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5 responsabilidades socioambientais essenciais para restaurantes

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Inserir ações sustentáveis no cardápio de um restaurante se tornou uma prática necessária. Afinal de contas, a preocupação com um consumo mais consciente se tornou comum entre consumidores e empreendimentos de todo o mundo. Diversos negócios descobriram, por meio de ações simples, que podem contribuir com a preservação do planeta e, consequentemente, agregarem valor à sua marca.

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Ter um restaurante com esse perfil depende da adoção de novos hábitos. E foi pensando nisso que criamos este post. A seguir, compartilhamos com você quais são as responsabilidades socioambientais que precisam ser aplicadas no seu restaurante. Confira:​

1. Reciclagem de lixo

Os restaurantes são considerados os principais produtores comerciais de lixo, e a reciclagem é o melhor caminho para realizar a gestão de resíduos. Por essa razão, o seu restaurante deve iniciar a separação total do lixo e realizar o descarte adequado.

De qualquer forma, também será necessário destinar o lixo orgânico para tratamento, incentivar o consumo consciente dos alimentos e fazer uso consciente de embalagens e de outros itens recicláveis.

2. Utilização de alimentos orgânicos

A procura por cardápios saudáveis, montados à base de alimentos orgânicos, aumentou nos últimos anos. Isso significa que cada vez mais clientes estão dando preferência às frutas, às carnes, aos cereais, às verduras e aos legumes produzidos sem agrotóxicos ou sem produtos sintéticos.

Aderir a essa nova mentalidade proporciona não somente qualidade de vida, mas oferece total credibilidade e confiança a todos aqueles que costumam frequentar o seu restaurante.

3. Economia de luz e de água

Ter responsabilidades socioambientais também inclui economizar recursos como água e energia elétrica.

Para colocar tudo isso em prática, é simples: basta instalar temporizadores ou redutores de vazão nas torneiras e nas descargas, por exemplo. Além disso, aproveite a luz natural, substitua as lâmpadas convencionais por LED e invista em sensores de presença para evitar que as luzes fiquem acesas sem necessidade.

4. Mudança de hábitos na cozinha

Parece óbvio, mas não custa lembrar: se o seu restaurante quer ter novos hábitos, é necessário mudar os velhos. Em outras palavras, aderir à sustentabilidade não é fácil, mas você pode começar essa mudança com passos simples. Por exemplo:

  • aderir ao óleo reciclado;
  • comprar ingredientes diretamente de produtores orgânicos;
  • evitar incluir espécies em extinção no cardápio, como aves e peixes;
  • dar preferência a materiais de limpeza biodegradáveis;
  • usar água filtrada em jarras e dispensar a utilização de embalagens;
  • entre outras atitudes que ajudam a promover qualidade de vida.

5. Ações socioambientais na região

Para alguns restaurantes, se preocupar com a responsabilidade socioambiental significa fazer parte de um projeto maior. Por isso, diversas empresas desenvolvem ações que incentivam a população a melhorar os seus hábitos de consumo e de alimentação saudável.

Sem dúvidas, criar ou fazer parte desses projetos é um grande diferencial que torna o seu restaurante uma referência no mercado.

Fonte: http://blog.exal.com.br/5-responsabilidades-socioambientais-essenciais-para-restaurantes/

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Luz verde Sobre os restaurantes

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Preocupados com o meio ambiente e a opinião pública que, atualmente, tem monitorado as práticas sustentáveis empresariais, alguns restaurantes optam por ações diferenciadas e criativas para a economia de energia elétrica

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Juliana Siqueira Pio

Em 2001, no Brasil, milhares de casas e estabelecimentos comerciais tiveram de reduzir o consumo de energia elétrica, sob o risco de ficarem completamente no escuro. Aparelhos pouco ou não utilizados, banhos demorados, lâmpadas que aumentavam o consumo foram reduzidos e, em alguns casos, até eliminados. Onze anos depois, agora sem obrigatoriedade governamental, pode-se perceber a herança desta época no comportamento dos consumidores que exigem um bom tratamento ao meio ambiente. As empresas estão, cada vez mais, ligadas à sustentabilidade e a iniciativas que, contribuindo para ações menos agressivas à natureza, fornecem ganhos tanto em suas próprias imagens, quanto na lucratividade dos locais.

