comparecem aos nove restaurantes mantidos pela rede. No início, o Wraps parecia vocacionado a ser um bom programa de fim de semana. “Hoje as pessoas saem do trabalho e vêm almoçar aqui regularmente. A alimentação saudável entrou na rotina delas”, observa o empresário.

6. Salada no prato não é sinônimo de refeição saudável

Muito embora as saladas estejam em alta, não basta ao interessado em abrir um negócio no ramo colocar alimentos ‘verdes’ no menu para que os pratos sejam considerados saudáveis. “É preciso elaborar um cardápio a partir de conceitos nutricionais, que possibilitem uma alimentação equilibrada. Além disso, a empresa deve ter consistência, e não apenas se valer da imagem de ‘verde’”, define Sergio Bocayuva, presidente do Mundo Verde, rede com 25 anos de atuação no mercado.

7. Boa imagem e coerência são fundamentais para o sucesso

Para Bocayuva, só o discurso não basta. Ao selecionar um franqueado para a sua rede, ele examina a identificação do futuro empresário com o conceito do negócio. “Um candidato fumante, por exemplo, não nos interessa”, diz o empreendedor. Além disso, o público que hoje consome refeições saudáveis fora de casa é formado em sua maioria por consumidores das classes A e B. São pessoas informadas, capazes de perceber as contradições de uma empresa que adere à onda verde por puro modismo.

“Mas mesmo os consumidores da classe C, que hoje já se interessam por esses produtos, também são criteriosos. E isso só deve se intensificar”, acredita Bocayuva. Além disso, os produtos saudáveis costumam ser mais caros que os demais alimentos, o que aumenta a exigência dos clientes na hora de comprá-los. “A transparência é tudo neste ramo”, conclui.

Fonte: O Estado de S.Paulo – 25/01/2012

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