Tendo a satisfação do consumidor como um de seus pilares, a rede de fast food McDonald’s iniciou uma batalha contra o desperdício de energia elétrica, conscientizando seus funcionários e instalando aparelhagem técnica própria para esta ação. “É uma prática de mercado, um diferencial que o cliente busca. O cliente, atualmente, está mais esclarecido quanto a esse tema de sustentabilidade e procura por empresas sérias neste ramo”, afirma Wilson Pissardini, diretor de equipamentos e manutenção do McDonald’s.

De janeiro de 2008 até hoje, no Brasil, já são encontrados 60 restaurantes com aquecedores solares e 170 controladores de demanda espalhados por várias unidades da rede. Este último, “gera uma economia na linha da cobrança de demanda, e a gente não estoura a demanda contratada”, diz Pissardini. Além disso, nos shoppings, há medidores de energia paralelos na gerência das lojas, já que nestes centros de compras não há chaves liberadas a todos os funcionários para o acesso a leitura geral de energia. Assim, “o gerente acompanha o dia a dia e o consumo da energia do seu restaurante de acordo com o volume de vendas que ele tem”.

Estes tipos de investimentos devem, no entanto, vir acompanhados da conscientização dos trabalhadores, de acordo com Pissardini. “Nós temos também, em boas práticas, um curso que a gente chama de ‘Curso Básico de Utilidades’ em que o público alvo são os técnicos de manutenção e gerentes de restaurantes. Ensinamos praticamente todas as boas práticas. Tudo que é preciso saber para economizar energia”. E, para isso, são usados alguns tipos de equipamentos. “Nós desenvolvemos também o simulador de energia eletrônico. O procedimento é simples. Se você encontra três fritadeiras ligadas para o baixo número de vendas, e na verdade só precisaria de uma, você vai lá no simulador, desliga duas fritadeiras e ele te mostra o quanto você estava jogando dinheiro fora por hora, mês e ano”.

Intervenções como esta, que incluem o simulador, são importantes porque conscientizam de uma maneira que apresenta a relevância da ação. “A gente procura mostrar para o gerente do restaurante em uma linguagem que todo mundo gosta de ouvir, em uma forma financeira, ao invés de falar quilowatt-hora”, comenta Pissardini.

Em Bertioga, litoral de São Paulo, o McDonald’s conta com uma unidade já certificada. E ela possui alguns diferenciais. “Esse restaurante tem algo a mais. Tem controle de janelas para aberturas do aproveitamento de vento da praia, onde há um fluxo de ar bastante forte. Não se utiliza o ar condicionado. A janela automaticamente abre, desliga o ar condicionado e, assim, há um consumo menor. Quanto aos consumidores, isso é bem interessante porque é perceptível. O cliente vê a janela abrindo e fechando de acordo com o vento”. Há, ainda, sinalizações no restaurante que indicam os materiais reciclados que foram utilizados na construção do lugar.

A economia é grande. “Nós estamos gastando hoje menos energia elétrica do que a gente gastava em 2007, mesmo com toda a inflação do custo de energia. Em 2007, os restaurantes abriam, na maioria dos casos, às 10h da manhã. Hoje, com o café da manhã, nós abrimos às 7h, o que demanda um maior consumo de energia, pois, na média, são três horas a mais por restaurante. Toda a parte de equipamentos do café da manhã, que é nova e que adicionamos ao restaurante, também estão nessa conta. Nós temos hoje, mais de 100 restaurantes abrindo 24 horas, coisa que não tínhamos em 2007”, ressalta Pissardini.

Energia na ponta dos pés

Entretenimento e sustentabilidade são parte da proposta da casa de eventos e restaurante Eco House, localizada no bairro Pinheiros, em São Paulo. Uma pista de dança bem peculiar coroa as baladas realizadas no local. Abaixo de placas europeias, produzidas com exclusividade para o estabelecimento, há um reservatório de água proveniente da chuva, visível a todos. Quem anda ou dança ali contribui para a preservação do meio ambiente, pois há geração de energia através dos movimentos das pessoas. E é possível acompanhar isso de perto. Uma torre chamada Generator Meter mostra a energia produzida pelo piso na mesma hora em que o fenômeno acontece. A Eco House possui, ainda, iluminação a base de LEDs e também iluminação natural, além de aquecimento solar e sistema inteligente de refrigeração de ar. No que diz respeito ao processo de produção das comidas, há a redução no uso de equipamentos eletroeletrônicos.

A Little Eco House é um espaço destinado especialmente para as crianças e é, aqui no Brasil, o primeiro salão feito para o público infantil que conta com energia sustentável. No local, as crianças entram em um mundo lúdico onde há brincadeiras que não precisam do suporte de utensílios eletrônicos. Perna de pau, queda em colchões, tecido acrobático e balanço de molas são apenas algumas das opções destinadas aos consumidores mirins que podem contemplar brinquedos inspirados nos desenhos feitos pelo pintor Leonardo da Vinci. De acordo com o chef e empresário Eric Thomas, dono do local, as crianças “saem exaustas de tanto brincar”.

Thomas decidiu se inteirar mais sobre a sustentabilidade, percorreu alguns países e fez pesquisas a respeito do tema. Assim, ele concluiu que “ainda não há nada similar ao seu empreendimento no Brasil e no mundo”. A expectativa, no que diz respeito a economia de energia, é de 50%. A conta de energia elétrica, que contabilizava R$ 1.800, foi reduzida consideravelmente, chegando a R$ 52. A conta de água também ficou mais barata, sofrendo redução de 70% do valor.

Conhecimento sustentável

“O retorno é muito gratificante. As pessoas ficam felizes de estar comendo aqui e saber que estão, de certa forma, contribuindo na preservação do meio ambiente e melhorando a qualidade de sua própria vida”. A frase acima foi dita por Sergio Chamma, gerente geral do restaurante Copa Gastronomia & Futebol, localizado no estádio do Morumbi, em São Paulo. No momento, a divulgação acerca do conceito sustentável da empresa tem sido mais internamente, e não são todos os consumidores que possuem informações sobre esta forma de atuação do restaurante. No entanto, conforme avalia o gerente, quando algo a respeito é anunciado, é possível saber a satisfação dos clientes quanto ao conceito de sustentabilidade.

Fundado em agosto de 2009, com investimento inicial de mais de R$ 1 milhão, o local mistura a paixão dos brasileiros pelo futebol, ambiente sustentável e comidas mais saudáveis. O restaurante possui equipamentos que economizam energia, como o fogão de indução, que é capaz de esquentar apenas as panelas. O salão tem lâmpadas LEDs e o local possui forro térmico, que reduz a utilização do ar condicionado. “A ideia é trazer o mais possível deste conceito de sustentabilidade, oferecendo um serviço diferenciado a um preço justo”, diz Chamma.

Refletindo nos ganhos financeiros, Chamma explica que “a energia do restaurante, em vista do que é consumida nas outras unidades, por causa das lâmpadas que nós utilizamos e pelos equipamentos, a diferença na conta chega a quase 20% em relação ao consumo de outras unidades”.

Para divulgar estas ações, o restaurante Copa Gastronomia & Futebol já está investindo em publicidade. “Nós estamos elaborando, agora, um novo site. Teremos na entrada do restaurante um totem informativo. As pessoas receberão um folheto informando quais os benefícios de elas estarem tornando-se clientes do Copa”. O lado positivo de investir em sustentabilidade, além da preservação do meio ambiente é o “retorno, a fidelização do cliente e a procura”, finaliza Chamma. •

Fonte: http://www.foodservicenews.com.br

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Movimento pela gastronomia sustentável reúne mais de 100 empresas em SP

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De Agência Átimo

imageEm meio às atuais discussões sobre biodiversidade e a preservação do meio ambiente, a gastronomia sustentável desponta no mercado com o objetivo de conscientizar donos e clientes de restaurantes de sua responsabilidade socioambiental com atitudes como a reciclagem de lixo, o reaproveitamento das sobras de alimentos e a reestruturação de cozinhas.

Mais de 100 bares e restaurantes da Grande SP já aderiram ao conceito e participam do Movimento Gastronomia Sustentável desde junho deste ano. Segundo Sérgio Lerrer, coordenador do projeto, “o movimento tem a finalidade de induzir práticas mais sustentáveis e criar pratos que estimulem a alimentação saudável através da consciência ambiental”.

Desde o evento “Vila Integral – Uma experiência gastronômica sustentável”, realizado em 2009, em São Paulo, donos de bares e restaurantes da cidade passaram a utilizar a gastronomia sustentável como forma de gestão para as suas empresas.

Alison Figueiredo, da GR Gestão de Restaurantes, afirma que o investimento na gastronomia sustentável, além de trazer grande benefício para o planeta, também traz benefícios para os empreendedores do setor, gerando mais economia e atraindo novos clientes.

“Para os restaurantes, o resultado é observado tanto na redução direta dos custos, bem como no aumento do faturamento. Para os clientes, ao dar preferência para consumir num estabelecimento com ações sustentáveis, tem-se a certeza de também estar colaborando com a sustentabilidade do planeta”, diz.

A professora Vera Lúcia Salvo, coordenadora do curso de Gastronomia da Universidade Metodista de São Paulo, também vê a iniciativa como uma estratégia de economia. Para ela, a gastronomia sustentável é um conceito em prática que “vai desde o reaproveitamento da água no cozimento de alimentos, no descongelamento adequado na geladeira, até o destino das sobras de comida, que podem ir para ONGs”.

O preço dos pratos, que pode variar de R$ 75,00 a R$110,00 reais, é um dos principais obstáculos a serem superados para que o mercado se expanda ainda mais, como afirmou o chef de cozinha do restaurante O Pote do Rei, William Ribeiro.

“São produtos que custam mais e não são os mais bonitos, porém são os mais saudáveis e saborosos. Antes restaurantes que tinham alimentos saudáveis não obtinham lucro, mas as pessoas estão começando a se abrir para esse mercado”, disse William.

Dentre outros benefícios trazidos pela gastronomia sustentável estão a geração de menos resíduos na produção alimentícia e a economia direta de recursos como a água e a energia elétrica.

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Porque ser um restaurante preocupado com a sustentabilidade?

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image  A sustentabilidade é tema atual nas discussões dos ambientalistas, empresas e pessoas preocupadas com o futuro do nosso planeta. Empresas de vários seguimentos da indústria e serviços já estão envolvidas no processo de sustentabilidade. Mas e os restaurantes em questão, podem contribuir para a sustentabilidade do planeta? E quem ganha com isso?

A grande maioria dos restaurantes envolvidos com a prática de sustentabilidade estão localizados no hemisfério norte, há um movimento tímido no Brasil, mas que pode se expandir ainda mais se associações como o GRA (Green Restaurant Associantion) atuassem do outro lado do hemisfério.

imageO Green Restaurant Association é uma ONG fundada com o objetivo de criar uma rede de Restaurantes ecologicamente sustentáveis. Com quase 20 anos de experiência neste segmento esta ONG procura ajudar os restaurantes a se tornarem ecologicamente sustentáveis. A ONG certifica restaurantes com um selo de 2,3 ou 4 estrelas dependendo do número de pontos adquiridos com as avaliações nos estabelecimentos. Os itens avalizados vão desde o tipo de papel toalha que é oferecido aos seus clientes, o destino dado à água utilizada, o consumo de energia, o destino de resíduos gerados por seu restaurante. É neste quesito que o GRA entra para auxiliar e também classificar o seu estabelecimento.

Mas quem ganha com isso?

Não só o nosso planeta que é o objetivo principal de todo este esforço, mas também os Restaurantes que se envolvem nesta causa. Veja quais os benefícios de se tornar uma empresa envolvida com a sustentabilidade do Planeta.

Publicidade – A preocupação com a sustentabilidade do planeta tem tido grande foco na mídia. A mídia gosta de expor o que é ecologicamente correto. Por conseqüência disto seu restaurante pode ficar exposto à mídia atraindo mais clientes.

Cortar Custos – Nos Estados unidos o governo de dado incentivos fiscais a empresas que efetuaram redução no consumo de energia, água e geração de resíduos. Além da própria economia obtida pelo restaurante por economizar nestes recursos.

Melhoria da produtividade e Moral da equipe – Com a certificação dos restaurantes pela GRA os colaboradores passaram a ter mais interesse em trabalhar em estabelecimentos que estão fazendo o real, credível, transparente e mudanças ambientais.

Fidelização de clientes e atração de novos clientes – Pessoas engajadas nesta causa podem contribuir com a sustentabilidade do planeta apenas por decidir em almoçar ou jantar em um restaurante que possui uma certificação como a oferecida pelo GRA. Existe uma nova gama de clientes que podem ser atraído para o estabelecimento não somente pela refeição ou sérico , mas também sobre sua preocupação com o meio ambiente.

Estar à frente da Legislação – A Vigilância Sanitária está envolvida na fiscalização rígida dos restaurantes sobre processos de fabricação e destinação de resíduos. As empresas que se antecipam às legislações ambientais voluntariamente são capazes de continuar a executar seus negócios sem grande impacto, enquanto seus concorrente estão preocupados em cumprir à tempo as exigências de uma nova legislação para evitar multas.

Independente de não possuirmos algo parecido no Brasil é certo de que cada um pode fazer a sua parte. Seu restaurante pode ganhar novos clientes e o planeta? Ele agradece.

Fonte: Gestão de Restaurantes

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Consumo politizado, sustentabilidade e restaurantes

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image Empresas que já adotam o conceito de sustentabilidade vão colher frutos do pioneirismo no futuro. Compare os critérios que indicam um restaurante sustentável com o que seriam as práticas para o seu negócio.

Por Rafael Mantesso (http://marketingnacozinha.com.br)

Chegamos ao nosso limite. Nunca estivemos tão ocupados, nunca vivemos de forma tão acelerada. Somos bombardeados diariamente por um conjunto de ações e emoções: ambição, agressividade, competitividade, impaciência, tensão, alerta, um ritmo contínuo de atividades que cadenciam o nosso estilo de vida, repleto de demandas, onde somos sempre pressionados pelo tempo (curto e insuficiente para a realizarmos tantas tarefas).

E como ficam nossas refeições?

São poucos os que procuram separar um tempo destinado à alimentação e a maioria das pessoas acaba procurando cada vez mais a comida rápida, barata e que agrade o paladar de imediato. Mas a que custo…

Fast food e slow food

Geralmente esses alimentos rápidos (fast food) são muito calóricos, ricos em gordura e colesterol, têm pouca quantidade de fibras e grande concentração de sódio; em resumo, são péssimos para nossa saúde e mesmo sabendo disso, compramos, comemos e fazemos o lucro das grandes redes globais.

E como hoje em dia todos os assuntos são bons para tomar posições políticas e a globalização é um alvo muito encantador, apareceu do outro lado o movimento de oposição para marcar terreno e diminuir a importância e imediatismo da comida rápida (fast food).

Este movimento que tem ganhado força e é uma forte tendência. Unindo a ética e o prazer da alimentação, deu ao alimento sua dignidade cultural. Antes desprezado, o paladar é agora apreciado, e através deste movimento, começou uma luta pela preservação e uso sustentável da biodiversidade. Protegem-se espécies vegetais e raças animais, contribuindo para a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação. É o oposto da rapidez globalizada, é o comer apreciando, comer sem pressa, é o slow food.

Diante do cabo de guerra dos movimentos, precisamos nos posicionar, seja como consumidores ou empresa. Consumir sempre implicou responsabilidades, mas agora o peso sobre o consumidor é maior. Ele demonstra resistência ou apoio em relação ao fabricante e o tem conhecimento do impacto que a cadeia de produção causa. Quando escolhemos comprar ou não um produto, consumir ou não um alimento, estamos apoiando ou negando uma causa. O consumo está politizado.

Não temos perfil de fazer protestos e passeatas com centenas de ambientalistas, fazemos a nossa parte comprando ou não determinado produto, simples assim. Consumindo ou não determinado alimento, frequentando ou não determinado restaurante. Quando uma empresa opta por uma postura responsável, sustentável, automaticamente coloca em cheque empresas que não são e se diferencia no segmento atraindo adeptos e se tornando referência.

A importância de um fabricante de alimentos ou mesmo um pequeno restaurante de adotar uma política sustentável, responsável, vai além do marketing e promoção de imagem. Ela mobiliza uma conscientização, ela facilita nossa escolha pelo “correto” e alimenta uma tendência onde todos saem ganhando.

Acredita-se que já no ano de 2012 serão impostas metas de corte das emissões de gases do efeito estufa também para países em desenvolvimento e do Terceiro Mundo. Portanto, as empresas que já se adaptaram e implantaram o conceito da sustentabilidade hoje, poderão colher os frutos do pioneirismo e se tornarem referência em seus ramos de atuação. Da mesma forma, as que adiarem as mudanças para a última hora vão arcar com as conseqüências da estagnação.

Ser sustentável não é um diferencial. O diferencial é o pioneirismo: fazer bem e trabalhar para promover o bem estar geral de todos envolvidos na produção e consumo dos seus produtos. Para os que atuam diretamente na sua empresa e os que são afetados por todas as etapas do processo de fabricação ou operação.

Práticas sustentáveis

Mas na prática, como se define um restaurante sustentável? Para a ONG americana The Green Restaurant Association (fundada em 1990 com o objetivo de criar uma indústria ecologicamente sustentável de restaurantes) há alguns requisitos que devem ser preenchidos para que um estabelecimento possa ser credenciado em sua rede, que vão desde a maneira de produzir os alimentos até a madeira escolhida para os móveis.

A ONG avalia os itens dando pontos à eles num questionário divido em 7 setores, que são:

A eficiência da água. Um restaurante médio pode utilizar no máximo 300 mil litros de água por ano. O objetivo disso é promover a eficiência e a conservação de água em instalações de serviços de alimentação. São observados, por exemplo, a vazão de água nas torneiras, modelos de descargas nos banheiros, tipos de válvulas em mangueiras, painéis solares, como são lavadas as roupas dos funcionários, etc.

Redução de resíduos e reciclagem. Um restaurante médio pode produzir somente 150.000 toneladas de lixo por ano. O objetivo disso é estimular os restaurantes a não produzirem resíduos, aumentando o estoque de itens reutilizáveis, reciclagem e compostagem. São observados, por exemplo, o uso de papel toalha nos banheiros, de filtro de café na cozinha, de nota fiscal eletrônica, embalagens retornáveis, etc.

Móveis e materiais de construção. O objetivo aqui é incentivar especialmente instalações novas a fazer decisões de compras ambientalmente responsáveis no que diz respeito a móveis e materiais de construção. São observados, por exemplo, metragem de piso, carpete reciclado, paredes, painéis, tintas, portas, etc.

Comida sustentável. A indústria alimentícia tem o poder para influenciar a cadeia de abastecimento alimentar. Como resultado das decisões de compra do restaurante, a indústria pode reduzir muito dos efeitos negativos da produção industrial, produção de carne, uso de agrotóxicos, diminuição da pesca e transporte de alimentos, e avançar no apoio sustentável local, privilegiando a agricultura familiar e alimentos orgânicos.

Do ponto de vista da emissão de carbono, quanto menos recursos animais, tanto melhor. É observada, por exemplo, a ausência de carnes de porco, boi, frango ou peixes, a distância dos locais onde os alimentos são comprados, etc.

Energia. Os restaurantes são os maiores consumidores de energia elétrica no setor comercial. Busca-se aqui estimular os estabelecimentos a se tornarem neutros na emissão de carbono e usar apenas fontes de energia sustentáveis, ou seja, proveniente de equipamentos mais eficientes, compensando o consumo com fontes renováveis de energia limpa.

Por exemplo, a ausência de ar condicionado, sistema de recuperação de calor, superfícies refletivas, isolamento, calafetagem, vazão de lavatórios, lâmpadas frias, lâmpadas LED, sensores de movimento, etc.

Descartáveis. O objetivo deste tópico é desestimular nos restaurantes o uso de produtos que tenham matérias-primas extraídas de recursos virgens, como as que são feitas à base de petróleo, por exemplo. Em vez disso, os restaurantes devem usar produtos que são feitos de materiais biodegradáveis, ou materiais que tenham sido previamente reciclados e transformado em novos produtos. Conta ponto, a citar, o uso de papéis reciclados, a escolha por materiais recicláveis, etc.

Química e redução de poluição. Poluição do ar e da água são as principais questões da nossa sociedade. Nesta seção, a ONG oferece aos restaurantes ferramentas para reduzir seus impactos sobre as alterações climáticas, poluição do ar e degradação do solo. Além disso, são mudanças que vão beneficiar também a saúde humana.

Conta ponto aqui, por exemplo, se o restaurante fica a menos de 400m de um ponto de ônibus, se ele tem um estacionamento preferencial para clientes ou funcionários que optem por veículos movidos a combustíveis alternativos ou híbridos, 50% ou mais de subsídio para funcionários que usem transporte público, estacionamento para bicicletas, etc.

Bom para os negócios também

A sustentabilidade, bem implantada, com mudanças efetivas de práticas e modelos, impacta positivamente a reputação de um estabelecimento, torna a cadeia produtiva mais eficiente, reduz os riscos inerentes à operação, facilita os financiamentos, possibilita atrair e manter talentos, valoriza a marca, as ações no novo mercado e o mais importante, influencia o padrão de consumo das pessoas.

Ter um restaurante vegan, repleto de painéis solares, em frente a um ponto de ônibus e com um amplo estacionamento de bicicletas pode não ser exatamente o que o consumidor busca. Tão importante quanto ser uma empresa sustentável é ter uma imagem positiva e de vanguarda na mente do consumidor. É fazer com que ele escolha seu estabelecimento quando optar por hábitos mais saudáveis e conscientes.

Aqui no Brasil, há restaurantes que, por iniciativa de seus próprios chefs, estão cada vez mais ecológicos. Ainda que a culinária não seja especificamente orgânica, muitos priorizam uma comida mais brasileira, feita de alimentos produzidos regionalmente e de alguma maneira ou outra tentam optar por políticas mais sustentáveis, e aos poucos, vão se adaptando ao novo modelo. O importante é se mobilizar para as mudanças.

Ser sustentável será a diferença entre a vida e a morte de uma empresa num futuro cada vez mais competitivo e em busca de diferenciais.

Fonte:  [Webinsider]

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